A Starlink começou a liberar em julho de 2026 o prato residencial V5, novo equipamento de internet via satélite voltado a clientes domésticos em algumas áreas dos Estados Unidos. A própria empresa diz que essa troca está sendo feita aos poucos, não de uma vez só.
Se você quiser saber se já entrou nesse lote, dá para conferir no site da Starlink: o novo equipamento aparece vinculado ao plano residencial de 100 Mbps. A mudança mais relevante não está na velocidade. Está no consumo de energia. Pelas especificações publicadas pela empresa, o V5 gasta bem menos eletricidade que a geração anterior e ainda vem num corpo bem mais compacto.
Quem estava esperando um salto claro de desempenho talvez ache a novidade discreta. Pelos dados da Starlink, o V5 tem velocidade máxima nominal acima de 375 Mbps, um pouco abaixo do pico teórico de mais de 400 Mbps que a própria empresa atribuía ao V4. Na prática, o V5 está sendo tratado como uma atualização de hardware mais voltada à conveniência. Segundo a Starlink, o prato pesa 2,4 libras, contra 6,5 libras do V4, mede 12,05 por 15,12 polegadas e deve ser mais fácil de transportar, instalar e manusear.
Para muita gente, porém, o que mais pesa mesmo é a conta de luz. E aqui a diferença chama atenção. De acordo com as especificações divulgadas pela Starlink, o V5 opera numa faixa média de 35 a 50 watts. O V4 ficava entre 75 e 100 watts.
Com energia cara e muita instalação espalhada por locais diferentes, esse corte pode aparecer de verdade na rotina, principalmente para quem depende de sistemas alternativos, como geradores solares, baterias de backup e soluções residenciais do tipo Tesla Powerwall. Em cenários off-grid, cada watt entra na conta, e cortar quase pela metade o consumo pode render mais tempo de operação e deixar o planejamento energético menos apertado.
Isso também ajuda em casas de campo, trailers que ficam parados por longos períodos e áreas remotas onde a rede elétrica é limitada ou vive oscilando. A Starlink não vende o V5 como produto de mobilidade, mas ele parece bem mais conveniente em setups nos quais energia e espaço não sobram.
O lançamento saiu em julho de 2026, e a estratégia comercial da Starlink mostra um foco bem definido no plano residencial mais barato, o de 100 Mbps, já que os planos acima dele continuam usando o prato V4, segundo as páginas da empresa. No kit, a Starlink coloca o prato, um kickstand, o Router Mini em versão menor, um adaptador de tubo para instalação no telhado e os cabos necessários. A ideia é facilitar a instalação básica. Ainda assim, por enquanto existem poucos testes independentes sobre esse novo roteador.
Mesmo com a estreia, seguem faltando informações importantes sobre preço fora dos mercados iniciais e sobre disponibilidade internacional até meados de julho de 2026. Também faltam avaliações mais amplas de uso real sob chuva forte, calor, vento e outras condições climáticas. Tem ainda um detalhe importante: o V5 residencial não foi projetado pela Starlink para uso em movimento. Esse tipo de uso continua restrito a outras linhas da empresa, como Starlink Roam e Starlink Mini.
O V5 não promete internet mais rápida. O que ele entrega, ao menos no papel, é outra coisa: instalação mais simples, menos peso e um gasto de energia muito menor. Para bastante gente, isso já muda bastante o jogo.