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Author: Louise Ann "LA" Maca

{ "social": { "email": "content.reviewer52@ext.softonic.com", "facebook": "", "twitter": "", "linkedin": "https:\/\/www.linkedin.com\/in\/louiseannmaca\/" }, "ja-JP": "", "de-DE": "Louise Ann Maca widmet sich Kurzgeschichten, Poesie und Literatur. Tagsüber überprüft sie technische Materialien; ihrer Neigung nach gehört sie zur Kunstwelt.", "en-US": "Louise Ann Maca has always been a reader before a writer. She devotes her time to short stories, poetry, and literature. By day she reviews technical material; by inclination, she belongs to the arts.", "es-ES": "Louise Ann Maca se dedica a cuentos cortos, poesía y literatura. Durante el día revisa material técnico; por inclinación, pertenece a las artes.", "fr-FR": "Louise Ann Maca se consacre aux nouvelles, à la poésie et à la littérature. Le jour, elle examine des matériels techniques ; par inclination, elle appartient aux arts.", "it-IT": "Louise Ann Maca è dedita ai racconti brevi, alla poesia e alla letteratura. Di giorno esamina materiale tecnico; per inclinazione, appartiene alle arti.", "nl-NL": "Louise Ann Maca wijdt zich toe aan kortverhalen, poëzie en literatuur. Overdag beoordeelt zij technisch materiaal; naar neigzing behoort zij tot de kunsten.", "pl-PL": "Louise Ann Maca poświęca się opowiadaniom, poezji i literaturze. W ciągu dnia przegląda materiały techniczne; ze względu na swoje zamiłowania należy do świata sztuki.", "pt-BR": "Louise Ann Maca é dedicada a contos, poesia e literatura. Durante o dia ela analisa material técnico; por inclinação, ela pertence às artes." }

Microsoft agora critica o alarmismo sobre IA: Nadella reposiciona a empresa

Microsoft agora critica o alarmismo sobre IA: Nadella reposiciona a empresa

Satya Nadella, CEO da Microsoft, deu um sinal claro, em declarações divulgadas pela própria empresa, de que o discurso da companhia sobre inteligência artificial está mudando. Menos sintonia com o alarmismo típico do Vale do Silício, mais foco em confiança pública, custo, controle e previsibilidade para clientes corporativos.

Nadella fez um movimento raro nesse debate. Em termos práticos, disse que as empresas de tecnologia não podem sustentar, ao mesmo tempo, que a inteligência artificial vai arrasar empregos de escritório ou até se tornar uma espécie de arma e, ainda assim, cobrar carta branca e energia quase sem limite para ampliar data centers.

Isso chama atenção por dois motivos. Primeiro, porque vem de um dos executivos mais poderosos dessa corrida. Segundo, porque aponta para uma inflexão: a Microsoft quer parecer menos a fiadora de um grupo restrito de laboratórios e mais a parceira de empresas que estão atrás de custo, controle e previsibilidade.

Na leitura de Nadella, não há “permissão social” para um futuro em que a inteligência artificial esvazie setores inteiros da economia ou concentre o aprendizado do mundo nas mãos de poucas companhias. O peso dessa fala está aí. Ele trata esse cenário como politicamente insustentável, num raciocínio que lembra o desgaste público e regulatório que a globalização provocou em várias partes do mundo.

O recado é simples: sem confiança pública, a adoção em massa bate no teto. Para consumidores, empresas e governos, prometer produtividade já não resolve. A tecnologia precisa provar que amplia capacidades humanas, e não que serve só para cortar vagas ou concentrar poder.

É aí que a Microsoft tenta marcar distância. Nadella descreveu a inteligência artificial como um “motor de conhecimento” e um “ecossistema de fronteira”, não como um modelo único, dominante, capaz de resolver tudo sozinho. Na visão dele, cada organização deveria montar seu próprio “ciclo de aprendizado”, com dados privados, avaliações próprias e uma espécie de circuito cognitivo ligando pessoas e sistemas digitais.

No mundo corporativo, essa ideia conversa direto com a demanda do mercado. Em vez de entregar o processo inteiro a um fornecedor externo, a empresa preserva mais controle sobre dados, resultados e riscos. E o valor passa a estar não só no modelo mais poderoso, mas também na forma como ele se encaixa nos processos internos. Essa lógica aparece na oferta comercial da Microsoft, que vem empurrando um portfólio de modelos com faixas diferentes de preço e desempenho, sempre com a promessa de manter o uso “dentro de uma máquina que você controla”.

