Switch 2 OLED pode custar US$ 600: beta indica nova versão

As notícias mais recentes sobre o Nintendo Switch 2 apontam para uma possibilidade bem interessante: o novo console da Nintendo pode, sim, ganhar uma versão com tela OLED. De acordo com reportagens da imprensa asiática, a Samsung Display estaria fazendo força para fornecer esses painéis, repetindo o movimento que já fez no primeiro Nintendo Switch OLED e tentando reativar a parceria da geração passada.

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Se essa ideia for adiante, ainda segundo a imprensa asiática, a grande mudança estaria na tela Full HD, com resolução de 1.920 x 1.080 pixels. Seria um salto considerável diante do painel de 720p do Nintendo Switch OLED original, com potencial para deixar os jogos mais nítidos no modo portátil e dar ao aparelho um apelo visual bem mais forte.

A presença da Samsung Display nessa conversa não surpreende, por causa do histórico entre as empresas. Para a Nintendo, porém, a escolha parece passar menos pela qualidade da imagem em si e mais por conta de planilha: memória e semicondutores continuam caros, seguem disputados no mercado global e apertam a margem da companhia para lançar versões mais sofisticadas sem jogar esse custo extra no preço final.

Hoje, de acordo com a imprensa asiática, o foco da Nintendo estaria em cortar os custos de fabricação do Nintendo Switch 2. E é exatamente aí que o OLED começa a pesar, porque a diferença de preço entre os painéis LCD usados hoje e um painel OLED ainda aparece como o principal entrave para aprovar essa nova versão.

Esse aperto ficou mais visível depois do reajuste recente do console. Em setembro de 2026, segundo a imprensa asiática, o Nintendo Switch 2 padrão passou a custar US$ 499 nos Estados Unidos, um aumento de US$ 50 sobre o valor anterior. Analistas já trabalham com a ideia de que um modelo com OLED poderia chegar com um ágio de dois, talvez até três dígitos, o que já abre margem para especulações na casa dos US$ 600 ou até mais.

Para uma empresa que sempre tratou preço com bastante cuidado, esse ponto pega. A Nintendo sabe que existe público para uma edição premium, só que ainda não está nada claro quantas pessoas de fato aceitariam pagar tão mais caro apenas por uma tela melhor.

O calendário também não ajuda quem está esperando novidade cedo. Fontes do setor dizem que o desenvolvimento poderia começar no fim de 2026, enquanto a produção em massa ficaria para o fim de 2027 ou começo de 2028. Se um Nintendo Switch 2 OLED realmente existe, ele ainda parece bem distante das lojas.

No meio disso tudo, a imprensa asiática diz que a Nintendo já estaria mexendo no hardware atual para lidar com a pressão na cadeia de suprimentos. Fala-se numa possível revisão com tela LCD da Sharp para corrigir problemas como ghosting e até num modelo europeu revisado com bateria substituível pelo próprio usuário, em resposta às novas exigências da União Europeia.

Ainda não dá para cravar nada sem um comunicado oficial da Nintendo. Mesmo assim, a possibilidade faz sentido quando se olha para o histórico com a Samsung Display. O problema é o momento do mercado, que deixa essa ambição bem mais difícil de sair do papel e virar produto de verdade.

E você, arrisca algum palpite?

Elden Ring ganha novo fôlego em 2024: DLC gigante e novo mangá

Elden Ring, RPG de ação da FromSoftware publicado pela Bandai Namco, voltou com força ao centro das conversas em 2024 por causa de duas novidades grandes: a expansão Shadow of the Erdtree e o terceiro volume do mangá The Road to the Erdtree. Depois de dominar o papo entre jogadores no lançamento original, o jogo ganhou um novo impulso, sobretudo com o DLC Shadow of the Erdtree, lançado em 21 de junho de 2024 para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC, segundo informações oficiais da Bandai Namco e da FromSoftware.

