A Apple apresentou novas provas na ação por segredos industriais que mantém contra a OpenAI. A análise de um MacBook entregue por Chang Liu reforça sua posição, pois a Apple afirma ter encontrado provas diretas do uso de suas informações confidenciais.
Um esquema da Apple utilizado na OpenAI
Segundo relatam no MacRumors, Liu teria baixado em março um esquema confidencial de circuitos da Apple e o teria utilizado para executar uma simulação com o aplicativo LTspice. Depois disso, o engenheiro explicou em mensagens que tinha conseguido treinar um agente de IA para usar a ferramenta.
O notebook também teria revelado várias mensagens sobre o acesso ao armazenamento externo da Apple e como Liu teria dado instruções para eliminar as evidências desse acesso após saber da investigação interna que estava em andamento. Ao que parece, a Apple chegou até esse esquema porque um Mac mini de propriedade de Liu se sincronizou com o MacBook e agora quer examinar também esse equipamento e outros dispositivos do acusado.
A Apple quer acelerar o acesso às provas
O caso tem uma relevância especial porque a OpenAI prepara uma família de dispositivos de hardware e temos detalhes de um possível alto-falante portátil com ChatGPT. A Apple apresentou sua ação por segredos industriais em julho, e a OpenAI respondeu publicamente com e-mails e mensagens minimizando o confronto
Agora a Apple revela mais provas à medida que vai puxando o fio e expõe perante os tribunais que essas novas evidências justificam a obtenção acelerada de provas e uma investigação mais ampla antes que mais provas sejam destruídas. O juiz Edward J. Davila ouvirá os argumentos em 1º de outubro, e será então, se não aparecerem novas provas contra Liu antes disso, que saberemos mais sobre o caso.