PRIMA recebe aval na Europa: implante de retina será vendido em 30 países

O PRIMA, implante de retina da Science Corp., acaba de obter a marca CE concedida pela certificadora DEKRA. Na prática, isso abre caminho para a venda do dispositivo em 30 países europeus.

A proposta é recuperar parte da visão de pessoas com degeneração macular avançada. De acordo com a Science Corp., os primeiros implantes comerciais devem acontecer em agosto de 2026, na Alemanha. A empresa também diz que dezenas de pacientes ainda devem receber o tratamento neste ano, com a meta de chegar a algo perto de 200 em 2027.

O PRIMA foi pensado para pacientes com atrofia geográfica, a forma mais grave da degeneração macular relacionada à idade do tipo seco. A Science Corp. afirma que a doença atinge mais de 5 milhões de pessoas no mundo e destrói a visão central, que é a parte usada para ler, reconhecer rostos e perceber detalhes. Os tratamentos aprovados hoje, em geral, só conseguem retardar o avanço do problema, sem trazer de volta a visão que já foi perdida.

Para tentar ir além disso, o sistema junta um minúsculo chip fotovoltaico sem fio, implantado sob a retina, a um par de óculos especiais com câmera e projetor. Esses óculos enviam luz no infravermelho próximo ao chip, que transforma essa energia em sinais elétricos para estimular as células da retina que ainda restam. O conjunto também inclui uma função de zoom para ampliar letras e facilitar a leitura, segundo a empresa.

Os dados clínicos pesaram a favor da aprovação. Em um estudo com 38 pacientes, conduzido em 17 centros de cinco países e publicado no The New England Journal of Medicine, os participantes ganharam, em média, 25,5 letras em testes visuais, o equivalente a mais de cinco linhas numa tabela ocular padrão. Cerca de 84% voltaram a conseguir ler letras, números e palavras.

Isso, claro, está longe de ser uma cura. Especialistas descrevem o PRIMA como o primeiro tratamento capaz de devolver alguma função visual em casos avançados de atrofia geográfica, mas a visão recuperada continua bastante limitada, hoje relatada na faixa de 20/400. Também houve pacientes que não perceberam grandes mudanças na qualidade de vida, e a cirurgia para implantar o dispositivo é complexa e traz riscos.

A Science Corp. já está em contato com a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, para levar o PRIMA ao país. Pelos planos da empresa, a entrada naquele mercado deve acontecer em 2027. O dispositivo já recebeu da FDA as designações Breakthrough Device e Humanitarian Use Device, criadas para acelerar e apoiar o desenvolvimento de tecnologias voltadas a grupos de pacientes com alta necessidade médica.

O lançamento chama atenção por outro motivo: ele está entre os primeiros produtos amplamente comercializados vindos de uma empresa americana de implantes neurais. A Science Corp. foi fundada por Max Hodak, ex-presidente da Neuralink, está avaliada em cerca de 1,5 bilhão e já levantou aproximadamente 489 milhões, segundo a própria companhia. A tecnologia PRIMA foi adquirida da Pixium Vision em 2024.

Agora, a dúvida é em que velocidade esse tratamento vai conseguir ganhar escala. A Science Corp. diz que o custo deve ficar na faixa das centenas de milhares, e as negociações de reembolso com os sistemas de saúde europeus ainda seguem em curso. Fora da Europa, a oferta continua restrita, e o alcance real do PRIMA vai depender de preço, cobertura e adoção em cada país.

França aprova veto às redes sociais para menores de 15 anos: é a primeira da UE

A França aprovou uma lei que barra o acesso de menores de 15 anos às redes sociais e, com isso, virou o primeiro país da União Europeia a tomar esse caminho.

O texto coloca pressão direta sobre plataformas como TikTok, Instagram, Snapchat e X, que agora terão de apertar de verdade a checagem de idade. Pelo cronograma aprovado, crianças com menos de 15 anos não poderão abrir novas contas a partir de 1º de setembro de 2026. Depois, em 1º de janeiro de 2027, também terão de ser fechadas as contas que já existirem nessa faixa etária.

Só que a história ainda não acabou. A aplicação da medida pode demorar, porque a lei ainda precisa passar pela análise do Conselho Constitucional francês.

