Stranger Things acaba de ganhar mais um derivado oficial, e ele gira em torno de Vecna. A novidade veio quase sem alarde: a Raw Thrills lançou uma máquina de arcade inspirada na série. Quem imaginava um novo seriado ou até um filme pode tirar o cavalo da chuva, porque o projeto é outra coisa. Trata-se de uma experiência voltada para ação imediata e nostalgia, mais um sinal de que, mesmo com a história principal já encerrada na Netflix, a franquia continua bem viva e se espalhando por animação, games, livros, quadrinhos e outros produtos que ainda estão em desenvolvimento.
Na prática, o projeto é um game de redenção da Raw Thrills, empresa já conhecida por fliperamas licenciados. Segundo a própria companhia, a proposta coloca o jogador para arremessar bolas de espuma contra alvos exibidos em uma tela grande, enquanto enfrenta criaturas como os Demogorgons até chegar ao duelo com Vecna. O nome chama atenção, e a ligação com um dos vilões mais marcantes da série também, só que esse tal spin-off passa longe de expandir a mitologia de Stranger Things do jeito que muita gente gostaria. No fim, funciona mais como uma atração arcade bem simples, pensada para shopping e centro de entretenimento.
A reação inicial em redes sociais e fóruns como o Reddit foi, em sua maioria, ruim. Muita gente chamou o game de “bobo”, “repetitivo” e até de “um fracasso”, em publicações de usuários na plataforma. A crítica se repete por um motivo bem claro: o uso de Vecna e de todo o universo da série parece mais enfeite do que uma ideia realmente criativa.
Já no streaming, a novidade mais relevante de Stranger Things hoje é Stranger Things: Tales From ’85. A animação estreou na Netflix em 23 de abril de 2026, segundo a própria plataforma, e se passa entre a segunda e a terceira temporada da série original. A trama acompanha os personagens centrais em uma história independente, agora com novos dubladores, e aposta numa aventura mais leve, com um tom nostálgico bem forte. Parte da crítica e do público comprou essa proposta. Ainda assim, a recepção ficou dividida: houve elogios ao clima oitentista e à abordagem mais acessível, mas também apareceram comentários de que a produção soa como uma versão “higienizada” de Stranger Things, com menos tensão, stakes menores e um perfil mais voltado ao público jovem.
E não para aí.
Além da animação e do arcade, a Netflix também está tocando um spin-off live-action. Os irmãos Duffer já confirmaram que será uma história nova, com personagens inéditos e até outra década e outro cenário, justamente para não repetir a fórmula da série original. Os dois, porém, não devem assumir a função de showrunner, porque estão concentrados em um filme original para a Paramount. Isso sugere que a próxima fase da franquia pode ter uma cara bem diferente da que o público conhece.
Fora das telas, Stranger Things segue avançando com romances, HQs e conversas sobre uma possível segunda temporada de Tales From ’85. O recado é bem claro: o fim da série principal não foi o fim de Hawkins, mesmo que nem toda nova expansão esteja empolgando os fãs no mesmo nível.