Warcraft, o filme de 2016 baseado na franquia da Blizzard, deve deixar a Netflix nos Estados Unidos em 1º de agosto de 2026. O título já aparece na lista de conteúdos “saindo em breve” da plataforma, de acordo com os relatórios mais usados por sites que acompanham o catálogo da Netflix. Neste momento, essa previsão de saída tem circulado mais nos catálogos dos EUA e do Reino Unido.
Ainda não existe uma confirmação ampla sobre todos os países que podem ser afetados. Se quiser saber se isso vale também para o seu catálogo, o caminho mais simples é abrir a página do filme dentro da própria Netflix e procurar o aviso exibido pela plataforma. Esse alerta costuma aparecer alguns dias, às vezes algumas semanas, antes da remoção.
A possível saída chama atenção por um motivo bem claro. Embora tenha estreado em 2016, o longa ganhou uma espécie de sobrevida no streaming. Nos últimos anos, Warcraft voltou a aparecer em rankings de filmes mais assistidos divulgados por serviços como Prime Video e Max, o que mostra que ainda há curiosidade, e também uma base fiel de fãs, em torno dessa adaptação.
Mesmo quem nunca assistiu ao filme sabe que o nome Warcraft pesa. A franquia da Blizzard continua sendo uma das maiores do entretenimento de fantasia e dos games, com receita acumulada estimada em cerca de 15 bilhões ao longo da vida da marca, segundo estimativas de mercado. Isso ajuda a entender o tamanho do barulho quando a adaptação para o cinema foi anunciada e lançada. Dirigido por Duncan Jones, o longa tentava levar para o formato de blockbuster uma mitologia que já era gigantesca entre jogadores, com orcs, humanos e conflitos políticos em escala épica.
O custo de produção, segundo relatos da época, ficou na casa dos 160 milhões. Nos cinemas dos Estados Unidos, porém, o resultado veio abaixo do que muita gente esperava, e isso praticamente enterrou a chance de uma sequência imediata. No mercado internacional, a história foi outra. Warcraft arrecadou cerca de 439 milhões no mundo todo, segundo os dados de bilheteria mais citados, e teve ajuda decisiva do mercado chinês. Naquele momento, isso bastou para colocá-lo como a maior adaptação de videogame da história em bilheteria mundial, de acordo com os rankings usados na época, um posto simbólico, claro, e nunca totalmente livre de debate sobre a rentabilidade real do projeto.
A recepção também ficou dividida. Entre os críticos, Warcraft parou em apenas 29% no Rotten Tomatoes. Já entre o público, a nota foi bem mais generosa: 76% no Rotten Tomatoes. Esse contraste diz bastante sobre o filme. Ele parece ter funcionado melhor com quem já tinha alguma ligação com aquele universo, e talvez seja por isso que nunca sumiu de vez da conversa pop. Não virou franquia de cinema, mas também não foi esquecido.
Duncan Jones já disse em entrevistas diferentes que gostaria de ter feito uma trilogia, com foco maior em Thrall. Só que a bilheteria doméstica fraca deixou essa continuação bem improvável. Ao mesmo tempo, circularam relatos na imprensa de que a Legendary Pictures teria estudado caminhos para um possível reboot, o que mantém a marca rondando o radar de Hollywood.
Por enquanto, nada disso foi oficializado. Então, para quem tem curiosidade de revisitar esse capítulo estranho, ambicioso e ainda meio singular das adaptações de games, a janela de Warcraft na Netflix pode realmente estar chegando ao fim.