O Google Drive começou a liberar no Android e no iPhone dois recursos que, até aqui, estavam restritos à versão web: o Ask Gemini e os resumos automáticos mostrados na busca. Eles tinham aparecido no navegador no começo do ano e, agora, desembarcam também no app móvel do serviço.
De acordo com o Google, a atualização está saindo aos poucos para todos os usuários elegíveis do Drive. Para checar se ela já chegou aí, vale o básico: atualizar o aplicativo e procurar as novidades tanto na busca quanto ao abrir arquivos.
No momento, os recursos ficam disponíveis para assinantes do Google One Premium com Gemini e para clientes elegíveis do Google Workspace. Nessa lista entram os planos Business Standard, Business Plus, Enterprise Standard e Enterprise Plus.
O efeito mais direto no uso do dia a dia é simples: encontrar uma informação sem ter de abrir um arquivo, fechar, abrir outro, e repetir isso várias vezes. Nos resultados de busca, as visões gerais passam a criar resumos rápidos de documentos, planilhas e PDFs. Isso ajuda a bater o olho e entender o que interessa de fato, além de cortar um pouco daquele tempo perdido procurando um detalhe no meio de pastas lotadas.
O Ask Gemini vai por outro caminho. Ele funciona como uma conversa dentro do próprio Google Drive, com espaço para perguntas sobre um arquivo específico ou até sobre uma pasta inteira, em várias etapas. Dá para começar com uma dúvida mais ampla e ir afunilando depois, com novas perguntas.
Entre os exemplos mostrados pelo Google está a busca em linguagem natural, com perguntas como “qual foi o orçamento aprovado para o rebranding de 2027?”. A ideia é deixar o Gemini vasculhar documentos, planilhas e PDFs para montar a resposta. Em alguns casos, o sistema também cruza informações com outros serviços do Google Workspace, como Gmail e Google Agenda, se isso ajudar a responder à consulta. Na prática, o Drive vai ficando mais próximo de um assistente de produtividade capaz de achar e condensar conteúdo espalhado por diferentes apps do Google.
O Google diz que tudo isso respeita os controles de segurança e as permissões que já existem na conta. Em outras palavras, o Gemini só acessa arquivos e dados que você já pode visualizar. Ainda assim, levar esse tipo de recurso para o celular deve reacender a discussão sobre privacidade, principalmente para quem guarda no Drive documentos pessoais, contratos ou arquivos mais sensíveis.
E esse ponto não some só porque há limitações de acesso. Para parte dos usuários, a simples ideia de um sistema analisando esse conteúdo já é motivo de cautela. O lançamento tem suporte para inglês e 28 idiomas, segundo a empresa, embora ela ainda tenha dito pouco sobre desempenho por região e sobre possíveis diferenças entre as plataformas.
A chegada ao app móvel deixa mais clara a direção do Google: encaixar o Gemini em toda a suíte do Google Workspace, agora também no bolso do usuário.