Instagram pode ganhar mais controle do algoritmo: ajuste do feed ficaria mais visível

A beta mais recente do Instagram, aplicativo da Meta, dá sinais de uma mudança que pode mexer bastante com o feed: mais controle sobre o algoritmo, de um jeito centralizado e fácil de achar.

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Hoje, esse tipo de personalização costuma ficar enterrado em menus e submenus. Se a ideia for mesmo adiante, o Instagram pode puxar esses ajustes para uma parte mais visível da experiência, deixando mais simples dizer o que você quer ver, e o que prefere não ver, sem ter de fuçar tanto nas configurações.

Essa possível mudança também vem na esteira de uma cobrança cada vez mais forte por transparência nas redes sociais e por ferramentas que deixem o ajuste das recomendações menos trabalhoso.

Segundo a Meta, o Instagram já oferece alguns recursos de personalização. O problema é que muita gente nem percebe que eles estão lá.

Hoje já dá para marcar conteúdos como “não tenho interesse”, escolher ver publicações de contas favoritas, navegar por um feed só com perfis seguidos e até mexer em preferências ligadas a temas sensíveis.

Só que boa parte dessas opções continua espalhada pela interface, ou escondida em áreas que a maioria das pessoas quase nunca abre.

Se a Meta realmente trouxer esses controles para o centro do app, a personalização pode deixar de parecer um ajuste avançado e virar algo do dia a dia. Seria mais uma forma de reforçar que o feed não depende só do comportamento automático, mas também das escolhas diretas do usuário.

A Meta ainda não deu um cronograma amplo para isso, mas o caminho mais plausível parece claro: atalhos mais visíveis dentro do feed, explicações mais diretas sobre por que certos posts aparecem e opções de ajuste que peçam menos toques.

Nisso podem entrar ferramentas para recalibrar recomendações, redefinir interesses e informar com mais rapidez quais tipos de vídeos, Reels e posts você quer ver com menos frequência.

No uso real, isso funcionaria como um jeito de “treinar” o feed sem depender só de curtidas, comentários ou tempo de visualização.

Para quem usa o app, o benefício seria bem concreto: menos sensação de estar preso a um fluxo imprevisível de conteúdo e mais espaço para adaptar a experiência ao momento, seja para acompanhar mais amigos, seja para cortar certos assuntos ou estilos de postagem.

A novidade também não deve mexer só com quem consome conteúdo. Criadores e marcas acompanham de perto qualquer alteração no sistema de recomendações.

Se o Instagram tornar essa personalização mais ativa, o alcance pode ficar ainda mais ligado à relevância percebida por públicos específicos, e menos preso a uma lógica única para todo mundo. Isso pode favorecer conteúdos mais alinhados a interesses reais, mas também deve exigir que criadores entendam melhor como seus públicos ajustam aquilo que querem ver.

Ainda não dá para bater o martelo sobre o recurso antes de comunicados oficiais da Meta. Mesmo assim, a direção chama atenção e sugere uma tentativa de aumentar a sensação de controle sem mexer no modelo de recomendação que sustenta o tempo de uso do app.

E você, arrisca algum palpite?