{"id":55917,"date":"2026-07-12T13:32:00","date_gmt":"2026-07-12T17:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cms-articles.softonic.io\/br\/?p=55917"},"modified":"2026-07-12T13:41:54","modified_gmt":"2026-07-12T17:41:54","slug":"sony-dat-o-minitape-fracassou-em-casa-e-virou-peca-chave-dos-backups-nos-anos-1990","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cms-articles.softonic.io\/br\/sony-dat-o-minitape-fracassou-em-casa-e-virou-peca-chave-dos-backups-nos-anos-1990\/","title":{"rendered":"Sony DAT: o minitape fracassou em casa e virou pe\u00e7a-chave dos backups nos anos 1990"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">A Sony colocou o DAT (Digital Audio Tape) no mercado em 1987 cercado de ambi\u00e7\u00e3o. Era pequeno, tinha visual de coisa nova e vinha com uma promessa sedutora para o \u00e1udio dom\u00e9stico: virar o sucessor digital da fita cassete, com grava\u00e7\u00e3o em qualidade de CD para quem queria ouvir e gravar m\u00fasica em casa.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que esse futuro n\u00e3o desembarcou de verdade na casa do consumidor comum. O formato <strong>empacou nas lojas<\/strong>, custava caro demais para o grande p\u00fablico e ainda bateu de frente com a ind\u00fastria musical, que morria de medo de ver c\u00f3pias digitais perfeitas se espalhando por a\u00ed.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No fim das contas, o DAT n\u00e3o vingou como m\u00eddia de massa. Acabou achando um destino <strong>mais rent\u00e1vel<\/strong> , e bem mais duradouro, dentro dos departamentos de TI.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No papel, a ideia fazia todo sentido: pegar a praticidade da cassete e juntar isso ao \u00e1udio digital limpo, sem chiado e sem a perda de qualidade t\u00edpica das fitas anal\u00f3gicas. Para o fim dos anos 1980, era uma proposta forte.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A\u00ed vieram os problemas. Os primeiros aparelhos chegaram com <strong>pre\u00e7os altos<\/strong>, o que por si s\u00f3 j\u00e1 freava a ado\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, o setor fonogr\u00e1fico pressionava contra o formato por medo da pirataria, e muitos decks voltados ao consumidor passaram a sair com SCMS, um sistema de prote\u00e7\u00e3o que limitava c\u00f3pias digitais em cascata.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, o DAT perdeu muito do apelo justamente entre as pessoas que precisavam compr\u00e1-lo para o formato decolar. Ainda assim, a tecnologia caiu nas gra\u00e7as dos profissionais de \u00e1udio. Em est\u00fadios, servia para grava\u00e7\u00e3o, masteriza\u00e7\u00e3o e transporte de material, porque entregava clareza digital, portabilidade e mais praticidade do que sistemas maiores, como certos gravadores de rolo.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante alguns anos, o formato virou presen\u00e7a comum em ambientes profissionais. Na sala de estar, n\u00e3o.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A virada de verdade aconteceu quando a base tecnol\u00f3gica do DAT foi reaproveitada como DDS, sigla para <strong>Digital Data Storage<\/strong>. No lugar de m\u00fasica, aquelas fitinhas passaram a guardar dados de servidores. E fizeram esse trabalho muito bem ao longo dos anos 1990.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ter uma no\u00e7\u00e3o, segundo a Sony, a primeira gera\u00e7\u00e3o do DDS armazenava cerca de <strong>2 GB<\/strong> sem compress\u00e3o. No fim da d\u00e9cada, o DDS-4 j\u00e1 chegava a 20 GB. Para muita empresa daquela \u00e9poca, isso tinha um valor enorme: permitia fazer <a href=\"https:\/\/www.softonic.com.br\/artigos\/android-beta-ja-mostra-controle-por-app-para-backups-na-nuvem\" rel=\"noopener\">backups noturnos completos<\/a> em uma \u00fanica fita compacta, sem precisar partir para solu\u00e7\u00f5es maiores e mais caras.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tamanho tamb\u00e9m jogava a favor. As fitas eram leves, f\u00e1ceis de etiquetar e simples de levar para fora do escrit\u00f3rio, algo essencial em esquemas de rota\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de desastres. Antes de redes r\u00e1pidas virarem padr\u00e3o e antes da populariza\u00e7\u00e3o da nuvem, levar uma fita para um cofre externo fazia parte da rotina de prote\u00e7\u00e3o de dados.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que os volumes de dados cresceram r\u00e1pido demais, e o DDS acabou ficando pequeno. Formatos com mais capacidade e mais f\u00f4lego, como o DLT (Digital Linear Tape) e depois o LTO (Linear Tape-Open), tomaram a dianteira no backup corporativo. A pr\u00f3pria Sony <strong>descontinuou<\/strong> suas \u00faltimas m\u00e1quinas DAT em 2005.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda hoje, a trajet\u00f3ria do DAT ajuda a entender por que a fita nunca sumiu de vez. O DDS j\u00e1 ficou para tr\u00e1s, mas o armazenamento em fita segue relevante em certos nichos de backup, porque <a href=\"https:\/\/www.softonic.com.br\/downloads\/backup-na-nuvem\" rel=\"noopener\">c\u00f3pias offline<\/a> e isoladas da rede, as chamadas c\u00f3pias <strong>air-gapped<\/strong>, continuam sendo uma defesa importante contra ransomware e outros ataques.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje o LTO manda nesse mercado. A l\u00f3gica, por\u00e9m, continua a mesma: \u00e0s vezes, uma tecnologia que fracassa dentro de casa encontra sua <strong>voca\u00e7\u00e3o real<\/strong> no servidor.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sony colocou o DAT (Digital Audio Tape) no mercado em 1987 cercado de ambi\u00e7\u00e3o. Era pequeno, tinha visual de coisa nova e vinha com uma promessa sedutora para o \u00e1udio dom\u00e9stico: virar o sucessor digital da fita cassete, com grava\u00e7\u00e3o em qualidade de CD para quem queria ouvir e gravar m\u00fasica em casa. 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