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Para quem já tinha estrada no jogo, Shadow of the Erdtree trouxe outra longa sequência de desafios. Para quem ainda estava olhando de longe, a expansão acabou funcionando como aquele empurrão que faltava para finalmente entrar em um dos maiores fenômenos recentes dos games.

Com direção de Hidetaka Miyazaki, Shadow of the Erdtree foi apresentado pela FromSoftware como a maior expansão que o estúdio já produziu e leva o jogador à Terra das Sombras, uma região descrita oficialmente como maior que Limgrave, uma das áreas mais conhecidas do jogo-base. Não é só mapa novo. O conteúdo também adiciona mais de 10 chefes inéditos, 8 novas categorias de armas e um sistema próprio de progressão, com buffs específicos do DLC, de acordo com a Bandai Namco e a FromSoftware.

No jogo mesmo, isso mexe no ritmo da exploração e obriga até gente experiente a repensar build e estratégia. A recepção crítica veio forte, com elogios ao tamanho da expansão, ao senso de descoberta, ao design dos ambientes, ao nível de desafio e à variedade das novas armas. Ainda assim, parte da comunidade levantou ressalvas sobre alguns chefes e sobre o desenho de certas áreas, o que manteve viva aquela tradição de discussões intensas que sempre cerca os jogos do estúdio.

Só que Shadow of the Erdtree não fica liberado logo de cara. Para entrar no DLC, você precisa derrotar Starscourge Radahn e Mohg, Lord of Blood no jogo-base, conforme os requisitos oficiais divulgados pela Bandai Namco e pela FromSoftware.

Para alguns novatos, isso virou uma barreira real. Ao mesmo tempo, reforçou a sensação de que a expansão foi pensada como um endgame de verdade para quem já tinha avançado bastante na campanha principal. E os números mostram que esse fôlego renovado não ficou restrito às redes sociais: 30 milhões de cópias vendidas até abril de 2025, enquanto Shadow of the Erdtree superou 5 milhões de unidades já na primeira semana, segundo a Bandai Namco e a FromSoftware.

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Isso ajuda a firmar a marca como uma das mais importantes tanto para a Bandai Namco quanto para a própria FromSoftware, ainda mais num momento em que a franquia começa a ocupar espaço além do formato tradicional.

A outra novidade relevante de 2024 foi o volume 3 de Elden Ring: The Road to the Erdtree, lançado em maio. Bem diferente do clima sombrio do game, o mangá acompanha o Tarnished Aseo numa versão cômica e satírica desse universo, brincando com situações, personagens e absurdos que os fãs do jogo original reconhecem na hora.

Para os fãs, Elden Ring: The Road to the Erdtree serve ao mesmo tempo como uma porta de entrada mais leve para o universo de Elden Ring e como sinal de que a série já encontrou lugar também fora dos consoles e do PC. E a franquia ainda está longe de perder força: a FromSoftware já anunciou Elden Ring: Nightreign, um jogo standalone focado em cooperação e sobrevivência, previsto para 2025.

Enquanto isso, a especulação sobre uma continuação completa segue forte, embora ainda não exista confirmação oficial. De todo modo, 2024 deixou claro que a série continua muito viva e com força de sobra para atrair tanto os fãs de longa data quanto uma nova geração de jogadores. E você, arrisca algum palpite?

Microsoft admite alta de 25% nas emissões em 2025: uso de fósseis também cresceu

No novo relatório de sustentabilidade, a Microsoft reconheceu que suas emissões de carbono ficaram 25% acima, em 2025, da linha de base definida pela própria empresa. O dado pesa porque mostra que as metas climáticas seguem sob pressão, mesmo depois de anos de promessas públicas de redução. No mesmo documento, a companhia também admitiu que o uso de combustíveis fósseis cresceu no período.

Há outro número difícil de contornar ali. Segundo o relatório, a Microsoft passou a usar mais combustíveis fósseis nesse mesmo intervalo. Isso deixa mais visível o custo ambiental da expansão da empresa, sobretudo em frentes como energia, construção e logística.

