Em 2025, o calor extremo deixou de parecer uma exceção e entrou de vez na rotina de muitas famílias. Dentro de casa, ele traz riscos reais para a saúde, sobretudo em moradias sem resfriamento adequado. Ainda assim, há medidas simples, fáceis de colocar em prática, que já ajudam a deixar o ambiente mais tolerável e a diminuir o risco nos dias mais quentes.
Numa casa com cinco pessoas, reforçar a hidratação, barrar a entrada do sol e evitar atividades nos horários mais pesados do dia já faz diferença para atravessar os picos de temperatura com mais segurança. E isso vem ficando mais urgente: segundo relatórios internacionais sobre calor, 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, atrás apenas de 2024 e 2023, enquanto 41 países bateram ou igualaram recordes nacionais de calor entre 2022 e 2025.
Entre as atitudes que mais ajudam está beber água ao longo do dia, sem esperar a sede dar o aviso. Especialistas lembram que, em períodos de calor intenso, a sede pode aparecer tarde demais e já indicar desidratação. Por isso, o melhor caminho é manter a ingestão regular, inclusive no caso de crianças e idosos.
Também ajuda fechar cortinas e persianas nas horas em que o sol bate direto, principalmente nas janelas voltadas para a tarde, e aproveitar o ar da noite ou do começo da manhã para ventilar a casa. Ventiladores funcionam melhor quando servem para fazer o ar circular em ambientes sombreados, e banhos mornos ou frios costumam aliviar rápido a sensação de calor no corpo.
Outras medidas práticas passam por trocar roupas pesadas por peças claras, soltas e respiráveis, como as de algodão, evitar forno e fogão ligados por muito tempo e dar preferência a refeições frias ou mais leves. Se der, deixe tarefas físicas e exercícios ao ar livre para antes das 10h ou depois das 16h, quando o calor normalmente começa a ceder.
Tem um ponto que muita gente ainda ignora: o risco não fica só na rua. Segundo pesquisas sobre mortalidade associada ao calor, muitas mortes relacionadas ao calor acontecem dentro de casas sem resfriamento adequado. Em termos práticos, montar um plano doméstico para os dias mais quentes pesa tanto quanto evitar o sol forte.
Esse cuidado passa por prestar atenção em sinais de alerta como tontura, dor de cabeça, fraqueza, náusea, pele muito quente e confusão mental. Nos casos mais graves, o quadro pode evoluir para exaustão pelo calor ou insolação, situações que exigem atendimento imediato.
Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. Para essas pessoas, a combinação de temperatura alta com desidratação pode piorar depressa. Por isso, é essencial verificar se estão bebendo água, descansando em um lugar fresco e longe de esforço físico.
Quando a casa não consegue oferecer resfriamento suficiente, a orientação é procurar espaços públicos climatizados, como centros de acolhimento, bibliotecas e shoppings. Em episódios extremos, passar algumas horas em um ambiente mais fresco já pode reduzir bastante a sobrecarga térmica no corpo.
Segundo a NASA, há evidência inequívoca de que a Terra está aquecendo em um ritmo sem precedentes. Na prática, isso quer dizer ondas de calor mais frequentes, mais longas e mais intensas. Nesse cenário, soluções simples e acessíveis deixam de ser só uma questão de conforto e passam a funcionar como medida de segurança para toda a casa.