A Microsoft começou a liberar, em meados de maio de 2026, uma nova camada de proteção no Microsoft Teams para impedir que bots não autorizados entrem sozinhos nas reuniões. De acordo com a empresa, a atualização está chegando aos poucos para todos os usuários do Microsoft Teams e deve alcançar a maior parte dos clientes comerciais e governamentais até meados de junho de 2026.
Se você quiser saber se a função já apareceu por aí, o caminho é simples: observe o lobby do Microsoft Teams nas próximas reuniões. A própria Microsoft diz que o recurso começou a ser distribuído em meados de maio de 2026 e que deve atingir a maior parte dos clientes comerciais e governamentais até meados de junho de 2026.
No uso real, funciona assim: quando o Microsoft Teams identificar sinais de que um participante pode ser um bot, ele não entra direto na reunião. Esse participante vai primeiro para o lobby e só acessa a chamada se o organizador, ou outro participante humano, liberar a entrada manualmente.
Segundo a Microsoft, a mudança serve para cortar riscos de privacidade e segurança, sobretudo nos casos em que ferramentas externas de transcrição, resumo ou anotações acabam conectadas a contas corporativas. A empresa também diz que hoje consegue separar melhor bots de pessoas ao analisar sinais de comportamento e de infraestrutura, embora não tenha aberto os detalhes técnicos de como faz isso.
O motivo da mudança, segundo a Microsoft, é bem direto: alguns usuários conectaram serviços de reunião de terceiros e depois descobriram que esses bots continuavam entrando automaticamente em encontros futuros, mesmo quando ninguém pretendia chamá-los outra vez. Com o novo modelo, a entrada desses agentes passa a depender de uma ação consciente, não de algo que acontece quase no automático. Isso reduz a chance de um serviço manter acesso recorrente sem que os organizadores tenham plena noção do que está acontecendo.
Para desenvolvedores aprovados, a Microsoft também criou um caminho de registro que permite ao Microsoft Teams tratar bots autorizados como participantes conhecidos. Segundo a empresa, essa funcionalidade está em prévia com um grupo limitado de fornecedores independentes e deve diminuir o atrito para ferramentas legítimas.
A etapa seguinte chega em agosto de 2026. Nessa fase, os administradores poderão bloquear automaticamente todos os bots externos detectados em um tenant inteiro, também segundo a Microsoft. Na prática, a decisão deixa de ficar nas mãos de cada organizador de reunião e passa para a política corporativa. A mudança vem num momento em que as plataformas de comunicação usadas no trabalho estão sob pressão maior: um levantamento da Mimecast mostrou que 44% das organizações registraram crescimento nos ataques contra ferramentas de colaboração no último ano, enquanto dados públicos de 2025 citados pela Microsoft apontaram uma alta de 211% no número de vítimas de vazamentos e um custo médio de US$ 4,88 milhões por violação.
Para a Microsoft, num cenário em que cada integração pode abrir mais uma porta, controlar quem entra na reunião passou a ser parte central da segurança.
Imagem: Microsoft