O documento liga esse avanço nas emissões, em grande parte, ao crescimento da estrutura física da Microsoft e à cadeia de suprimentos necessária para manter seus serviços funcionando. Entra de tudo aí: da fabricação de materiais à construção e à manutenção das instalações.

A Microsoft vinha sustentando metas ambiciosas para encolher sua pegada climática ao longo da década. Só que os números mais recentes mostram um trajeto mais complicado do que o discurso sugeria. As emissões não caíram. Continuam acima do nível de referência, o que abre dúvidas sobre a velocidade real dessa transição para operações mais limpas.

O balanço traz ainda um ponto que chama atenção pelo peso que tem: o aumento no uso de combustíveis fósseis. Mesmo com investimentos em energia renovável e contratos de longo prazo para eletricidade de baixo carbono, uma parte da operação da Microsoft ainda depende de gás natural e diesel, seja para geração de energia, transporte ou apoio a novas instalações.

E isso ajuda a entender por que comprar mais energia limpa não bastou para neutralizar o impacto total da expansão da empresa. Em negócios digitais que operam nessa escala, construir data centers, sustentar uma demanda elétrica enorme e usar equipamentos que consomem muitos materiais pode empurrar as emissões para cima, mesmo quando existem iniciativas paralelas de descarbonização.

A meta pública da Microsoft continua de pé: tornar-se uma empresa com impacto negativo em carbono até 2030, ou seja, remover da atmosfera mais carbono do que emite. O relatório, porém, deixa claro que esse objetivo vai exigir mudanças mais profundas do que as que apareceram até agora.

Entre os caminhos possíveis estão acelerar a troca de combustíveis fósseis, cobrar cortes de emissões dos fornecedores e ampliar os investimentos em tecnologias de remoção de carbono. Ainda assim, analistas e grupos ambientais costumam lembrar que comprar créditos ou compensações, por si só, não resolve o problema se as emissões operacionais continuarem subindo.

No fim, a mensagem é bem direta: até as maiores empresas de tecnologia ainda encontram dificuldade real para crescer sem aumentar o impacto ambiental. No caso da Microsoft, 2025 deixou isso exposto. E essa conta ainda está longe de fechar.

God of War Laufey já tem edição em disco confirmada no PlayStation

A Santa Monica Studio confirmou hoje que God of War Laufey também vai sair em mídia física. O anúncio pesa ainda mais por causa do momento em que foi feito: a Sony Interactive Entertainment já disse que pretende encerrar, a partir de janeiro de 2028, a produção de discos para novos jogos de PlayStation.

Isso muda a leitura sobre a janela de lançamento. Se houver edição física de God of War Laufey, tudo indica que o jogo está sendo preparado para estrear em 2027, ou ao menos antes desse corte oficial. Caso esse calendário se sustente, o novo God of War tem boas chances de virar um dos últimos grandes exclusivos do ecossistema PlayStation a chegar às lojas no formato tradicional.

A Santa Monica Studio ainda não falou em data, mas o simples fato de existir uma versão em disco já diz bastante. Com a Sony Interactive Entertainment planejando parar de fabricar discos para lançamentos inéditos em janeiro de 2028, qualquer jogo first-party confirmado nesse formato passa, na mesma hora, a entrar na conversa sobre quem chega antes da virada.

Para quem coleciona, isso tem um peso que vai além da logística. God of War é uma das franquias mais valiosas da marca PlayStation, então ver um novo capítulo ainda saindo em disco acaba soando como despedida de uma era, tanto para colecionadores quanto para o varejo.

A explicação da Sony Interactive Entertainment é direta: a decisão acompanha a forma como o público já compra jogos hoje. No último ano fiscal, de acordo com a própria Sony, quase quatro quintos das vendas de jogos completos de PS4 e PS5 aconteceram no digital. O disco, na prática, já deixou de ser o padrão para a maior parte dos consumidores.

