De acordo com reportagens de vários veículos, a versão beta mais recente do Xbox acabou levantando uma possibilidade bem relevante para a divisão de games da Microsoft: a empresa estaria em negociações avançadas sobre o futuro de vários estúdios ligados à marca. Nessa lista aparecem Obsidian Entertainment, Ninja Theory, Double Fine, Compulsion Games e Undead Labs. Em parte dessas publicações, a Arkane também surge entre as equipes em análise, num movimento descrito como parte de uma reestruturação profunda da divisão de games da Microsoft.
Fontes ouvidas por esses veículos afirmam que o processo pode levar a desfechos bem diferentes, como fechamento de estúdios, venda para terceiros ou até recompras que permitiriam a certas equipes voltar a operar de forma independente. Até aqui, a Microsoft não explicou publicamente qual seria o plano, e boa parte do que circula ainda depende de fontes anônimas, como as próprias reportagens deixam claro.
Os rumores ganharam força por um motivo simples: não se fala de um único time, e sim de um redesenho mais amplo da estrutura do Xbox. A Obsidian Entertainment, responsável por jogos como Avowed e The Outer Worlds, virou um dos casos mais comentados. Mas não é o único. Já a situação da Arkane segue mais nebulosa, embora ela apareça em parte da cobertura.
As versões mudam bastante de estúdio para estúdio. Em alguns casos, os relatos mencionam cortes severos com manutenção parcial das operações. Em outros, o cenário descrito seria de uma separação amigável, com o time recuperando a independência. Também há hipóteses mais pesadas, incluindo o encerramento completo das atividades.
Segundo essas reportagens, toda essa movimentação estaria ligada a uma mudança de estratégia sob a liderança de Asha Sharma, CEO do Xbox, com a meta de tornar a divisão mais sustentável do ponto de vista financeiro depois de anos de expansão agressiva do portfólio first-party. Um memorando interno citado na cobertura teria apontado que a Microsoft investiu cerca de 20 bilhões em conteúdo para o Xbox ao longo de cinco anos, sem contar a aquisição da Activision Blizzard. Ainda assim, de acordo com esse mesmo documento mencionado por diferentes veículos, a receita anual da divisão teria caído quase 500 milhões no período, o que ajuda a explicar a pressão por cortes e por uma revisão de prioridades.
Se essa leitura estiver correta, a consequência pode ser bem direta: menos espaço para equipes menores e mais experimentais, justamente o tipo de estúdio que ajudou a dar variedade ao Game Pass, e um foco maior em franquias gigantes como Halo, Forza, Call of Duty, The Elder Scrolls e Fallout, como parte da cobertura vem sugerindo.
E não é só o destino dos estúdios que preocupa. Há também o temor de demissões. As reportagens indicam que layoffs podem começar por volta de 6 de julho de 2026 e atingir até 1.000 funcionários. Mesmo equipes que escapem de um fechamento total não estariam, necessariamente, livres de cortes profundos. Projetos já anunciados ou ainda em desenvolvimento também entram nessa zona de incerteza, entre eles Marvel’s Blade, da Arkane Lyon, e o novo projeto de Senua ligado à Ninja Theory, que agora passariam a enfrentar um escrutínio interno maior, segundo os relatos publicados.
Até agora, quase nada foi confirmado. A Microsoft e os estúdios citados evitaram comentar diretamente a maior parte das alegações, e algumas reações públicas apareceram só de forma indireta, como publicações em redes sociais, mas sem confirmação objetiva sobre fechamento, venda ou independência. Ainda não dá para cravar esse cenário enquanto a Microsoft não soltar comunicados oficiais. Mesmo assim, pelo volume de relatos que apontam na mesma direção, a possibilidade de uma reestruturação ampla não soa absurda, embora o quadro ainda possa mudar bastante. E aí, qual é o seu palpite?