Na prática, a nova legislação obriga as plataformas a usar sistemas de verificação etária aprovados pela autoridade francesa de proteção de dados. Em outras palavras, empresas como TikTok, Instagram, Snapchat e X terão de mostrar que conseguem impedir o cadastro de menores de 15 anos e, num segundo momento, remover perfis que já estejam ativos e entrem nessa regra.

A lei, porém, não alcança a internet inteira. Ficaram fora do pacote serviços como enciclopédias online e diretórios de perfil educacional ou científico. O texto também puxa outra discussão antiga na França quando o assunto é juventude e tecnologia: a proibição do uso de celulares em escolas de ensino médio.

Segundo autoridades francesas, a justificativa oficial se apoia em dados de saúde pública e no uso pesado de smartphones entre adolescentes. Os números citados pelo governo falam em cerca de 90% dos jovens de 12 a 17 anos usando um smartphone todos os dias, e mais da metade passando entre 2 e 5 horas diárias no aparelho.

Para o governo francês, esse volume de uso tem relação com efeitos como piora da autoestima, exposição a conteúdos nocivos e uma vulnerabilidade maior a dinâmicas de pressão social online. A medida entra numa linha mais dura que vem ganhando espaço em vários países, sobretudo quando o debate gira em torno da proteção infantil no ambiente digital.

Mesmo com apoio de grupos que defendem regras mais rígidas para proteger crianças, a lei já desperta críticas de peso. Juristas e organizações de direitos digitais questionam se o texto respeita princípios constitucionais. Também apontam riscos para a privacidade e para o anonimato online, já que sistemas mais fortes de verificação etária costumam pedir mais dados dos usuários.

E tem outro problema no centro dessa discussão: a eficácia real da regra. Menores podem tentar driblar os bloqueios com VPNs ou dados falsos, o que deixa no ar até onde essa proibição funciona na prática. A decisão francesa também não apareceu do nada. A Austrália, por exemplo, aprovou em dezembro de 2025 uma restrição para menores de 16 anos, enquanto propostas parecidas avançam ou seguem em debate em lugares como Espanha, Dinamarca, Grécia, Emirados Árabes Unidos, Brasil, Gabão, Ruanda e Zimbábue.

Se passar pela revisão constitucional e entrar em vigor dentro do prazo previsto, a lei francesa tem tudo para virar referência no resto da Europa e reabrir uma pergunta espinhosa: até onde um governo deve ir para limitar o uso de redes sociais por adolescentes? E aí, qual é o seu palpite?

Google Maps no Android Auto acaba de ganhar velocímetro integrado

O Google Maps no Android Auto começou a mostrar um velocímetro integrado na própria tela de navegação. Pelos relatos que já apareceram, a atualização está sendo liberada aos poucos para usuários do Google Maps no Android Auto, num rollout discreto, sem anúncio formal do Google.

Google Maps Baixar

Quer ver se a função já chegou aí? É simples: abra o Google Maps no carro e inicie uma rota.

Os primeiros relatos citam o Google Maps beta na versão 26.29.02.946673643, mas tudo indica que a liberação está sendo feita do lado do servidor. Na prática, isso quer dizer o seguinte: duas pessoas podem estar com a mesma versão do app, e só uma delas ver a novidade.

No uso do dia a dia, a função faz algo bem direto: deixa você acompanhar a velocidade atual sem sair do Google Maps. Parece básico, e para muita gente é mesmo, até porque concorrentes oferecem isso há anos. O velocímetro aparece tanto na visualização em tela cheia quanto no layout multipainel do Android Auto, o Coolwalk.

Com a navegação ativa, o Google Maps exibe a velocidade do carro e também o limite da via. Se não houver uma rota em andamento, a interface mostra só a velocidade do veículo.

Até aqui, os relatos mais recorrentes vieram de usuários no Canadá e na Índia. O Google ainda não divulgou um calendário oficial de expansão global. Então segue a dúvida sobre quando o recurso vai desembarcar em mercados da Europa, da América do Sul, da Austrália e em boa parte da África e da Ásia.

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A reação mais comum ao update tem sido uma só: finalmente. Motoristas pedem há anos um indicador de velocidade no Android Auto, ainda mais porque ele já existia em outras plataformas, como o Waze, navegadores GPS dedicados de décadas atrás e até o Google Maps no Apple CarPlay, que ganhou suporte parecido no iPhone em julho de 2024.