Tem também a conta financeira, que é bem simples de entender. Sem prensagem, embalagem, transporte e a fatia do varejo físico, a empresa melhora suas margens e ainda simplifica a distribuição. Nos relatórios, faz todo sentido. Fora deles, nem tanto para todo mundo.

A migração para o digital gerou críticas imediatas entre consumidores e parte da indústria. O motivo não é pequeno: entram aí discussões sobre direito de propriedade, preservação histórica e o risco de preços mais altos num mercado sem revenda de usados e sem a concorrência direta das lojas físicas. Já existe, inclusive, uma petição pedindo que a Sony reconsidere a medida, e ela vem reunindo bastante apoio.

Tem um lado prático nessa história que costuma aparecer menos, mas pesa muito para muita gente. Quem vive em regiões com internet lenta ou cara sente isso na hora. Públicos específicos, como militares em serviço fora de casa, também. Organizações como a Video Game History Foundation vêm alertando que a preservação legal dos jogos fica mais complicada quando tudo depende de servidores e licenças digitais.

Analistas enxergam a decisão da Sony Interactive Entertainment como parte de um movimento maior da indústria. A expectativa é que a Nintendo seja a última grande fabricante a sustentar apoio forte à mídia física por mais tempo. Ao mesmo tempo, até blockbusters multiplataforma podem acabar migrando para formatos híbridos: relatos apontam que Grand Theft Auto 6, da Rockstar Games, pode chegar numa “caixa com código”, e não em disco tradicional.

Quem mais deve sentir esse impacto são as redes especializadas, o mercado de usados e até estúdios menores, que muitas vezes ganham uma vitrine extra nas prateleiras. Nesse quadro, God of War Laufey aparece como um dos últimos lançamentos realmente grandes a manter o formato físico vivo no PlayStation. Ainda que por pouco.

Amazon já cortou 57 mil vagas corporativas: enxugamento histórico avança

A Amazon acaba de aprofundar um enxugamento que já entrou para a história da empresa. Desde 2022, foram mais de 57 mil postos corporativos eliminados, algo como 16% de toda a força de trabalho administrativa, no maior corte de empregos que a companhia já fez.

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Nas rodadas mais recentes, vieram primeiro cerca de 14 mil demissões e depois outras 16 mil. E não foi só quem saiu que sentiu o baque. Funcionários que ficaram descrevem mais trabalho nas costas, um equilíbrio cada vez pior entre vida pessoal e profissional e a ansiedade constante de viver à espera da próxima leva de cortes.

As demissões passaram por áreas centrais do grupo, entre elas Amazon Web Services (AWS), Prime Video, varejo e a divisão de RH, chamada internamente de People Experience and Technology (PXT).

Enquanto enxuga de um lado, a Amazon continua contratando em frentes tratadas como estratégicas. Isso reforça a leitura de que não se trata só de cortar gastos de forma linear, mas de deslocar recursos dentro de casa. A explicação oficial fala em reduzir burocracia, achatar camadas de gestão e ganhar eficiência. Analistas, porém, enxergam outra peça importante nesse movimento: trocar parte da despesa com pessoal por investimentos pesados em infraestrutura e automação. Pelas contas deles, a economia anual com as demissões deve ficar na casa dos 6 bilhões.

Para quem saiu, o golpe veio dobrado. Além de perder espaço numa das maiores empresas do mundo, muita gente foi parar num mercado já congestionado por demissões em outras gigantes, como Meta, Microsoft, Cisco e Oracle.

Com isso, a recolocação ficou bem mais lenta do que no período de contratação frenética da tecnologia. Se antes uma busca por emprego podia levar algo em torno de quatro meses, agora muitos profissionais relatam 12 a 18 meses até achar uma vaga parecida com a anterior. Em vários casos, a alternativa tem sido aceitar salários menores, assumir funções abaixo do nível que ocupavam ou até mudar de setor.

