A conversa sobre um possível remake de Super Mario 64 no aniversário de 30 anos do jogo na América do Norte, em 26 de setembro de 2026, voltou a esquentar entre fãs, criadores de conteúdo e parte da imprensa especializada. Só que, até aqui, a posição oficial da Nintendo continua bem simples: não. A empresa não anunciou nenhum projeto comemorativo ligado a Super Mario 64, e toda a discussão de agora nasce de expectativa, leitura de mercado e do peso histórico que o jogo ainda carrega.
E não é difícil entender por quê. Super Mario 64 não ficou marcado só pela nostalgia. Lançado originalmente pela Nintendo para o Nintendo 64, o jogo ajudou a moldar a linguagem dos plataformas em 3D, influenciando câmera, movimentação, level design e até o jeito como mundos tridimensionais são percorridos até hoje. Quase três décadas depois, essa importância continua visível, e muita coisa apresentada ali ainda aparece, de forma direta ou indireta, em jogos modernos. Por isso, a ideia de uma nova versão soa tão atraente, tanto para quem jogou na época quanto para um público mais novo.
Parte do otimismo dos fãs vem da estratégia recente da própria Nintendo. O anúncio de remakes de outros nomes grandes do Nintendo 64, como Star Fox 64 e The Legend of Zelda: Ocarina of Time, levou muita gente a tratar Super Mario 64 como o próximo passo lógico. Só que, na prática, isso ainda é uma hipótese bem plausível , não um plano confirmado. Super Mario 64, aliás, já voltou antes em novas versões: em 2004, ganhou um remake para Nintendo DS, com personagens extras e mudanças no conteúdo; em 2020, reapareceu em Super Mario 3D All-Stars, segundo a própria Nintendo. A versão de Nintendo DS dividiu opiniões por causa dos controles e de algumas mudanças de design. Já Super Mario 3D All-Stars acabou visto mais como um port melhorado do que como uma reconstrução completa.
Se esse remake realmente sair, a expectativa já está lá em cima. A comunidade costuma repetir quase a mesma lista de pedidos: gráficos modernos, câmera muito mais ajustada, controles atualizados, conteúdo restaurado ou expandido e, acima de tudo, respeito ao “feeling” do original. Esse interesse que não some também aparece na cena de mods e nos remakes feitos por fãs, que segue ativa há anos, mesmo com o histórico da Nintendo de agir na Justiça contra projetos não oficiais.
Há ainda quem prefira outro caminho. Muita gente acha que a Nintendo deveria apostar em um Mario 3D inédito, em vez de correr o risco de mexer num clássico que muita gente trata como intocável. Um remake desse tamanho teria de acertar um equilíbrio delicado entre nostalgia e novidade, e qualquer escorregão viraria debate instantaneamente. Ainda não dá para cravar nada sem um anúncio oficial da Nintendo. Mesmo assim, a proximidade da data simbólica e o tamanho de Super Mario 64 na história dos videogames fazem parecer improvável que essa especulação perca força tão cedo. E você, arrisca algum palpite?