Para muita gente, essa ausência no Android Auto sempre pareceu ainda mais esquisita justamente por ser o ecossistema do próprio Google. Fica mais estranho quando se lembra que o Waze já reúne velocímetro, limite da via e alertas de trânsito faz tempo. Houve também uma certa confusão nos últimos anos: alguns usuários diziam ter visto um velocímetro aparecer de vez em quando em versões anteriores, sem nunca ficar claro se aquilo era teste interno, bug ou uma liberação tão pequena que quase ninguém pegou.

E tem outro ponto. Além da conveniência, um velocímetro baseado em GPS pode até acertar mais do que o marcador do carro em algumas situações, já que o painel do veículo pode sofrer pequenas variações por desgaste dos pneus ou mudança de tamanho. Claro, isso depende de uma boa recepção de satélite. No fim, é um recurso útil para checar rapidamente a velocidade e o limite da via, mas não substitui por completo os instrumentos do carro.

Por enquanto, a novidade ainda parece limitada a um grupo pequeno de usuários. Falta saber quando o Google vai passar a tratar o velocímetro no Android Auto como o que ele deveria ser faz tempo: item padrão.

Spotify acaba de ganhar chat por voz e texto: beta permite falar com o app

O Spotify começou a testar o Talk to Spotify, um recurso em beta que deixa o usuário conversar com o app, por voz ou por texto, para controlar a reprodução e decidir o que ouvir. Nesta fase inicial, a empresa diz que a liberação está acontecendo aos poucos para assinantes Premium nos Estados Unidos, na Irlanda e na Suécia.

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Quer saber se a função já apareceu para você? Abra o app do Spotify e procure pelo chat do recurso.

Por enquanto, o teste continua limitado aos assinantes Premium desses três países, e o Spotify ainda não deu nenhuma previsão de quando a ferramenta vai chegar a outros mercados.

Na prática, esse novo chat serve tanto para comandos diretos quanto para descobrir música. Dá para pedir uma faixa específica, trocar de artista, refinar o tipo de recomendação com mensagens na sequência e até fazer perguntas sobre músicas ou podcasts.

O Spotify também colocou nessa novidade recursos voltados para playlists, o que deve ajudar na hora de montar seleções mais ajustadas a diferentes momentos do dia. A ideia é deixar a busca por áudio mais natural e mais rápida, sem obrigar ninguém a ficar pulando entre menus ou procurando manualmente o que quer escutar.

Esse lançamento reforça um movimento que o Spotify já vinha fazendo em direção a experiências mais interativas e personalizadas. O novo chat entra na mesma linha do DJ virtual da plataforma e das ferramentas de criação de playlists por prompt, aumentando o peso da conversa como interface dentro do app.

Segundo o Spotify, o DJ da plataforma já foi usado por cerca de 90 milhões de assinantes, o que indica que há, sim, interesse por recursos que tornem mais simples escolher o que ouvir. E esse passo não acontece no vazio: Amazon Music e YouTube Music também vêm testando ferramentas parecidas para descoberta musical e montagem de playlists.

Ao mesmo tempo, a expansão desse tipo de interface abre discussões para o mercado de música. Entram aí temas como direitos autorais, o risco de saturação com faixas criadas por software, uma possível diluição dos royalties e o efeito disso tudo sobre a visibilidade de artistas independentes ou em início de carreira. Para o público, a promessa é conveniência. Para a indústria, a questão vai ser outra: garantir que essa nova camada de personalização ajude de fato na descoberta, sem deixar o ecossistema ainda mais fechado em torno dos nomes e das músicas que já dominam as recomendações.

Trump Mobile T1 começa a ser entregue: primeiras análises são duras

O Trump Mobile T1, celular de US$ 499 vendido pela operadora Trump Mobile, começou a cair nas mãos de alguns compradores em maio de 2026. Depois de mudanças no calendário e de meses em que muita gente chegou a duvidar se ele sairia mesmo do papel, o aparelho enfim apareceu no mundo real. Pelo menos por ora, já não dá para tratá-lo só como vaporware.

Só que isso não mexe no ponto principal. Pelas primeiras análises reunidas pela CNET, o Trump Mobile T1 existe, sim, mas está longe de soar como um concorrente sério na faixa intermediária do mercado de smartphones.