Nos últimos meses, a Microsoft lançou opções mais baratas e formatos de cobrança por uso, como o Copilot Cowork, e também passou a avaliar modelos externos de menor custo, incluindo modelos da DeepSeek, segundo relatos. O movimento acompanha uma mudança mais ampla no setor. O Google cortou preços do Gemini e passou a vender mais explicitamente a ideia de economia para clientes corporativos, enquanto a Anthropic também avançou em formatos de cobrança mais flexíveis. O mercado está dando um aviso bem nítido: a disputa está saindo do campo do prestígio técnico e entrando no da viabilidade comercial.

Analistas leem as falas de Nadella como uma tentativa de transformar a Microsoft numa plataforma neutra para vários fornecedores, reduzindo a dependência da OpenAI e atraindo clientes que temem aprisionamento tecnológico. A lógica é fácil de entender, porque, no ambiente empresarial, liberdade de escolha virou argumento de venda. Mesmo assim, essa narrativa tem pontos de atrito.

E são pontos reais.

A Microsoft está entre as principais financiadoras da infraestrutura exigida pelos sistemas mais avançados e é uma das poucas empresas com escala para bancar esse crescimento. Por isso, críticos enxergam uma contradição clara entre defender um ecossistema mais aberto e, ao mesmo tempo, participar da própria concentração que tornou o setor tão caro e tão centralizado.

Fora dos Estados Unidos, a conta complica ainda mais. Ferramentas mais baratas podem ampliar o acesso na Europa, no Japão, em países em desenvolvimento e entre startups menores, mas a falta de infraestrutura, de mão de obra qualificada e a dependência de grandes plataformas continuam sendo barreiras concretas.

Author Louise Ann "LA" MacaPosted on June 22, 2026June 22, 2026Categories Notícias

OpenAI atualiza ChatGPT para saúde: IA supera médicos em testes internos

OpenAI atualiza ChatGPT para saúde: IA supera médicos em testes internos

A OpenAI lançou uma atualização do ChatGPT voltada para temas de saúde. Segundo a empresa, o novo modelo GPT-5.5 Instant melhorou de forma clara a qualidade das respostas médicas do serviço: ele passou a reconhecer melhor situações de urgência, a pedir mais contexto antes de responder e a deixar mais claro quando existe incerteza. Nos testes comparativos feitos pela própria OpenAI, as respostas de saúde do GPT-5.5 Instant foram avaliadas acima de respostas escritas por médicos em critérios como precisão, clareza e completude, embora isso ainda esteja longe de valer como uma validação clínica ampla e independente.

ChatGPT
ChatGPT Baixar

A principal promessa dessa atualização, de acordo com a OpenAI, é deixar o ChatGPT mais seguro e mais útil em conversas sobre sintomas, exames, condições comuns e orientação inicial. A empresa diz que treinou o modelo para perceber melhor quando um caso pode exigir atendimento urgente, em vez de cair numa resposta genérica. Diz também que agora ele tende mais a pedir informações relevantes antes de chegar a uma conclusão, como idade, tempo de duração dos sintomas, medicamentos em uso ou sinais de piora, além de avisar de forma explícita quando a resposta não substitui uma avaliação profissional.

A OpenAI afirma ainda que o uso do ChatGPT para esse tipo de consulta já acontece em escala enorme: 230 milhões de pessoas fazem perguntas relacionadas à saúde na plataforma toda semana, segundo a empresa.

Entre os números apresentados, um dos que mais chamam atenção é a queda de 71% na taxa de erro em afirmações ligadas à saúde nos últimos dois meses. Houve também um sinal positivo fora dos testes internos. Segundo a OpenAI, em uma avaliação independente com 18 perguntas médicas, o GPT-5.5 Instant teve 54,5% menos alegações alucinadas do que o GPT-5.3 Instant, embora o recorte ainda seja pequeno.

