{"id":57557,"date":"2026-08-25T09:20:00","date_gmt":"2026-08-25T13:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/cms-articles.softonic.io\/br\/?p=57557"},"modified":"2026-08-25T09:23:13","modified_gmt":"2026-08-25T13:23:13","slug":"antes-de-hal-jordan-e-da-serie-da-hbo-o-lanterna-verde-dos-anos-40-foi-o-primeiro-super-heroi-gay-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cms-articles.softonic.io\/br\/antes-de-hal-jordan-e-da-serie-da-hbo-o-lanterna-verde-dos-anos-40-foi-o-primeiro-super-heroi-gay-da-historia\/","title":{"rendered":"Antes de Hal Jordan e da s\u00e9rie da HBO, o Lanterna Verde dos anos 40 foi o primeiro super-her\u00f3i gay da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a chegada do Superman em 1938, a DC (bom, National Allied Publications naquela \u00e9poca) mudou sua linha editorial por completo: se as pessoas queriam super-her\u00f3is, teriam super-her\u00f3is. Batman chegou em 1939, Flash veio pouco depois, junto com Hawman e Hawkgirl, e pouco a pouco, com personagens como Shazam, Catwoman ou Lex Luthor, foi se completando um pante\u00e3o de her\u00f3is dignos de serem os novos deuses do Olimpo. <strong>E ent\u00e3o, chegou o Lanterna Verde<\/strong>.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Na noite mais escura\u2026<\/h2>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse cozido de quadrinhos em que valia tudo para tentar a sorte (e foram feitas coisas realmente aberrantes, ali\u00e1s) publicava-se a revista All-American Comics, onde, efetivamente, cabia qualquer coisa: a princ\u00edpio era uma revista de humor infantil, mas pouco a pouco foi ficando um pouco mais juvenil gra\u00e7as a personagens como o que estreou no n\u00famero 16 da revista: um tal Alan Scott, que <strong>possu\u00eda um anel poderos\u00edssimo, com poderes vindos da antiga China, que lhe permitia lutar contra o mal disfar\u00e7ado de Lanterna Verde<\/strong>. Nem base espacial, nem grupo de Lanternas, nem nada: um sujeito com uma capa feita por ele mesmo em vermelho, verde, roxo, marrom e amarelo (sim, amarelo, a cor com a qual tradicionalmente os Lanternas Verdes se enfraquecem). Era 1940, n\u00e3o dava pra mais.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o anel, Scott podia fazer tudo o que quisesse, de voar at\u00e9 paralisar seus inimigos, al\u00e9m de proteg\u00ea-lo contra objetos de metal (mas n\u00e3o de madeira). Foi um sucesso durante a II Guerra Mundial, e pouco a pouco, no per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, foi cedendo seu lugar aos faroestes. Alan Scott viveria sua \u00faltima aventura em 1951, depois de doze anos, e ningu\u00e9m voltou a se lembrar dele quando Hal Jordan, em 1959, reviveu o mito do Lanterna Verde em grande estilo. <strong>Sua hist\u00f3ria contradizia a de Scott, seus poderes tamb\u00e9m e todo mundo fazia, nos quadrinhos, como se nunca tivesse existido outro Lanterna Verde<\/strong> antes. Ent\u00e3o se decidiu o mais f\u00e1cil: sim, ele existiu, mas na Terra-2, permitindo que fizesse apari\u00e7\u00f5es aqui e ali. Todo mundo contente?<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A DC virou uma bagun\u00e7a de continuidades, terras alternativas, super-her\u00f3is e poderes, at\u00e9 que unificaram tudo ap\u00f3s Crise nas Infinitas Terras. Agora sim: Scott estava na mesma realidade que Jordan, e <strong>continuava sendo um veterano da II Guerra Mundial, s\u00f3 que com uma vida alongada magicamente<\/strong>. Ah! E j\u00e1 n\u00e3o usava seu anel, o que fez com que tivesse outro nome de c\u00f3digo: Sentinela. Depois, as idas e vindas editoriais o levaram a todos os lugares: voltou para a Terra-2, ficou jovem de novo, voltou para a realidade da Terra-1\u2026 Enfim, uma bagun\u00e7a para a qual \u00e9 preciso ler os quadrinhos e se inteirar um pouco.<\/p>\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos anos, Scott foi casado duas vezes, teve um casal de filhos\u2026 e em 2020, de forma retroativa, descobrimos que ele tinha sido gay desde sempre, tornando-o assim, sem d\u00favida, o primeiro super-her\u00f3i homossexual da hist\u00f3ria. Na Marvel estavam fazendo o mesmo com Bobby Drake, o Homem de Gelo, e era preciso se atualizar. Foi assim que se criou algo que provavelmente nunca veremos em Lanternas: <strong>a hist\u00f3ria de um homem no arm\u00e1rio que se casou, teve filhos e sofreu internamente devido \u00e0 sua homossexualidade<\/strong>\u2026 que n\u00e3o conhecemos at\u00e9 80 anos depois. Isso \u00e9 muito tempo para ficar no arm\u00e1rio, por mais que se tenha uma lanterna (verde) para se iluminar.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a chegada do Superman em 1938, a DC (bom, National Allied Publications naquela \u00e9poca) mudou sua linha editorial por completo: se as pessoas queriam super-her\u00f3is, teriam super-her\u00f3is. 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