Android 4.3 tem menu secreto para gerenciamento de permissões

O anúncio oficial do lançamento do Android Jelly Bean 4.3 foi feito na semana passada, mas o novo sistema operacional ainda guarda algumas surpresas. Foi revelada uma funcionalidade secreta para monitorar e definir as permissões dos aplicativos instalados em seu smartphone Android.

O blog Android Police foi o responsável por descobrir o segredo. Um novo menu nas configurações do sistema, chamado App Ops, permite aos usuários do Android 4.3 verificar e alterar manualmente as permissões dos apps presentes no aparelho. O App Ops mostra em tempo real (ou quase) os últimos acessos e tarefas executados pelos aplicativos.

A partir do menu, o usuário pode desativar as permissões facilmente. Entenda-se por permissões as autorizações que você dá ao aplicativo para usar determinados recursos ou acessar dados armazenados no telefone, como a câmera de fotos e a agenda de contatos.

Apesar dos aplicativos do Google Play já pedirem permissão para esse tipo de manipulação, esta é a primeira vez que a solução é integrada nativamente ao Android. A desvantagem: o recurso ainda está escondido nas configurações. Tudo indica que a funcionalidade ainda não está completamente pronta e deve ficar visível na próxima atualização do sistema.

Por enquanto, para acessar o App Ops é preciso instalar um aplicativo extra no celular, que habilita a visualização da opção no menu de configurações. Dois apps que liberam o App Ops no Android 4.3 são o AppOps Launcher e o Permission Manager.

Se você conhece algum segredo do Android, compartilhe com a gente nos comentários.

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Download do AppOps Launcher

Download do Permission Manager

Android 4.3 e Chromecast: quais são os planos do Google?

As melhorias anunciadas no novo Android 4.3 Jelly Bean é mais um indicativo do caminho escolhido pelo Google, que começa nos smartphones, passa pelos óculos Google Glass e que vai acabar controlando todos os aspectos da nossa vida.

Quem achou que o update do sistema Android lançado nesta quarta-feira não teve nenhuma novidade importante para os usuários do robozinho verde não percebeu a importância que isso terá a médio e longo prazo.

Nos últimos cinco anos, o Google decidiu traçar um novo caminho. Saindo do ecossistema de softwares, de onde nasceu e criou o que é comumente chamado de “ecossistema Google”, decidiu caminhar em direção ao hardware.

Tudo começou em 2008 com o lançamento do primeiro smartphone com sistema Android, o HTC Dream. A notícia da entrada do Google no mercado de celulares causou um grande alvoroço, mas na época poucas pessoas perceberam até onde a empresa se atreveria a aventurar.

Depois do Android veio o Chromebook, um notebook com o sistema Chrome OS, baseado na tecnologia das nuvens (“cloud”). Em seguida, apareceram os tablets Nexus 7 e Nexus 10. O gigante das pesquisas online estava se transformando completamente.

O tempo passou e com ele veio o Google Glass. É neste momento que podemos começar a observar que o sistema Android pouco a pouco caminha em direção a uma integração cada vez maior entre os dispositivos.

Com o Jelly Bean 4.2, tivemos uma amostra dos passos rumo à criação de um ecossistema em que hardware e software são fusionados, com a introdução do suporte nativo para visores externos, controles e joystick bluetooth.

Mas os grandes passos foram feitos no Jelly Bean 4.3. Com o Bluetooth Smart Ready, uma tecnologia de baixo consumo de energia que permite a comunicação entre dispositivos completamente diferentes (como celulares, aparelhos médicos e esportivos), já dá para juntar os pontos do plano traçado pelo Google.

O círculo começa a se fechar com o Chromecast. Graças a este dispositivo, qualquer aparelho de televisão pode virar uma SmartTV e o celular vira a central de controle dela. No coração desta pequena chave – que parece um simples pendrive – está o Chrome OS, o sistema operacional baseado no Linux e no Google Chrome.

O que nos aguardaria em um futuro próximo? Uma vida que gira em torno de produtos Google, com um smartphone controlando tudo ao seu redor, reforçada por uma infraestrutura online robusta fornecida via Google Fiber!

Este cenário, na verdade, já é parcialmente visível. Com um celular Android, um par de óculos Google Glass e o Chromecast, é possível conversar, se relacionar, escutar música, ver filmes, jogar videogames e realizar tantas outras atividades sem sair da presença do Google.

Nossas vidas virtuais já giram em torno do Google. Eu mesmo uso o Gmail, converso via Gtalk, guardo meus arquivos no Google Drive, anoto meus compromissos no Google Calendar, consulto meu itinerário pelo Google Maps, sem falar nas pesquisas feitas com o Google, é claro. Pouco a pouco, a situação começa a se replicar. Só que agora é na vida real.

Você também tem toda a sua vida virtual girando em torno do Google? Deixe seu comentário abaixo.

Google apresenta oficialmente o Android 4.3

Sundar Pichai, chefe das divisões de Android e Chrome do Google, acaba de apresentar o Android 4.3. Trata-se de uma nova atualização do Jelly Bean que adia, uma vez mais, a chegada do esperado Android 5.0 Key Lime Pie.

A nova versão 4.3 do Android apresenta uma atualização modesta do sistema. Uma das principais mudanças recebe o nome de Bluetooth Smart, um novo sistema Bluetooth enfocado na economia de bateria. A novidade de maior destaque fica por conta dos “restricted profiles” (perfis restritos, em português). O novo recurso se assemelha às contas de usuários do Windows, permitindo que diversas pessoas usem o mesmo dispositivo com acesso individual e configurações independentes. Até mesmo os aplicativos disponíveis em cada perfil podem ser exclusivos.

A nova interface da câmera já era um segredo revelado. Tanto o HTC One Google Edition como o Samsung Galaxy S4 Google Edition incluem a versão mais recente do aplicativo. O acesso aos menus está mais fácil de modo que nosso próprio dedo não esconda as opções, como acontecia antes. A tela de discagem também estreia um novo visual, permitindo digitar caracteres especiais, típicos de alguns países.

O restante das mudanças introduzidas no Android 4.3 são mais técnicas. Apesar de serem invisíveis aos olhos, contribuem para uma melhor usabilidade do sistema. A resposta aos toques na tela tátil foi aprimorada para evitar os travamentos que ocorriam no Android de vez em quando. Além disso, a atualização para o OpenGL ES 3.0 traz melhorias ao processamento de gráficos 3D.

O novo Android 4.3 também inclui a possibilidade de guardar um histórico de notificações. Ao clicar em uma delas, é possível ver qual aplicativo gerou o alerta. Nesse sentido, parece que o Google criou um recurso para que apps de terceiros possam ler e interagir com as notificações do sistema. Na prática, isso significa que dispositivos externos, como o Google Glass, poderiam ler, apagar e manipular os alertas, evitando que apareçam duplicados.

Outra novidade que pode passar despercebida aparece nas opções avançadas da configuração do Wi-Fi. A opção “Scanning always available” permite que o serviço de localização do Google e de outros aplicativos tente encontrar redes mesmo quando o Wi-Fi estiver desativado.

O Android 4.3 introduz pequenos detalhes que tornam o sistema operacional móvel do Google mais eficiente, mas ainda não se trata da grande atualização que todo mundo espera. O rumor mais forte aponta que o Google planeja lançar o Key Lime Pie 5.0 em outubro, coincidindo com o 5º aniversário do Android.

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