PlayStation Plus acaba de confirmar 12 saídas em julho de 2026: Risk of Rain 2 e Tropico 6 estão na lista

A Sony confirmou a saída de 12 jogos do catálogo do PlayStation Plus nos planos Extra e Premium em julho de 2026. Segundo a empresa, a remoção acontece em 21 de julho de 2026, ou perto dessa terça-feira. Até lá, ainda dá tempo de testar, ou de enfim terminar, alguns dos destaques da leva sem gastar nada além da assinatura.

PlayStation App Baixar

Dessa vez, o corte veio mais cheio do que de costume. Normalmente, o serviço perde algo na faixa de 6 a 8 jogos por mês. Agora, a lista de despedida divulgada pela Sony traz Bomber Crew, Clash: Artifacts of Chaos, Cursed to Golf, Get Even, Hundred Days: Winemaking Simulator, Infinite Minigolf, Onee Chanbara Origin, Risk of Rain 2, Roki, Source of Madness, Space Crew: Legendary Edition e Tropico 6.

Até a data da remoção, todos esses títulos continuam liberados para quem assina o PS Plus Extra ou Premium. Depois disso, o acesso pelo catálogo acaba, a não ser que você compre o jogo à parte.

Entre os nomes mais fortes da lista, Risk of Rain 2 e Tropico 6 puxam a fila das perdas mais sentidas. O primeiro virou um dos roguelikes cooperativos mais queridos dos últimos anos. O segundo segue como uma escolha certeira para quem gosta de estratégia e gestão, com aquele humor que a série sempre soube usar bem. Também convém ficar de olho em Cursed to Golf, que junta golfe, plataforma e estrutura de roguelike, e em Get Even, um thriller psicológico em primeira pessoa que passou longe do radar de muita gente. Para assinantes que querem jogar algo diferente antes da rotação mudar, esses quatro fazem bastante sentido.

A saída de jogos do PlayStation Plus faz parte do funcionamento normal do serviço. É o mesmo tipo de troca que acontece em catálogos de streaming de filmes e séries.

Na prática, essas mudanças costumam vir do vencimento de acordos de licenciamento e de parceria entre a Sony e as publicadoras. Em outras palavras, nem tudo que entra no catálogo fica lá para sempre. Por isso, quando um título aparece na seção de “última chance”, o melhor é não empurrar para depois.

As remoções de julho também chegam num momento em que o PlayStation Plus vem passando por ajustes.

Em maio de 2026, a Sony aumentou os preços para novos assinantes em boa parte das regiões. Em junho, mexeu de novo no formato: deixou de lado o modelo de um grande pacote mensal e passou a soltar as novidades do catálogo em adições semanais, de forma escalonada.

Tem ainda a questão regional. O catálogo não é igual em todos os mercados, e alguns jogos mudam de país para país. Onee Chanbara Origin, por exemplo, não aparece em todas as regiões. Mesmo assim, a base do serviço continua enorme: de acordo com números divulgados pela própria Sony, o PlayStation Plus tinha entre 50 e 51,6 milhões de assinantes no começo de 2025. Para quem assina, o recado é simples: julho será a última janela para aproveitar esses 12 jogos dentro da assinatura.

Spotify acaba de lançar o Reserved: ingressos antes do público geral

O Spotify acaba de lançar nos Estados Unidos o Reserved, um novo recurso de ingressos voltado para assinantes Premium. A ideia é simples: dar aos fãs mais engajados a chance de comprar entradas antes da abertura das vendas para o público em geral.

Spotify Baixar

A estreia acontece em parceria com Live Nation e Ticketmaster, e o discurso mira um dos problemas mais conhecidos do setor: revendedores e bots que costumam esgotar lotes em pouco tempo. Segundo o Spotify, não haverá cobrança extra além da assinatura Premium.

O acesso à pré-venda será definido a partir do comportamento dos usuários dentro da plataforma. Entram nessa conta sinais como número de streams, músicas salvas e compartilhamentos, usados para identificar os ouvintes mais dedicados de cada artista. Na prática, diz o Spotify, quem for elegível recebe acesso a uma janela de compra antecipada que costuma durar cerca de um dia, e em geral cada pessoa poderá comprar até dois ingressos. A intenção é criar uma espécie de fila preferencial para quem já acompanha aquele artista com frequência, antes de os bilhetes chegarem ao mercado aberto. O primeiro nome a usar o programa é o cantor indie-pop Role Model. Por enquanto, porém, o lançamento está restrito aos EUA, e o Spotify ainda não confirmou quando, ou mesmo se, o Reserved será levado para outros mercados.

Esse movimento também reforça uma estratégia mais ampla do Spotify de se aproximar do comércio de eventos ao vivo. Segundo a empresa, a plataforma já ajudou a gerar mais de 1,5 bilhão em vendas de ingressos para artistas, e agora a tentativa é transformar esse alcance em benefício direto para os assinantes.

Para o público, o apelo é óbvio: menos disputa no primeiro minuto de venda e uma chance maior de pagar o preço original. Para os artistas, a promessa é outra: colocar os ingressos nas mãos de fãs de verdade, não de intermediários.

O debate, claro, continua longe de se encerrar. Um estudo citado no setor aponta que revendedores tiveram lucro bruto médio de 41 mil por show, com muitos ingressos revendidos por mais do dobro do valor de face. Ao mesmo tempo, outro relatório mencionado no mercado diz que 62% dos ingressos revendidos em 2024 ficaram abaixo do preço original, gerando uma economia combinada de 414 milhões para os consumidores.

Ticketmaster Baixar

Isso ajuda a entender por que o assunto segue tão controverso. Embora o Reserved tente frear a atuação de cambistas, críticos lembram que o recurso ainda empurra os fãs para o mesmo ecossistema de Live Nation e Ticketmaster, frequentemente alvo de acusações de falta de transparência e concentração excessiva de poder. Também existem dúvidas sobre o próprio critério de seleção: medir fandom por streams, saves e compartilhamentos pode favorecer quem é mais ativo digitalmente, mas não necessariamente quem é mais fiel.

Há ainda a questão geográfica. Um fã muito engajado que mora longe das cidades da turnê pode acabar em desvantagem diante de alguém menos conectado, mas mais perto do show. Mesmo assim, o Reserved deixa claro para onde o Spotify quer ir: usar os dados do streaming para influenciar não só o que as pessoas ouvem, mas também a forma como acessam experiências fora do aplicativo.