A SpaceX começou a liberar, sem fazer muito barulho e ainda em áreas pontuais dos Estados Unidos, a nova antena residencial Starlink V5. Trata-se de um kit doméstico menor, mais simples de instalar e com gasto de energia mais baixo, pelo menos com base nas informações iniciais e nas especificações oficiais publicadas pela própria empresa.
A ideia desse novo kit é clara: entregar um hardware mais compacto, menos trabalhoso na instalação e mais econômico no consumo. Há, porém, uma pequena concessão no caminho. A Starlink V5 aparece com velocidade máxima de download anunciada em 375+ Mbps, de acordo com a SpaceX, abaixo dos 400+ Mbps que a empresa informa para a Starlink V4. No uso real, esse número nunca depende só da antena. Entra aí o plano contratado, o horário em que a rede está mais carregada, a capacidade disponível e até o nível de congestionamento da sua região.
A mudança que mais salta aos olhos está no desenho da nova antena. A Starlink V5 é bem menor e mais leve que a geração anterior: cerca de 1,1 kg, pelas especificações da SpaceX, contra algo em torno de 3 kg na Starlink V4. Isso, por si só, já muda bastante coisa no transporte, no manuseio e na instalação, especialmente em telhados ou em estruturas menores, onde peso e tamanho costumam complicar tudo.
A SpaceX também mexeu no pacote residencial. Agora ele vem com um Router Mini menor e com um adaptador de tubo para instalação no telhado, ainda seguindo as especificações oficiais da empresa. O conjunto passa uma ideia de kit mais enxuto, pensado de fato para uso doméstico, e deve agradar sobretudo quem quer fugir de uma instalação mais chata ou simplesmente tem pouco espaço disponível.
E tem um ponto que, para muita gente, pode pesar mais do que o próprio tamanho: consumo de energia. Pelos dados da SpaceX, a Starlink V5 trabalha em média entre 35 e 50 watts. A Starlink V4 ficava na faixa de 75 a 100 watts. É uma queda grande, e isso deixa a nova antena muito mais atraente em cenários off-grid, uso com baterias, sistemas solares ou soluções de energia emergencial.
Em lugar remoto, trailer parado ou casa de campo, gastar menos energia tende a fazer mais diferença no dia a dia do que ganhar alguns megabits por segundo no topo da ficha técnica. Essa tem sido, aliás, a leitura inicial de especialistas: a SpaceX parece ter dado prioridade à praticidade, não a correr atrás do maior número possível em desempenho bruto.
Ainda assim, a Starlink V5 não atende qualquer tipo de uso. A própria SpaceX coloca esse modelo na categoria residencial, não como opção para uso em movimento. Quem precisa de conectividade móvel em veículos ou durante viagens vai ter de esperar a versão atualizada da Starlink Mini, que a empresa anunciou junto com a nova antena.
Por enquanto, a Starlink V5 continua restrita a regiões selecionadas dos EUA, conforme informa a SpaceX. A expectativa é de uma expansão mais ampla conforme a produção ganhe escala para dar conta da demanda, mas ainda não há uma previsão clara de lançamento internacional. Também convém lembrar que quase tudo o que se sabe neste momento vem das especificações oficiais da própria empresa, então ainda falta um volume maior de testes no mundo real para mostrar como a antena reage em situações diferentes de uso. Mesmo com essa cautela, a direção parece bem definida. A nova geração da Starlink talvez não seja a mais rápida da linha, mas tem tudo para virar a mais prática para a maior parte dos usuários residenciais.