A Creative Assembly confirmou hoje as seis facções jogáveis que estarão em Total War: Medieval 3 no lançamento. Já estão garantidos o Reino da Inglaterra, o Reino da França, o Sacro Império Romano-Germânico, o Império Bizantino, o Sultanato de Rum e o Reino de Jerusalém. Junto do anúncio, o estúdio também abriu uma nova votação para fechar o elenco inicial a partir de uma lista com 23 candidatos, numa tentativa clara de deixar o roster final mais próximo do que a comunidade quer ver.
Mas o recado mais direto do comunicado foi outro: quem estava esperando jogar com os Estados Papais logo de saída pode tirar a ideia da cabeça.
A justificativa do estúdio para essas seis escolhas passa por três critérios: peso histórico, apelo quase inevitável dentro do período medieval e espaço para mecânicas próprias. Não basta ocupar um lugar importante no mapa. A equipe quer que cada facção tenha um jeito reconhecível de funcionar, tanto na campanha quanto na guerra, com diferenças que apareçam de fato quando a partida começa. Essa primeira seleção também ajuda a mostrar para onde o jogo está apontando. o plano é começar em 1140 e avançar por cerca de 300 anos de história.
O mapa da campanha vai da Península Ibérica até Bagdá, e do sul da Escandinávia ao norte da África. É um recorte grande, ambicioso, montado para segurar escala sem virar um painel raso de nomes históricos.
A ausência que mais chamou atenção até aqui foi mesmo a dos Estados Papais. A Creative Assembly disse que o Papado pediria um estilo de jogo muito específico, com camadas políticas e mecânicas tão próprias que acabariam consumindo tempo e recursos demais neste momento. Por isso, a facção não será jogável no lançamento.
O Papa, claro, não some do jogo por causa disso. Os Estados Papais continuam no mapa de campanha como uma entidade política ativa, interferindo no cenário medieval e no equilíbrio das forças ao redor, só que fora da lista inicial de facções que o jogador poderá controlar.
A enquete aberta pelo estúdio deve pesar de verdade na escolha das próximas facções de lançamento. Mesmo assim, parte das críticas já está mirando os limites do próprio mapa. A Creative Assembly explicou que vem evitando incluir facções cujos territórios aparecem só pela metade na campanha. Isso enfraquece candidaturas como a dos Grandes Seljúcidas e a de principados russos, além de reacender a discussão sobre o leste europeu. Criadores de conteúdo e jogadores já estão citando a Kievan Rus como uma ausência difícil de engolir.
Também houve quem apontasse a pouca atenção inicial a possíveis representantes da África subsaariana, como Mali ou Etiópia. Ainda é cedo para cravar se alguma dessas regiões vai ganhar espaço no lançamento, mas a discussão já dá a medida da expectativa em volta do novo Medieval.
A parte mais animadora, por enquanto, é a postura do estúdio. A Creative Assembly vem sendo mais aberta do que foi em anúncios anteriores e já dividiu detalhes preliminares sobre a engine Warcore, além de sistemas como população, desenvolvimento regional e uma estrutura menos rígida do que o velho modelo de províncias. Para um jogo que ainda está definindo parte do elenco com ajuda da comunidade, esse grau de abertura pode pesar tanto quanto qualquer facção confirmada. E você, arrisca um palpite?