A Valve liberou hoje, sem alarde, suporte oficial ao Windows no Steam Machine. Os drivers já estão na página de suporte da Steam. Isso abre caminho para instalar o sistema da Microsoft no aparelho e usar esse PC de sala fora do ecossistema do SteamOS. Há um porém, e ele é grande: por enquanto, a instalação exige apagar completamente o SteamOS de fábrica, e ainda não existe dual boot.
Em outras palavras, quem quiser colocar o Windows agora vai precisar zerar o sistema original. Ainda não dá para manter os dois sistemas no mesmo dispositivo, então não se trata de um teste simples para ver como fica.
Segundo a Valve, o pacote liberado cobre os componentes centrais do hardware, incluindo gráficos, Wi‑Fi, Bluetooth e o leitor de cartão SD. Com isso, o Steam Machine já pode rodar Windows com suporte oficial, sem depender de gambiarra, driver achado em fórum ou solução improvisada pela comunidade.
Para parte do público, esse passo já era esperado. O SteamOS evoluiu bastante e entrega uma experiência mais integrada para jogar na sala, mas o Windows ainda segue como a opção de maior compatibilidade. Isso vale para games com sistemas de anti-cheat que ainda não funcionam direito no SteamOS e também para serviços como o Xbox Game Pass para PC.
O ponto mais delicado continua sendo a falta de dual boot neste momento, e a Valve deixa claro que a troca não funciona como um experimento sem compromisso: quem fizer o procedimento vai ter de escolher um lado, ao menos por enquanto. A notícia menos dura vem depois. A empresa diz que está trabalhando em uma solução oficial e promete, para uma atualização futura do instalador do SteamOS, um assistente de dual boot que facilite a convivência entre os dois sistemas no mesmo SSD.
Isso também reforça a maneira como a Valve tenta vender o Steam Machine, como um PC aberto, não como um console fechado. Por esse ângulo, fica mais fácil entender por que o hardware não segue a lógica de subsídio tão comum nos consoles tradicionais. A ideia é dar liberdade para instalar outros sistemas e usar outras lojas e serviços.
O Steam Machine de 2026 marca a volta da marca depois do fim da linha original, descontinuada em 2018. As primeiras análises elogiaram o design compacto, a operação silenciosa e a experiência bem acabada com o SteamOS. Mesmo assim, o aparelho também apanhou pelo preço inicial acima de 1.000 dólares e por entregar um desempenho mais próximo do segmento intermediário.
No uso real, o suporte oficial ao Windows deixa o produto mais atraente para um público maior, mesmo que a experiência fora do SteamOS ainda possa ser menos redonda. Para quem prioriza compatibilidade total, é uma novidade bem-vinda. Já para quem quer só ligar e jogar, talvez ainda seja melhor esperar a chegada do dual boot.