O Spotify começou a testar o “Talk to Spotify”, um recurso em beta que deixa o usuário conversar com o app, por voz ou por texto, para controlar a reprodução e decidir o que ouvir. Nesta fase inicial, a empresa diz que a liberação está acontecendo aos poucos para assinantes Premium nos Estados Unidos, na Irlanda e na Suécia.
Quer saber se a função já apareceu para você? Abra o app do Spotify e procure pelo chat do recurso.
Por enquanto, o teste continua limitado aos assinantes Premium desses três países, e o Spotify ainda não deu nenhuma previsão de quando a ferramenta vai chegar a outros mercados.
Na prática, esse novo chat serve tanto para comandos diretos quanto para descobrir música. Dá para pedir uma faixa específica, trocar de artista, refinar o tipo de recomendação com mensagens na sequência e até fazer perguntas sobre músicas ou podcasts.
O Spotify também colocou nessa novidade recursos voltados para playlists, o que deve ajudar na hora de montar seleções mais ajustadas a diferentes momentos do dia. A ideia é deixar a busca por áudio mais natural e mais rápida, sem obrigar ninguém a ficar pulando entre menus ou procurando manualmente o que quer escutar.
Esse lançamento reforça um movimento que o Spotify já vinha fazendo em direção a experiências mais interativas e personalizadas. O novo chat entra na mesma linha do DJ virtual da plataforma e das ferramentas de criação de playlists por prompt, aumentando o peso da conversa como interface dentro do app.
Segundo o Spotify, o DJ da plataforma já foi usado por cerca de 90 milhões de assinantes, o que indica que há, sim, interesse por recursos que tornem mais simples escolher o que ouvir. E esse passo não acontece no vazio: Amazon Music e YouTube Music também vêm testando ferramentas parecidas para descoberta musical e montagem de playlists.
Ao mesmo tempo, a expansão desse tipo de interface abre discussões para o mercado de música. Entram aí temas como direitos autorais, o risco de saturação com faixas criadas por software, uma possível diluição dos royalties e o efeito disso tudo sobre a visibilidade de artistas independentes ou em início de carreira. Para o público, a promessa é conveniência. Para a indústria, a questão vai ser outra: garantir que essa nova camada de personalização ajude de fato na descoberta, sem deixar o ecossistema ainda mais fechado em torno dos nomes e das músicas que já dominam as recomendações.