Star Wars: Galactic Racer, novo jogo de corrida arcade da Fuse Games ambientado no universo Star Wars, enfim começou a mostrar melhor a cara. E o recado do estúdio é bem direto: aqui, batida tem peso de verdade.
Criado pela Fuse Games, estúdio formado por veteranos da Criterion Games e de séries como Burnout e Need for Speed, o jogo quer recuperar um tipo de corrida que muita produção moderna acabou deixando de lado. Aquele ritmo sem freio, em que velocidade vem sem filtro, erro custa caro e jogar o rival contra a parede faz parte da disputa, não um acidente de percurso. Nas prévias publicadas por veículos especializados, ele já vem sendo descrito como um sucessor espiritual da fase dos takedowns, só que agora cercado por speeder bikes, landspeeders e todo o caos que combina com Star Wars.
A ideia no centro disso tudo não é complicada: bater precisa doer. Matt Webster, CEO da Fuse Games, diz que muitos racers atuais ficaram permissivos demais, sobretudo por causa de sistemas de rewind que apagam um erro em poucos segundos.
Em Star Wars: Galactic Racer, colisão não entra só como espetáculo visual. Ela também vira consequência, aprendizado e parte do desafio, como a Fuse Games vem reforçando. Isso conversa direto com a estrutura da campanha, que segue um formato runs-based com inspiração roguelite: no lugar de uma progressão linear mais tradicional, o jogador encara uma sequência de corridas dentro de uma tentativa completa, já sabendo de antemão que nem tudo vai continuar com ele depois de uma derrota.
Alguma parte do progresso permanece entre uma run e outra, mas falhar e começar de novo está no centro do loop. Na prática, a proposta é dar tensão real para cada erro. Se você passa do ponto numa curva, mede mal uma ultrapassagem ou compra uma disputa agressiva na hora errada, o prejuízo fica ali. Não desaparece com o apertar de um botão.
A marca da antiga Criterion Games aparece não só no histórico da equipe, mas no jeito como o carro, ou melhor, o veículo, responde na pista. Star Wars: Galactic Racer foi pensado para ser rápido, direto e agressivo, com controles bem arcade e bastante foco no espetáculo, de acordo com a Fuse Games.
A meta aqui não é reproduzir corridas limpas. O jogo quer incentivar disputas de “cotovelos para fora”, em que encostar, pressionar e mandar adversários contra o cenário é uma forma válida, e divertida, de jogar. Isso se espalha por diferentes classes de veículos: landspeeders, speeder bikes, skim speeders e também podracers estarão no pacote. Ainda assim, as corridas de podracing não são o eixo principal da campanha e devem aparecer com mais força em um modo arcade separado, segundo o estúdio.
A história se passa no Outer Rim, depois da queda do Império, e acompanha Shade, piloto que entra na liga clandestina Galactic League em busca de fama, sobrevivência e de resolver uma rivalidade importante ao longo de uma campanha totalmente dublada. Star Wars: Galactic Racer chega em 6 de outubro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, de acordo com a Fuse Games.
As primeiras impressões, incluindo hands-ons mostrados em eventos como a Summer Game Fest, vêm sendo em sua maioria positivas na imprensa especializada em games. O que mais aparece nesses relatos é a sensação de velocidade, o peso das batidas e o loop roguelite das corridas. Ainda assim, por enquanto, quase toda a cobertura saiu de veículos bem focados em games, e houve pouca contestação mais dura sobre até que ponto essa fórmula aguenta o tranco no jogo completo.