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Lá dentro, entre funcionários e ex-funcionários, a expressão que aparece é “culpa do sobrevivente”. As equipes encolheram, mas metas e volume de entregas não caíram no mesmo ritmo. Na prática, isso virou acúmulo de funções, times mais enxutos e a sensação permanente de que qualquer reorganização pode colocar novos nomes na lista.

É por isso que essas demissões já não são lidas apenas como um ajuste passageiro. Nos relatórios de analistas e nos relatos de quem trabalha ou trabalhou na empresa, elas apontam para uma mudança mais funda: companhias de tecnologia operando com menos gente, mais automação e foco concentrado nas áreas que prometem retorno mais rápido. A Amazon é um dos casos mais visíveis, só que está longe de ser exceção. Estimativas para o setor de tecnologia nos Estados Unidos falam em cerca de 140 mil cortes em 2023, ao mesmo tempo em que várias empresas combinaram demissões em massa com mais investimento em novas plataformas e capacidade computacional.

Há também um acerto de contas com a expansão da pandemia. Naquele período, a Amazon contratou agressivamente para dar conta da explosão do comércio eletrônico e dos serviços digitais. Agora refaz a estrutura para um ritmo de crescimento mais moderado, e os efeitos já apareceram em vários países, com 370 cortes corporativos em Luxemburgo e o fechamento de sete armazéns em Quebec, atingindo 1.900 funcionários e 2.800 entregadores terceirizados.

Para o mercado, o recado é direto: acabou a fase do crescimento a qualquer preço. Para quem trabalha, ou trabalhava, a fatura continua chegando.

Meta acaba de apresentar o Meta Compute: data centers viram nova aposta de receita

A Meta Platforms acaba de colocar na mesa o Meta Compute, uma iniciativa com a qual a empresa pretende alugar capacidade computacional que está sobrando e, de quebra, oferecer seus modelos para clientes de fora.

No mercado, a leitura foi bem direta: Wall Street viu aí a chance de abrir uma nova fonte de receita, mais parecida com nuvem e menos amarrada à publicidade. Era justamente o tipo de resposta que muita gente vinha cobrando, depois de meses de pressão por causa do volume pesado de gastos com infraestrutura.

Segundo dados de mercado, as ações da Meta avançaram cerca de 6% na sexta-feira e acumulavam alta de aproximadamente 15% na semana. Foi o melhor desempenho semanal desde o começo de 2024, depois de o papel ter ficado para trás mesmo com o Nasdaq-100 subindo perto de 18% no ano.

O anúncio também mexe com a crítica que mais pesava sobre a empresa nos últimos meses. Segundo a Meta, a companhia elevou sua projeção de investimentos para 2026 para algo entre 125 bilhões e 145 bilhões, e uma fatia relevante desse total vai para expansão de infraestrutura. Até aqui, esse gasto vinha sendo tratado como agressivo demais para um retorno que seguia pouco claro.

O humor mudou rápido.

Dados de mercado mostram que o volume de opções negociadas passou de 3 vezes a média dos últimos 30 dias, e 78% dos 1,8 bilhão em prêmios estavam ligados a calls. É um sinal forte de mudança de posicionamento, e isso aconteceu antes mesmo de aparecer qualquer receita relevante.

Parte desse entusiasmo veio de modelos de avaliação mais ousados. A Wolfe Research calcula que cada gigawatt de capacidade monetizada, num ritmo de cerca de 25 bilhões por ano, poderia aumentar o lucro por ação em algo perto de 20%.

Não surpreende, então, que os preços-alvo para 12 meses comecem a se agrupar na faixa dos 800 por ação, com estimativas de analistas publicadas entre 720 e 869.

Ao mesmo tempo, a Meta tenta deixar claro que não está colocando todas as fichas numa frente só. Segundo a própria empresa, ela liberou acesso pago ao modelo Muse Spark 1.1 por meio da nova Meta Model API, lançou as ferramentas Muse Image e Muse Video e continua acelerando o programa de chips MTIA.