O comentário que mais se repete, segundo a CNET, é simples: ele custa mais do que entrega. Na faixa dos US$ 499, reviewers apontam hardware envelhecido, câmeras fracas e um desempenho que mal passa do básico, justamente num mercado cheio de opções mais atuais e mais confiáveis. A própria CNET condensou a reação num resumo duro, chamando o aparelho de “ruim e básico em tudo que importa”.

Isso pesa ainda mais porque o lançamento veio embalado por apelo político e por um marketing chamativo, sem que a ficha técnica acompanhasse o discurso. O plano mensal da Trump Mobile sai por US$ 47,45, numa referência direta aos números presidenciais de Donald Trump, e o telefone ainda viria com softwares alinhados ao ecossistema político do ex-presidente, entre eles a rede social Truth Social pré-instalada.

E, se o desempenho não empolga, a aparência também não salva.

De acordo com descrições compiladas pela CNET, o Trump Mobile T1 tem sido retratado como um celular dourado de plástico, com cara de produto barato, visual datado e uma execução física irregular. Críticos também mencionam problemas de branding e de acabamento, com elementos visuais que não conversam muito entre si e deixam o conjunto com pouca unidade.

O dourado, claramente escolhido para marcar a identidade do produto, acabou produzindo o efeito contrário. Em vez de dar ao aparelho um ar premium, reforçou a sensação de algo espalhafatoso e com pouca qualidade. O Trump Mobile T1 lembra mais um acessório promocional caro do que um smartphone que queira disputar espaço entre modelos mais desejáveis.

Pesquisas independentes e desmontagens citadas pela CNET apontam ainda que o Trump Mobile T1 seria, na prática, uma versão rebatizada do HTC U24 Pro, smartphone lançado pela HTC em 2024, com componentes internos quase iguais. Isso enfraquece bastante a ideia de um telefone realmente novo e reforça a impressão de um projeto montado em cima de um design mais antigo. Outro ponto que chamou atenção foi a mudança no discurso sobre a fabricação. No início, a Trump Mobile divulgava o aparelho como “feito nos EUA”. Depois que surgiram questionamentos sobre quão viável seria fabricar domesticamente um smartphone desse tipo, a comunicação mudou para fórmulas bem mais vagas, como “desenhado com valores americanos em mente”.

O Trump Mobile T1 até inclui alguns itens de que parte dos fãs de Android sente falta hoje: entrada de 3,5 mm para fones, slot para cartão microSD, luz de notificação, carregador na caixa, capinha e cabo USB trançado. Para certos usuários, são extras bem-vindos. Ao mesmo tempo, ajudam a passar a impressão de um produto agarrado a escolhas de hardware de outra época.

A própria história do lançamento vai na mesma direção, com adiamentos sucessivos e acusações de vaporware durante todo o processo. A Trump Mobile disse que os envios começaram em maio de 2026, mas ainda não se sabe com clareza quantos dos cerca de 590 mil clientes que pagaram depósitos de US$ 100 de fato receberam o aparelho. No fim das contas, o Trump Mobile T1 parece menos um novo protagonista do mercado mobile e mais um produto de nicho, fortemente apoiado numa marca política e com pouca capacidade real de brigar com os principais intermediários do mercado.

X acaba de lançar editor de vídeo para iPhone: legendas e fundo personalizado

O X começou a liberar, aos poucos, para usuáriOS de iPhone um editor de vídeo reformulado dentro do próprio app. Junto dele, a empresa também colocou no ar um novo gravador, numa tentativa de ampliar o que já dá para fazer nativamente por quem publica vídeos direto na plataforma.

Se quiser checar se a novidade já apareceu para você, o caminho é simples: abra a câmera de vídeo no app do X e veja se as novas ferramentas de edição já estão lá. A empresa diz que, além do editor redesenhado, esse pacote inclui também o novo gravador, justamente para dar mais opções a quem grava, edita e publica sem sair do serviço.

Nessa primeira leva, o X afirma que está adicionando sobreposições de legendas em vários idiomas, com estilos que podem ser ajustados, além de uma ferramenta de green screen para trocar o fundo do vídeo. No uso prático, isso mexe com uma reclamação antiga de criadores, porque funções básicas, como colocar legendas ou substituir o fundo, ainda costumavam exigir edição em apps de terceiros antes do upload.