A empresa também informou que a atualização foi apoiada por uma revisão em larga escala, com uma rede de mais de 260 médicos de 60 países analisando mais de 700 mil respostas do modelo para ajustar linguagem, contexto e percepção de risco. Mesmo com esse avanço, a reação continua cautelosa. Especialistas seguem alertando para problemas já conhecidos, como alucinações, viés, privacidade de dados e subtriagem, quando um sistema não percebe a gravidade de um caso e acaba orientando menos cuidado do que deveria.

Para quem usa o serviço, o cenário mais pé no chão continua sendo o de apoio. O ChatGPT pode servir para organizar dúvidas, entender termos médicos e ajudar a decidir quando procurar atendimento, mas não para tomar o lugar de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Isso vale ainda mais porque boa parte dos resultados mais impressionantes divulgados até agora vem de testes conduzidos pela própria OpenAI, sem verificação independente de terceiros em larga escala. As informações sobre a atualização foram divulgadas pela OpenAI, e a imagem também é da empresa.

Author Louise Ann "LA" MacaPosted on June 19, 2026June 19, 2026Categories Notícias

Google Overviews: Justiça de Berlim decide que são busca, não conteúdo próprio

Google Overviews: Justiça de Berlim decide que são busca, não conteúdo próprio

Segundo a Reuters, a Justiça de Berlim decidiu que os Overviews do Google , aqueles resumos automáticos exibidos nos resultados de busca da empresa, devem ser tratados como um novo tipo de resultado, e não como conteúdo diretamente controlado pelo Google.

Na leitura do tribunal, o Google não tem “influência decisiva” sobre o texto que aparece nesses resumos automáticos. A decisão favorece a empresa num momento em que aumenta a pressão sobre seus recursos de busca na Europa, mas também deixa claro que o quadro jurídico ainda está longe de se estabilizar, já que outro tribunal alemão, em Munique, chegou há pouco tempo a uma conclusão diferente sobre a responsabilidade da companhia.

A ação em Berlim foi apresentada por uma empresa de perfumes. Ela alegou que os Overviews do Google mostravam suas marcas ao lado de fragrâncias de imitação mais baratas e ainda levavam usuários a sites de concorrentes. Para a autora do processo, isso configurava violação de marca e concorrência desleal.

O tribunal, no entanto, rejeitou a ação. Na avaliação dos juízes, os resumos exibidos pelo Google são percebidos pelo usuário como uma compilação de informações vindas de fontes de terceiros, e esse ponto foi central para afastar a responsabilidade direta da plataforma. A corte entendeu, em resumo, que o recurso se aproxima mais de uma reorganização dos resultados de busca do que de uma publicação própria do Google, o que reduz a possibilidade de responsabilizar a empresa nos mesmos termos em que se responsabilizaria um editor tradicional.

A conclusão de Berlim bate de frente com uma decisão recente de um tribunal de Munique, que tratou os Overviews do Google como “conteúdo próprio” da empresa. Nesse outro processo, duas editoras foram associadas de forma falsa a golpes e práticas comerciais fraudulentas em um resumo exibido pela busca.

No caso de Munique, a corte concedeu uma liminar e afirmou que o texto gerado fazia declarações “independentes, novas e substantivas”. Com isso, entendeu que o Google poderia ser responsabilizado diretamente pelo dano causado. A diferença entre os dois entendimentos mostra que ainda não há um padrão claro para lidar com esse tipo de ferramenta. No centro da discussão está a pergunta: esses resumos são só uma evolução da busca tradicional, que organiza conteúdo de terceiros, ou já devem ser tratados como uma criação da própria plataforma?

As decisões alemãs se somam a um escrutínio mais amplo sobre o uso de conteúdo jornalístico e comercial nos novos recursos de busca do Google. Na frente concorrencial, o Conselho Europeu de Editores já apresentou uma queixa antitruste questionando o uso de material de publishers nessas ferramentas.

Além disso, um caso vindo da Hungria, hoje diante do Tribunal de Justiça da União Europeia, levanta dúvidas sobre direitos autorais na reutilização automatizada de conteúdo jornalístico. Por enquanto, o que existe é um cenário incerto para empresas, editoras e para o próprio Google. A decisão de Berlim dá algum fôlego à companhia, mas o choque com o entendimento de Munique mostra que a discussão sobre responsabilidade legal nos novos formatos de busca está só no começo.

Fonte: Reuters | Imagem: Google

Author Louise Ann "LA" MacaPosted on June 17, 2026June 17, 2026Categories Notícias

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