A primeira geração do chip Iris deve entrar em produção em massa em setembro de 2026, segundo a Meta.

Outra peça importante dessa tese passa pelo controle de custos.

Se conseguir ampliar o uso de chips próprios e ganhar eficiência nos data centers, a Meta tende a depender menos de fornecedores externos e a reduzir o custo da operação ao longo do tempo. Algumas estimativas de analistas falam em queda de até 35% nos custos de data center em 2027.

Mesmo assim, o rali não apaga os riscos. O Meta Compute ainda não vendeu nada, a Meta nunca operou um negócio de nuvem para clientes externos em larga escala e, se levar isso adiante, vai disputar espaço diretamente com rivais que já estão muito à frente, como Amazon Web Services (AWS), Microsoft Azure e Google Cloud.

Há ainda um ponto delicado nessa história. Vender capacidade excedente pode ser visto como uma forma inteligente de monetizar o que já foi construído, mas também pode passar a mensagem de que a Meta levantou infraestrutura além do necessário.

Por enquanto, Wall Street preferiu ficar com a primeira interpretação. O próximo teste será mostrar que essa narrativa nova consegue sair do PowerPoint e virar receita de verdade. E você, arrisca algum palpite?

Estrela de Tabby ganha nova pista: pode ter um planeta gigante

A Estrela de Tabby, ou KIC 8462852, acaba de ganhar uma explicação mais convincente para o seu escurecimento misterioso, pelo menos de acordo com um estudo divulgado em 2026. A nova pista aponta para um possível planeta gigante no sistema, que poderia ajudar a provocar os mergulhos irregulares de brilho que transformaram essa estrela em um dos objetos mais comentados do céu.

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O trabalho não fecha o caso, claro, mas reforça uma virada importante no debate científico. As evidências foram empurrando a discussão para um cenário bem mais terreno, por assim dizer: poeira, cometas e outros corpos pequenos, todos eles mexidos por perturbações gravitacionais. A velha ideia de engenharia extraterrestre, que por um tempo dominou manchetes e imaginação pública, hoje parece bem menos provável.

A KIC 8462852 chamou atenção justamente porque suas quedas de brilho fogem do padrão esperado. Não era o tipo de escurecimento regular e previsível que se vê quando um planeta passa na frente da estrela. Em alguns momentos, a luz caiu cerca de 22%. Não é pouca coisa. Foi esse comportamento, lá em 2015, que abriu espaço para especulações mais exóticas, incluindo a hipótese de uma megaconstrução alienígena, como uma esfera de Dyson, bloqueando parte da luz estelar.

A ideia viralizou rápido, mas nunca chegou a ser a preferida da maior parte dos pesquisadores. O jogo começou a mudar com observações posteriores, que mostraram um detalhe importante: o material responsável pelo bloqueio absorvia mais luz azul do que vermelha. Esse tipo de assinatura combina com poeira espalhando a luz, não com uma estrutura opaca gigantesca. Traduzindo: o “culpado” parecia cada vez menos artificial e cada vez mais difuso, natural, bagunçado.

Agora surgiu mais uma peça nessa história. Astrônomos relatam, no estudo divulgado em 2026, um único evento de trânsito observado em setembro de 2019. O sinal teria durado cerca de 21 horas e, segundo a análise, sugere a presença de um possível planeta gigante, com massa estimada em torno de 10 vezes a de Júpiter.

Como só um trânsito foi detectado, o objeto ainda entra na categoria de candidato, não de planeta confirmado. Mesmo assim, ele pode ser uma peça bem importante do quebra-cabeça. Um corpo tão massivo teria força suficiente para desorganizar gravitacionalmente cometas, planetesimais e outros detritos do sistema, empurrando esse material para a nossa linha de visão e produzindo justamente os apagões irregulares observados ao longo dos anos. Astrônomos como Jason Wright e Tabetha Boyajian já vinham se afastando das explicações alienígenas fazia tempo, apostando mais em cenários ligados a poeira e a pequenos corpos perturbados ou até destruídos.

