O Google Chrome 150 e o Mozilla Firefox 152 ganharam novas atualizações de segurança em julho de 2026. Os avisos publicados por Google e Mozilla falam em correções para falhas críticas que podem ser exploradas por conteúdo web malicioso, em dois dos navegadores mais usados do mundo.
A liberação está sendo feita aos poucos para toda a base de usuários de Google Chrome e Mozilla Firefox. Se quiser checar se a nova versão já chegou ao seu navegador, abra o menu de ajuda e veja se o número instalado bate com a versão mais recente.
Nos dois casos, os patches corrigem vulnerabilidades que podem ser acionadas por páginas, scripts ou anúncios maliciosos, de acordo com os boletins de segurança da Google e da Mozilla. Não é o tipo de problema que exige uma ação estranha do usuário. Às vezes, abrir o conteúdo já basta.
No lado do Google Chrome, a versão 150 começou a ser distribuída por volta de 30 de junho de 2026, segundo a Google, com correções para 433 problemas de segurança. Depois vieram atualizações complementares em 8 de julho e por volta de 15 de julho, também informadas pela empresa, fechando mais 27 e 15 vulnerabilidades, respectivamente.
Entre os bugs corrigidos nessas rodadas seguintes do Google Chrome estão falhas críticas de use-after-free, uma classe de erro de memória que há anos aparece associada a risco de execução remota de código. Nessa relação estão os CVEs CVE-2026-15112, CVE-2026-15129, CVE-2026-15764 e CVE-2026-15765, conforme as notas de segurança da Google.
No mundo real, uma vulnerabilidade desse tipo pode abrir espaço para que um invasor use uma página ou um anúncio malicioso para comprometer o navegador da vítima. No ecossistema do Google Chrome, outro ponto chama atenção: o volume de falhas encontradas dentro da própria empresa. Em uma das atualizações do Chrome 150, 24 das 27 vulnerabilidades corrigidas vieram de equipes internas da Google, segundo a companhia.
Já no Mozilla Firefox, a versão 152, lançada em 16 de junho de 2026, corrigiu 40 vulnerabilidades, de acordo com a Mozilla. Parte delas foi classificada pela empresa como de alta gravidade, incluindo falhas com potencial para execução remota de código e até escape da sandbox, a camada de isolamento usada para limitar danos caso uma exploração aconteça.
A atualização Mozilla Firefox 152.0.6, liberada em 14 de julho de 2026, pede atenção redobrada porque corrige a CVE-2026-15718, uma vulnerabilidade crítica no componente JavaScript WebAssembly. Pelos avisos de segurança da Mozilla, já existe código de exploração disponível publicamente.
A Mozilla diz que não há relatos confirmados de exploração ativa dessa falha fora de testes e pesquisas. Ainda assim, quando um exploit público aparece, a tendência é que tentativas de abuso se multipliquem mais rápido. Isso deixa ainda mais delicado o intervalo entre a divulgação do problema e a instalação do patch, tanto para usuários comuns quanto para empresas.
Boa parte das falhas críticas corrigidas em Google Chrome e Mozilla Firefox envolve bugs de use-after-free, um problema recorrente em softwares complexos escritos em linguagens que lidam diretamente com memória. Esse tipo de erro pode derrubar o programa, permitir execução arbitrária de código e, em cenários mais sofisticados, servir de peça para que invasores combinem técnicas e escapem das proteções do navegador.
E há outro fator pesando aqui. Navegadores viraram um dos alvos preferidos do cibercrime, com ataques por páginas maliciosas, cadeias de exploração e extensões suspeitas sendo usados para roubo de dados, sequestro de sessão e invasões mais amplas em ambientes corporativos.
A recomendação, então, continua simples e urgente: atualizar Google Chrome e Mozilla Firefox imediatamente, reiniciar o aplicativo depois da atualização e não adiar patches, sobretudo quando eles envolvem falhas críticas e exploits que já circulam publicamente.