Enquanto nos videogames os jogadores parecem estar virando as costas para todos os títulos que decidem usar IA, no mundo do cinema e da televisão é muito mais complexo, porque eles não têm por que anunciar isso… e o resultado está sendo catastrófico. Tanto que a Netflix meteu a pata (bom, a patona) ao dizer sem nenhum tipo de pudor que até 300 projetos do ano passado usaram a tecnologia de uma forma ou de outra, em geral para fazer coisas que antes eram resolvidas com CGI. Ai.
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Quer exemplos? Tem aos montes. Por exemplo, na série esportiva indiana Glory, na minissérie Brasil 70 ou na docussérie, baseada na Revolução Americana, O Experimento Americano. A IA ajudou, ao que parece, a aumentar o número de figurantes e nas sequências de batalha. Do jeito que vendem, é a maneira de muitas produções poderem ter todas as cenas sem deixar nenhuma de fora a preço de banana, mas claro, sem interação humana.
“Estamos usando essas ferramentas para entregar conteúdo de melhor qualidade mais rápido e a um custo menor do que com os métodos tradicionais”. Menor custo e mais rápido? Sem dúvida. Melhor qualidade? Netflix, todos nós já vimos do que os LLM são capazes. Ah, para. a empresa está apostando todas as fichas na IA já há algum tempo, seja em ninharias como ajudar o algoritmo do site ou em barbaridades como abrir um estúdio de animação que faça produções com IA, algo que a Amazon Prime Video criou (e caiu o mundo em cima deles).
Para Ted Sarands, os 17 minutos de IA em O Experimento Americano foram muito positivos, mas ele não acredita que ela vá substituir os profissionais criativos. Por enquanto, claro. “Acreditamos que os bons artistas fazem coisas boas, e a IA não vai mudar isso. os filmes são feitos pelas pessoas que fazem filmes. A IA dá a eles ferramentas melhores para torná-los ainda melhores”. A queda vai ser simplesmente espetacular.