Ainda assim, ninguém pode dizer que o mistério foi resolvido. A Estrela de Tabby continua cercada de perguntas em aberto. Entre as hipóteses que seguem na mesa estão detritos de uma exolua destruída, variabilidade intrínseca da própria estrela, efeitos provocados por uma estrela vizinha e até aquele escurecimento gradual de longo prazo que já apareceu em discussões anteriores na literatura científica.

Esse caso também tem um componente raro e muito interessante de participação pública. O comportamento estranho da estrela foi identificado inicialmente por voluntários do projeto Planet Hunters, e o monitoramento contínuo ganhou força em 2016 com uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou mais de 100 mil para bancar tempo de observação em telescópios.

Mesmo que ainda não dê para confirmar o achado antes de a equipe do estudo publicar comunicados oficiais, a ideia de que um planeta gigante esteja por trás de parte desse mistério soa cada vez mais plausível. E você, arrisca algum palpite?

Apple processa OpenAI: ação acusa roubo de segredos industriais

A Apple acaba de abrir um processo por segredos industriais contra a OpenAI no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia. Na petição, a empresa afirma que a OpenAI, a startup io Products e ex-funcionários da fabricante do iPhone teriam participado de um “padrão coordenado de má conduta em nível institucional” para obter informações confidenciais sobre produtos de hardware que ainda não foram anunciados.

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A OpenAI disse que não houve irregularidade e declarou que “não tem interesse nos segredos comerciais de outras empresas”. No processo, a Apple pede julgamento por júri, compensação financeira e ordens judiciais para barrar qualquer uso de tecnologia ou material que considere de sua propriedade.

A ação cita como rés a OpenAI, a startup io Products, comprada pela OpenAI, dona do ChatGPT, e os ex-funcionários da Apple Tang Tan e Chang Liu. Hoje, Tang Tan ocupa o cargo de diretor de hardware na OpenAI. Antes disso, teve uma posição sênior em design de produto na Apple.

Segundo a Apple, Tang Tan e Chang Liu acessaram ou conseguiram de forma indevida arquivos internos com desenhos, componentes, apresentações de engenharia, especificações técnicas e documentos de projetos confidenciais. A empresa também diz que, em entrevistas de recrutamento, candidatos eram incentivados a levar “peças reais” e outros materiais para sessões de “show and tell”, em que exibiriam itens e documentos ligados ao trabalho anterior.

De acordo com o processo, a apuração interna ganhou outro peso depois que Chang Liu teria saído da Apple, em janeiro de 2026, sem devolver um laptop corporativo. A empresa afirma que, já trabalhando na OpenAI, Liu explorou uma falha de segurança até então desconhecida para acessar arquivos na rede interna da Apple.

Na leitura da Apple, esse caso acabou expondo um problema mais amplo na proteção de propriedade intelectual quando profissionais deixam suas equipes de hardware. A empresa também sustenta que mais de 400 ex-funcionários seus hoje trabalham na OpenAI, o que, para ela, indica um esforço agressivo de recrutamento, sobretudo entre times ligados a dispositivos e desenvolvimento de produto.

O tema pesa ainda mais porque a OpenAI vem ampliando sua aposta em hardware de consumo. Relatos citados no texto falam em projetos que podem envolver alto-falantes inteligentes, óculos conectados e outros acessórios. A Apple afirma que esse avanço cruza com seu roteiro de produtos ainda não lançados e aumenta o risco de transferência indevida de conhecimento confidencial, justamente numa área em que Apple e OpenAI podem acabar disputando espaço com produtos próprios.