Esse novo efeito também permite usar tanto fotos quanto posts do próprio X salvos no rolo da câmera, o que tende a facilitar a produção de vídeos curtos e publicações mais rápidas. Para quem posta com frequência, isso pode significar menos tempo pulando de um aplicativo para outro e mais agilidade para gravar, editar e subir o conteúdo.

Nikita Bier está à frente da área de produto no X. Segundo ele, esses recursos vinham sendo pedidos faz bastante tempo pelos usuários, e outras melhorias para o editor devem aparecer nas próximas semanas. A empresa, porém, ainda não divulgou um cronograma detalhado nem fechou publicamente a lista do que ainda está por vir.

A mudança deixa mais clara a tentativa do X de se vender como uma plataforma cada vez mais centrada em vídeo, algo que Elon Musk vem defendendo publicamente dentro do plano mais amplo de transformar o serviço em um superapp voltado para criação, engajamento e retenção. E esse movimento não veio sozinho. Nos últimos meses, de acordo com anúncios da própria empresa, o X também lançou o Live Studio, um novo hub para transmissões ao vivo, anunciou um fundo de incentivo de 1 milhão para streamers e mexeu na monetização para favorecer conteúdo original, não repostagens.

Ainda assim, algumas perguntas continuam sem resposta. O X não explicou com clareza como o uso dessas novas ferramentas pode afetar os ganhos dos criadores, nem detalhou se haverá algum benefício direto de distribuição, visibilidade ou monetização para vídeos editados dentro do próprio app.

A aposta em ferramentas nativas acompanha um movimento mais amplo do mercado. Rivais como a Meta também vêm expandindo seus produtos de edição de vídeo. O problema para o X é outro: a empresa ainda corre atrás de TikTok, Instagram e YouTube tanto em volume de uso quanto em maturidade das ferramentas voltadas para vídeo. Além disso, pelo que o próprio X informou, o lançamento parece estar restrito ao iOS por enquanto, sem prazo para Android e sem muitos detalhes sobre o ritmo dessa liberação em mercados diferentes.

Por ora, o recado parece bem claro: o X quer que você pare de editar fora da plataforma, e legendas com fundo personalizado devem ser só o começo.

Reddit vai exigir login no Old Reddit: fim da navegação anônima

O Reddit confirmou que vai passar a exigir login para acessar o old.reddit.com, a versão clássica da plataforma, conhecida como Old Reddit, que ainda mantém uma base fiel de usuários. Segundo a empresa, essa mudança começa a ser liberada ao longo do próximo mês.

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A exigência não chega de uma vez. O Reddit diz que ela será distribuída de forma gradual entre quem ainda usa o Old Reddit. Para saber se a alteração já apareceu para você, o teste é simples: tente abrir o old.reddit.com sem estar logado.

Isso muda um hábito antigo de muita gente. Quem estiver com a conta autenticada ainda poderá usar a interface clássica. Já o reddit.com principal, de acordo com o Reddit, continua acessível sem login. Para o Old Reddit, porém, a navegação anônima deixa de existir.

A explicação oficial da empresa é segurança. O Reddit afirma que o acesso deslogado ao Old Reddit virou uma fonte importante de scraping abusivo e de tráfego automatizado, e que a versão antiga não tem a mesma infraestrutura de proteção que hoje já existe no site principal.

O argumento, no fundo, é este: o old.reddit.com dá mais trabalho para defender contra coleta automatizada de dados e outros usos indevidos. O que o Reddit não fez foi abrir números sobre a dimensão desse problema, nem explicar publicamente que tipo de scraping, em especial, quer barrar com a nova exigência.

A mudança vale só para o old.reddit.com. Isso reduz o impacto imediato para quem já usa a interface mais recente e, ao mesmo tempo, mantém vivos, pelo menos por enquanto, alguns recursos que o público mais antigo da plataforma ainda valoriza. Um deles é o feed r/all, removido da interface principal em abril de 2026, mas que continua disponível no Old Reddit para usuários logados.

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O Reddit também diz que não pretende encerrar o old.reddit.com agora. Só que, ao mesmo tempo, admite que não pode prometer que a interface clássica ficará no ar para sempre. Esse tipo de resposta só reforça a sensação de sobrevida que ronda o Old Reddit há anos. As decisões de produto mais recentes da empresa vêm favorecendo o site principal e o aplicativo oficial, enquanto a experiência antiga vai perdendo espaço devagar, quase sempre sem anúncio dramático.

