Segundo Jonathan Goldstein, co-diretor de Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves, o filme de 2023 já tem até um roteiro de continuação escrito. O problema é que a sequência ainda não recebeu sinal verde oficial para acontecer. O motivo, nas palavras dele, é bem direto: “razões financeiras”.
Pelo que Goldstein indicou, a trava nunca foi a falta de ideia. O impasse é dinheiro mesmo. Ele disse que o projeto segue em aberto por causa dessas “razões financeiras”, e dá para entender por quê: um filme desse tamanho custa caro demais para sair do papel, ainda mais depois do resultado comercial do primeiro.
Embora tenha conquistado muita gente entre público e crítica, Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves fechou sua passagem pelos cinemas com cerca de US$ 208,2 milhões arrecadados no mundo, diante de um orçamento de produção reportado em US$ 150 milhões. Na prática, ficou com cara de decepção comercial, especialmente para um estúdio que claramente queria transformar Dungeons & Dragons em uma franquia de cinema de peso.
E filme desse porte não fica barato. Elenco grande, efeitos visuais, cenas de ação em escala alta, tudo isso empurra os custos lá para cima. A continuação, então, acabou presa nessa zona meio indefinida. Essa preocupação vem de antes: em 2023, Brian Robbins, que era o CEO da Paramount na época, chegou a dizer que uma sequência podia acontecer, mas provavelmente com um orçamento menor. Hoje, não dá para cravar se a atual liderança da Paramount enxerga a situação do mesmo jeito.
O caso de Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves chama atenção justamente por isso. Foi um daqueles casos menos comuns em que um filme agrada bastante, recebe elogios de todo lado, mas ainda assim não embala nas bilheterias como o estúdio esperava. O longa foi muito elogiado pelo humor, pelo elenco e pela maneira como captou o espírito caótico e divertido de Dungeons & Dragons sem espantar quem nunca encostou em um RPG de mesa. Só que ele caiu numa janela ingrata, espremido entre John Wick: Chapter 4 e The Super Mario Bros. Movie, dois gigantes que dominaram tanto a conversa quanto a bilheteria naquele momento.
Depois, a história mudou um pouco. No streaming, o filme acabou ganhando uma sobrevida e encontrou um público maior. O boca a boca continuou forte, o que reforça uma leitura bem simples: existe interesse pela marca, só que talvez não do jeito, nem na escala, que Hollywood imaginou no começo.
No lado criativo, vontade parece não faltar. Jonathan Goldstein e John Francis Daley, que escreveram e dirigiram o primeiro longa, seguiram trabalhando em ideias para uma continuação. Além disso, nomes do elenco, como Chris Pine e Sophia Lillis, já disseram que topariam voltar.
Mesmo sem um novo filme confirmado, Dungeons & Dragons segue vivo em outras frentes. A série de TV The Forgotten Realms saiu da Paramount e foi parar na Netflix, com Drew Crevello ligado ao projeto como showrunner no início de 2025. Então o universo de D&D está longe de ficar de lado. No cinema, porém, a próxima aventura ainda depende da rolagem mais difícil de todas: a do orçamento. E aí, você arrisca um palpite?