O processo também eleva o tom na relação entre Apple e OpenAI. As duas haviam fechado há pouco tempo uma parceria para levar o ChatGPT a recursos de software da Apple, enquanto a companhia de Cupertino anunciou mais recentemente um acordo ligado ao Gemini, do Google. Na ação, a Apple afirma ainda que tentou resolver o caso em privado, em fevereiro, mas não recebeu resposta. Agora, pede também a destruição de qualquer material confidencial que esteja com os réus e uma liminar para impedir o uso dos supostos segredos industriais em produtos da OpenAI.

Disney+ já discute plano grátis com anúncios: ideia ainda não tem cronograma

A Disney passou a discutir, recentemente, a criação de um plano gratuito com anúncios no Disney+, de acordo com reportagens da imprensa internacional. A hipótese surgiu internamente pelas mãos de plano gratuito com anúncios, chefe de produto e tecnologia da empresa, durante um town hall realizado há pouco tempo.

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Ainda não existe cronograma, não há mercados escolhidos e tampouco confirmação sobre qual fatia do catálogo do Disney+ poderia entrar nesse formato. Mesmo assim, o tema já estar sendo debatido diz bastante sobre o momento do setor: a briga no streaming vem empurrando as plataformas para ofertas mais baratas, ou até sem cobrança direta do usuário.

Do ponto de vista do negócio, a razão para um plano grátis é simples: alcançar gente que não quer , ou simplesmente não consegue, bancar mais uma assinatura por mês.

Num mercado disputado palmo a palmo, abrir uma opção sem custo pode ajudar o Disney+ a ampliar sua base de usuários, fortalecer a presença da marca Disney e criar uma porta de entrada para, mais adiante, converter parte desse público em assinantes pagos. Há também a frente publicitária. Ela pesa. O streaming com anúncios continua avançando e, segundo reportagens da imprensa internacional, as plataformas gratuitas com publicidade responderam por 18,7% da audiência de TV nos Estados Unidos em abril de 2026. Dois anos antes, esse número era de 12,7%. O salto aponta para uma procura maior por alternativas de entretenimento mais baratas, sobretudo num cenário em que muita gente já mostra cansaço com o acúmulo de assinaturas.

E a Disney não está entrando nesse terreno do zero.

Segundo as mesmas reportagens da imprensa internacional, cerca de 30,6% dos assinantes globais do Disney+, algo em torno de 47,2 milhões de pessoas, estavam no plano pago com anúncios ao longo dos três primeiros trimestres de 2026. Nos Estados Unidos, a adesão foi ainda mais alta e bateu 43,2%. Olhando para o quadro mais amplo, os serviços de streaming com anúncios da Disney, somando Disney+, Hulu e ESPN+, chegaram a 157 milhões de usuários ativos mensais no mundo em janeiro de 2025 e avançaram para 164 milhões em maio daquele mesmo ano. Não é pouca coisa. Isso indica que a companhia já opera sobre uma base relevante quando o assunto é monetizar publicidade.

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Analistas ouvidos pela imprensa internacional apostam que uma eventual versão gratuita do Disney+ não daria acesso integral ao serviço. A tendência seria um catálogo mais limitado, ou ao menos mais filtrado.

Nessa conta poderiam entrar títulos antigos, temporadas específicas, episódios piloto ou conteúdos organizados para incentivar o upgrade aos planos pagos.

Só que esse caminho também tem seus riscos. Se a carga de anúncios passar do ponto, a experiência pode azedar e o engajamento cair. Existe ainda o receio de canibalização , já que uma parte dos assinantes atuais poderia trocar o plano pago pela opção gratuita, pressionando a receita média por usuário. Também seguem abertas várias questões: quais mercados internacionais teriam prioridade, por exemplo, e como públicos diferentes reagiriam a isso, em especial famílias e espectadores mais jovens. Ainda não dá para tratar o recurso como certo antes de um posicionamento oficial da Disney, mas a discussão parece acompanhar um movimento maior do setor, em que serviços como Netflix e Max já apostaram em planos com anúncios para crescer sem depender só das assinaturas tradicionais, segundo a imprensa internacional. E você, arrisca algum palpite?