A exigência de login também combina com um movimento mais amplo do Reddit para controlar com mais rigor quem entra na plataforma e como seus dados são acessados. Entram aí medidas como a Responsible Builder Policy, lançada em 2025, e o fim do acesso público self-service à API do Reddit. Hoje, pelas regras em vigor, desenvolvedores, pesquisadores e moderadores precisam de aprovação para diferentes formas de acesso. É uma mudança importante na maneira como a empresa passou a administrar o próprio ecossistema.

A reação da comunidade, em grande parte, foi ruim. Usuários antigos reclamam da perda da navegação casual e anônima, do incômodo de ter que fazer login e da impressão de que o discurso sobre scraping também pode funcionar como empurrão para levar mais gente às experiências mais novas, e mais alinhadas à estratégia comercial da plataforma.

E ainda há perguntas sem resposta. Ninguém sabe direito qual será o efeito real para moderadores, para usuários que dependem da interface antiga por questões de acessibilidade, para públicos internacionais com conexões mais limitadas e até para a preservação do enorme arquivo histórico do Reddit, caso o Old Reddit acabe aposentado no futuro.

Por enquanto, o recado é claro: o Old Reddit não acabou. Mas ficou mais perto de deixar de ser um espaço aberto.

watchOS 27 já deixa cinco Apple Watch sem suporte: até o Ultra original ficou de fora

O watchOS 27, nova versão do sistema do Apple Watch apresentada pela Apple, já chega com um corte pesado: cinco modelos do relógio ficaram de fora. Não terão suporte ao watchOS 27 o Apple Watch Series 6, o Apple Watch Series 7, o Apple Watch Series 8, o Apple Watch SE de 2ª geração e o Apple Watch Ultra de 1ª geração.

A decisão pegou muita gente de surpresa. Não é comum ver a Apple enxugar dessa forma a lista de relógiOS compatíveis, e desta vez a empresa preferiu concentrar a nova versão nos modelos com hardware mais recente, em vez de manter uma base mais ampla. Pela nova lista de compatibilidade divulgada pela própria Apple, o watchOS 27 roda apenas no Apple Watch Series 9 em diante, no Apple Watch Ultra 2 em diante e também no futuro Apple Watch SE 3.

Na prática, isso deixa uma fatia importante da base instalada sem acesso ao pacote completo de novidades do sistema. O caso mais delicado é o do Apple Watch Ultra original, um modelo premium, ainda relativamente novo, cuja exclusão causou estranhamento entre usuários e também entre analistas.

A Apple afirma que a explicação passa pelas exigências de desempenho dos novos recursos do watchOS 27. Entre eles estão funções mais avançadas da capacidade de processamento disponível a partir do Apple Watch Series 9, do Apple Watch Ultra 2 e do Apple Watch SE 3.

Trata-se de um dos maiores cortes de compatibilidade já vistos na história do Apple Watch. A Apple costuma manter o suporte por mais tempo, e isso ajuda a entender a reação negativa em redes sociais e fóruns, sobretudo entre donos do Apple Watch Ultra de 1ª geração, que esperavam uma vida útil de software mais longa em um relógio topo de linha. A empresa também diz que o watchOS 27 traz outras mudanças visuais e funcionais, como um novo grid dinâmico de apps, uma interface refinada no estilo “liquid glass”, melhorias no Smart Stack e atualizações no Workout Buddy.

Mesmo sem suporte ao watchOS 27, os relógios excluídos não devem ser deixados de lado por completo. A expectativa é que esses modelos continuem recebendo atualizações de segurança e sigam compatíveis com iPhones rodando a versão mais recente do iOS. Isso diminui o impacto imediato para quem não pretende trocar de relógio agora, embora os usuários percam acesso às novidades da próxima geração do sistema.

A Apple também inclui no watchOS 27 recursos de saúde e fitness, como acompanhamento de ciclo voltado para perimenopausa e menopausa, além de mais precisão no monitoramento de corridas em esteira.

Por trás dessa mudança, a Apple continua tentando transformar a Siri em uma experiência mais consistente e pessoal em todo o ecossistema. Só que, desta vez, o avanço dos recursos veio acompanhado de uma conta alta para quem ainda tem um Apple Watch recente. E isso pode recolocar na mesa a discussão sobre longevidade e valor na linha de wearables da marca.