A Square Enix deixou escapar, em uma reunião recente com acionistas, que existe a possibilidade de levar Final Fantasy XV ao Nintendo Switch. Só isso. Até aqui, a própria empresa não confirmou remake, remaster, nem um relançamento mais amplo para os consoles atuais.
Quem estava esperando o anúncio de um remake, de uma remasterização ou até de uma nova edição para a geração atual vai ter que segurar a expectativa mais um pouco. O que a Square Enix disse, por enquanto, foi apenas que pode estudar um port, e isso surgiu durante essa conversa com acionistas. Ainda assim, bastou essa fresta para o RPG voltar ao centro das discussões e reacender uma velha briga entre os fãs.
Tem gente que vê em Final Fantasy XV um jogo que ainda merece uma segunda chance, agora em uma edição definitiva. Outros olham para a ideia com desconfiança e acham que revisitar um título tão divisivo seria só mexer de novo em problemas que nunca chegaram a ser resolvidos de verdade.
É bem menos do que parte dos jogadores queria ouvir, e também bem menos do que certos rumores faziam parecer no começo de 2025, quando começaram a circular especulações sobre uma versão mais ambiciosa, com combate retrabalhado e uma narrativa mais amarrada. A Square Enix, porém, não endossou nada disso.
Lançado em 2016 pela Square Enix, Final Fantasy XV sempre teve uma recepção meio partida ao meio. O jogo recebeu elogios pelo mundo aberto, pelo combate mais puxado para a ação e, principalmente, pela química entre Noctis, Ignis, Gladiolus e Prompto. Até hoje, esse quarteto segue entre as partes mais queridas da aventura.
Do outro lado, a história virou alvo frequente de críticas. Muita gente apontou uma narrativa fragmentada, saltos bruscos no roteiro e aquela sensação persistente de que estavam faltando peças importantes. A ideia de “jogo incompleto” acompanha Final Fantasy XV desde o lançamento, e isso ainda pesa bastante na reputação dele.
Na tentativa de expandir esse universo, a Square Enix apostou em DLCs, numa série em anime e até num filme para complementar a experiência.
Esse material até aprofundou personagens e eventos, mas também fortaleceu uma crítica que aparecia o tempo todo: para entender Final Fantasy XV por inteiro, o jogador precisava correr atrás de conteúdo espalhado em várias mídias.
A situação ficou ainda pior quando episódios adicionais planejados para Final Fantasy XV foram cancelados. Para muitos fãs, foi aí que se consolidou de vez a impressão de que o projeto nunca chegou perto de atingir tudo o que poderia.
Ao mesmo tempo, quem defende um relançamento enxerga nisso uma chance rara de reorganizar a história, incorporar conteúdo que ficou de fora e, enfim, entregar a tal versão definitiva esperada desde 2016. Já os críticos se perguntam se Final Fantasy XV realmente merece esse esforço, justamente por causa da estrutura quebrada e da dependência excessiva de material externo.
Ainda não dá para cravar nada antes de a Square Enix publicar comunicados oficiais. Mesmo assim, a simples possibilidade já basta para deixar claro que qualquer volta de Final Fantasy XV passaria longe de ser consenso, ainda mais num momento em que a discussão parece mais forte entre fãs e veículos da América do Norte e da Europa, existe pouca clareza sobre como o jogo é visto no Japão e quase não há detalhes concretos sobre o que esse eventual retorno incluiria.
E aí, qual é o seu palpite?