A temporada de furacões no Atlântico de 2026 entrou no radar em 17 de junho, quando a tempestade tropical Arthur se formou e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) passou a tratá-la como uma ameaça em direção à costa do Golfo. Para quem mora em área de risco, ou simplesmente quer se preparar melhor, isso serve como mais um aviso: o celular, e principalmente um bom app de clima, pode ser tão importante para a segurança quanto uma lanterna, uma bateria externa e um plano de evacuação.
As previsões para este ano são mais brandas, mas ninguém sério na área está falando em tranquilidade. A NOAA e a Colorado State University projetam uma temporada abaixo da média, com algo entre 8 e 14 tempestades nomeadas. A principal razão, segundo as duas instituições, é a presença provável de um El Niño de moderado a forte, que costuma aumentar o cisalhamento dos ventos e atrapalhar a formação de ciclones no Atlântico.
Só que basta um único sistema alcançar o continente para uma temporada “mais calma” virar uma temporada devastadora.
Os apps de clima passaram a ocupar um lugar central no acompanhamento de mudanças rápidas no tempo, sobretudo quando entram em cena chuva forte, ventania, alagamentos ou tempestades severas. O interesse por esse tipo de ferramenta só aumenta, e o mercado desses aplicativos pode chegar a 1,4 bilhão até 2028, puxado pela procura por alertas no celular e por informações ajustadas à localização de cada usuário.
Se você usa só os apps nativos de clima do iPhone ou do Android, talvez eles já deem conta do básico: previsão do dia, temperatura, chance de chuva e notificações mais gerais. Em momentos mais delicados, porém, os aplicativos de terceiros costumam entregar mais.
The Weather Channel, AccuWeather e Weather Underground continuam entre os nomes mais populares para o uso cotidiano. Já RadarScope e MyRadar costumam aparecer entre os preferidos de quem quer um radar mais detalhado, acompanhamento de células de tempestade e uma leitura mais fina da evolução de sistemas severos.
E o risco de 2026 não para nos furacões do Atlântico. Além da temporada atlântica, o verão no Hemisfério Norte também traz ameaça de tornados no Centro-Oeste dos EUA e um padrão conhecido como ring of fire, ligado a ventos destrutivos, granizo de grande porte, tornados e calor perigoso nas Planícies e no Meio-Oeste no começo da estação.
É por isso que previsões hiperlocais e o nowcasting, aquelas estimativas de curtíssimo prazo, ganharam tanto espaço. Em eventos que se formam depressa, como tempestades elétricas e tornados, minutos contam na hora de decidir se já é momento de sair, procurar abrigo ou adiar um deslocamento.
Se os apps de clima estão cada vez mais úteis, existe o outro lado da história: os dados. Muitos desses serviços coletam e compartilham informações do usuário, principalmente a localização, para personalizar previsões, publicidade e alertas.
Antes de instalar qualquer app, vale olhar a política de privacidade, revisar as permissões e pensar se o acesso à localização precisa mesmo ficar ativo o tempo todo ou só durante o uso. Para quem vive em áreas costeiras ou em regiões sujeitas a tempo severo, a recomendação continua simples: escolher um app confiável, manter os alertas ativados e não confundir temporada abaixo da média com sensação de segurança.