Se um vazamento recente, atribuído a uma fonte tratada como confiável, estiver certo, a Samsung pode estar se preparando para encerrar a linha Galaxy Z Flip depois da próxima geração. Nesse cenário, o Galaxy Z Flip 8, que a própria marca deve apresentar em 22 de julho, seria o último integrante da família de dobráveis em formato concha.
A beta mais recente do Galaxy Z Flip 8 reforçou essa conversa e levantou uma hipótese que mexe com a linha de dobráveis da Samsung: o aparelho pode mesmo ser a despedida da família Z Flip.
Os sinais de uma mudança de rumo não parecem ter surgido do nada. Embora, segundo estimativas de mercado citadas pelos rumores, os modelos em formato concha ainda respondam por cerca de 67% do mercado, já dá para perceber uma migração gradual do interesse do público para aparelhos maiores, no estilo livro.
Um dos pontos mais repetidos nesses rumores é o de que os pré-pedidos do Galaxy Z Fold 7 teriam passado à frente dos do Galaxy Z Flip 7 no ano passado, algo que até pouco tempo atrás seria difícil de imaginar. Soma-se a isso a informação de que a Samsung planeja produzir mais unidades do Galaxy Z Fold 8 do que do Galaxy Z Flip 8. Isso fortalece a leitura de que a empresa estaria redirecionando foco e recursos para dispositivos com mais espaço para se diferenciar em tela, multitarefa e produtividade.
Pelo que apareceu até agora, o Galaxy Z Flip 8 não deve trazer uma grande virada. Os vazamentos falam em um visual muito próximo ao da geração anterior, com as mudanças mais visíveis concentradas em chipset e desempenho.
A expectativa, segundo os rumores, é de que o Galaxy Z Flip 8 use o Exynos 2600 em alguns mercados, enquanto os Estados Unidos devem receber uma variante com Snapdragon 8 Elite Gen 5. Esse caráter mais incremental também ajuda a sustentar o rumor sobre o fim da linha, já que analistas vêm apontando que o formato concha oferece cada vez menos espaço para inovação perceptível, ao mesmo tempo em que o custo dos componentes continua subindo.
Entre os fatores citados por relatos do setor aparece até uma suposta crise de RAM, algo que poderia apertar as margens da Samsung e, de quebra, empurrar o preço final do aparelho para cima.
A concorrência também pesa nessa história. A Samsung continua liderando o mercado global de dobráveis, mas essa liderança já não parece tão folgada: a empresa teria fechado o ano passado com cerca de 40% desse mercado, segundo estimativas, e as projeções apontam para uma queda a 31% neste ano, pressionada por rivais como Huawei e Motorola, além da expectativa em torno de uma futura entrada da Apple nesse segmento.
No formato concha, o quadro fica ainda mais sensível. A linha Razr, da Motorola, teria alcançado cerca de 50% do mercado de dobráveis nos Estados Unidos no começo deste ano, também de acordo com estimativas do setor. Ainda não dá para tratar esse rumor como fato até que a Samsung se pronuncie oficialmente, claro, mas não soa absurdo imaginar que o evento de 22 de julho acabe marcando o fim de uma era e o início de uma Samsung mais voltada para dobráveis grandes. E aí, qual é o seu palpite?