A Creative Assembly enfim abriu o jogo sobre a atualização 9.0 de Total War: Warhammer 3. O pacote mexe em cheio no fim de campanha, troca as crises tardias atuais por eventos com mais cara de End Times e ainda refaz as condições de vitória de todos os lords lendários. A novidade que mais salta aos olhos é outra: em vez de só tentar sobreviver ao caos espalhado pelo mapa, alguns jogadores vão poder virar esse caos. Quem estiver com Archaon, o Everchosen, poderá assumir a posição de crise final e mudar o objetivo da campanha para algo bem modesto: destruir o mundo.
O modelo atual de late game vai sair de cena. A própria Creative Assembly reconhece que ele apanhou bastante por se apoiar demais naquela lógica de simplesmente jogar exércitos extras no mapa. Agora entram cenários de End Times com mais peso narrativo e mecânicas próprias, pensados para fazer a reta final da campanha parar de parecer repetição e ganhar um pouco mais de drama.
Na estreia desse sistema novo, a proposta é trazer três cenários principais. A Creative Assembly cita uma Vermintide reformulada, uma crise centrada em Nagash e uma grande invasão comandada por Archaon. A ideia é que cada uma funcione de um jeito mais próprio, com regras e ameaças que realmente mudem o rumo da campanha.
No caso de Archaon, tudo indica que estamos falando da opção mais brutal do pacote. De acordo com o estúdio, ele será muito difícil de conter até que seus tenentes caiam, vai poder arrasar províncias a ponto de deixá-las temporariamente inabitáveis e ainda terá liberdade para confederar com qualquer facção do Caos.
Isso muda bastante o tom da campanha. Em vez de uma limpeza meio mecânica de pilhas e mais pilhas de unidades, a coisa vira uma guerra de contenção bem mais viva. E a melhor sacada está aqui: essa fantasia de chefão final não fica só com a IA. Se você estiver jogando com Archaon, a atualização 9.0 vai deixar assumir esse papel por completo e transformar a campanha numa marcha apocalíptica até o fim do mundo. É uma mudança que conversa direto com o lore de Warhammer e tem tudo para agradar quem sempre quis jogar como o agente do colapso total.
Tem mais. Os Vampire Counts, uma facção que há bastante tempo passa a impressão de ter ficado meio de lado, também entram na fila de mudanças. A Creative Assembly diz que o rework vai mexer no recrutamento e na mecânica de Raise Dead, ligando a criação de tropas de maneira mais direta às baixas sofridas em batalha. Os vampiros em si vão ficar mais fortes, só que também mais raros: para consegui-los, será necessário encontrar covis e gastar recursos nisso.
O estúdio também vai revisar as condições de vitória de todos os lords lendários. Sai um conjunto de metas genéricas; entra algo mais ligado à história de cada personagem. Isso inclui, segundo a Creative Assembly, confederações específicas, construção de marcos e rivalidades particulares.
Tudo isso chega junto do DLC Lords of the End Times, hoje a peça central do roadmap do jogo. A Creative Assembly já revelou Nagash como lord lendário, também anunciou os Glottkin, e Neferata está confirmada em desenvolvimento. A reação inicial da comunidade, por enquanto, tem sido boa. Entre jogadores e criadores de conteúdo, a sensação é que endgames mais variados e vitórias mais temáticas talvez finalmente deem ao late game de Warhammer 3 o fôlego que ele vem pedindo faz tempo.