A EA confirmou a data de lançamento de Star Wars: Zero Company. O novo jogo single-player de estratégia tática em turnos, desenvolvido pela Bit Reactor em parceria com a Respawn Entertainment e publicado pela própria EA, chega em 27 de agosto de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Com isso, o título passa a entrar de vez no radar de quem acompanha Star Wars e também curte séries como XCOM.
O principal atrativo do projeto está nessa mistura entre a licença de Star Wars e o histórico de quem está por trás dele. A Bit Reactor reúne vários ex-desenvolvedores da Firaxis, estúdio que assinou os XCOM modernos, e só esse detalhe já bastou para despertar atenção imediata entre fãs de jogos de estratégia.
O jogo foi revelado oficialmente em abril de 2025, durante a Star Wars Celebration no Japão. Só que foi no trailer mostrado no Summer Game Fest 2026 que a EA bateu o martelo na data de lançamento e exibiu um pouco mais do tom da campanha, inclusive com a aparição de Anakin Skywalker. A publisher também informou que as pré-vendas já começaram, com a edição padrão saindo por 49,99 dólares no PC e 59,99 dólares nos consoles.
Pelo que a EA descreveu até aqui, Star Wars: Zero Company aposta em batalhas táticas por turnos baseadas em pontos de ação. Em outras palavras, movimentação, ataques e habilidades especiais consomem o mesmo recurso, então cada rodada pede planejamento. A comparação com XCOM vem quase automaticamente, mas o jogo tenta seguir um caminho próprio em alguns pontos, como no sistema de Overwatch com cone ajustável, que deixa o jogador definir com mais precisão a área de cobertura para cortar o avanço inimigo.
Tem mais. O jogo não usa fog of war, o que deve mudar bastante o ritmo dos confrontos: menos foco em descobrir o mapa aos poucos e mais atenção a posicionamento, leitura de campo e controle de ameaça. Fora das batalhas, o título ainda traz elementos de RPG e exploração em terceira pessoa. Pela proposta que a EA apresentou até agora, suas decisões podem influenciar o rumo da história, e também haverá uma opção de morte permanente para os integrantes do esquadrão, pensada para quem quiser uma campanha mais dura.
A história se passa no fim das Guerras Clônicas e integra o cânone oficial de Star Wars, de acordo com a EA. O jogador controla Hawks, um ex-oficial da República que pode ser personalizado e assume a liderança do grupo mercenário Zero Company. A própria EA descreveu a narrativa como algo mais “pé no chão”, com referências claras a The Clone Wars, Rogue One e Andor.
Isso aponta para uma campanha mais voltada a operações em campo, dilemas morais e sobrevivência em meio ao colapso político da galáxia, e menos para uma aventura centrada só em Jedi e grandes batalhas espaciais. A EA também já mencionou cenários bastante conhecidos do público, como Geonosis, Felucia e Umbara, o que ajuda a reforçar o apelo da campanha. Se a execução estiver à altura da ambição, Star Wars: Zero Company pode acabar ocupando um espaço raro, o de juntar uma franquia gigantesca com estratégia tática de alto nível.