Volkswagen discute corte de até 100 mil empregos: plano pode reduzir modelos pela metade

A Volkswagen pôs de pé um “plano para o futuro” e, com ele, abriu a discussão sobre uma reestruturação bem mais pesada do que se imaginava. Segundo a imprensa europeia, até 100 mil empregos podem entrar na linha de risco, algo perto de 15% de toda a força de trabalho global da montadora. A empresa está sob pressão de vários lados: margens menores, capacidade sobrando nas fábricas e uma concorrência internacional mais dura. O resultado pode ser um redesenho amplo da operação industrial e também da carteira de veículos nos próximos anos. Se esse cenário se confirmar, dizem os jornais europeus, o número dobraria a meta anterior de 50 mil cortes.

No coração desse plano está uma simplificação forte do negócio. A Volkswagen quer enxugar sua gama de modelos em até 50%, cortar a complexidade de versões e opcionais em até 75% e reduzir a capacidade anual de produção para algo em torno de 9 milhões de veículos. Antes da pandemia, esse número girava na casa dos 12 milhões, de acordo com relatos da imprensa europeia.

A ideia por trás disso é direta: menos modelos, menos combinações possíveis e menos fábrica parada significam custo menor e uma operação mais eficiente.

Para um setor que já gasta pesado com eletrificação e software, essa conta virou prioridade. Ainda mais depois de a margem de lucro operacional da Volkswagen ter caído para 3,3% no primeiro trimestre, segundo a imprensa europeia. Esse patamar é visto como baixo demais para bancar os investimentos que a empresa precisa fazer em carros elétricos, plataformas digitais e novas cadeias de suprimento.

E os problemas vêm todos juntos. A Volkswagen lida com a concorrência cada vez mais forte das fabricantes chinesas de elétricos, com os custos altos de produção nas plantas alemãs, com um desajuste entre oferta e demanda em alguns mercados e com uma queda relevante nas vendas na China. Durante anos, o mercado chinês foi um dos grandes pilares do grupo, lembram os veículos europeus.

A revisão passa também por uma pergunta bem prática: onde faz mais sentido fabricar cada carro? Há discussões sobre levar parte da manufatura para regiões de menor custo no Leste Europeu, segundo a cobertura da imprensa europeia.

Nos Estados Unidos, a Volkswagen já deu um sinal concreto desse movimento. A empresa encerrou a produção do ID.4 em Chattanooga para priorizar SUVs a combustão, que hoje têm demanda mais forte, de acordo com a imprensa europeia.

Entre as medidas mais delicadas está a chance de a Volkswagen fechar quatro unidades na Alemanha até 2034: Zwickau, Emden, Hanover e a fábrica da Audi em Neckarsulm. Juntas, essas instalações empregam cerca de 40 mil pessoas, segundo relatos da imprensa europeia.

A reação tende a ser dura. O sindicato IG Metall e os representantes dos trabalhadores já indicaram que devem resistir com força e alertaram para disputas de grande escala, segundo a imprensa europeia.

A negociação fica ainda mais sensível por um motivo conhecido dentro da Volkswagen: os trabalhadores têm peso importante no conselho de supervisão da companhia. Ao mesmo tempo, o estado da Baixa Saxônia, que exerce influência real na governança da empresa, costuma ser peça decisiva em decisões desse tamanho, como aponta a imprensa europeia.

Para o consumidor, isso pode acabar significando uma Volkswagen com menos modelos, menos variações e um foco maior nos produtos que dão mais retorno. Para a indústria, o recado é outro: até gigantes tradicionais estão sendo obrigados a encolher para ver se conseguem crescer de novo.

Smartwatches já coletam dados de saúde, mas ainda não viraram rotina no consultório

Relógios e pulseiras inteligentes, os chamados wearables, deixam à mostra uma realidade nada confortável: por mais que já acompanhem sono, batimentos cardíacos, oxigenação e até sinais de fibrilação atrial, esses aparelhos ainda estão bem longe de virar instrumento de uso médico no dia a dia.

Na prática, quase nada disso entrou de fato na rotina clínica. Entre o pulso de quem usa o dispositivo e o prontuário do hospital ainda existe um vão enorme. O problema, hoje, não é falta de sensor. É outra coisa: transformar dados feitos para consumo em informação confiável, padronizada e, claro, paga dentro dos sistemas de saúde.

A trava, em boa parte, é econômica. Sem um caminho claro de reembolso por seguradoras e pelos sistemas públicos, médicos e hospitais têm pouco motivo para incorporar dados produzidos fora do consultório. Isso ajuda a entender por que o uso clínico segue raro, mesmo com os wearables já espalhados por toda parte.

Também pesa a validação científica. Especialistas cobram testes clínicos mais consistentes antes de aceitar dados de wearables como base para diagnóstico ou decisão terapêutica. Alertas cardíacos e monitoramento do sono podem, sim, ter utilidade, mas ainda restam dúvidas sobre precisão, consistência e sobre como esses recursos funcionam em perfis diferentes de pacientes. Os números deixam esse desencaixe bem claro. Segundo uma pesquisa da American Medical Association, nenhum dos países analisados passa de 6% de integração desses dados à prática médica. Nos Estados Unidos, só 6% dos médicos dizem já usar informações de wearables no atendimento clínico.

Do lado do consumidor, a história é outra. A adoção já ganhou escala. O mercado global de wearables deve chegar a 109 bilhões em 2026, com embarques de 614 milhões de unidades. Nos Estados Unidos, 46% dos adultos têm algum dispositivo desse tipo, e 59% desses usuários já falaram com um profissional de saúde sobre os dados coletados.

O entrave é que essas informações chegam de todo jeito, em formatos diferentes e com métricas que nem sempre conversam entre si. Cada fabricante trabalha com sua própria lógica, o que complica a entrada desses dados em prontuários eletrônicos e sistemas hospitalares. Falta interoperabilidade. Sobra fragmentação.

Médicos ainda citam outras barreiras que contam bastante: o risco jurídico se um alerta for ignorado, a desconfiança sobre a confiabilidade dos sensores e o peso de interpretar fluxos contínuos de dados gerados pelos pacientes em tempo real.

Ainda assim, há sinais de avanço. Cada vez mais wearables de consumo já saem de fábrica com funções liberadas por órgãos regulatórios, entre elas a detecção de fibrilação atrial e de apneia do sono.

Nos Estados Unidos, o Medicare também prepara o ACCESS, um piloto de 10 anos voltado ao reembolso de wearables e aplicativos no acompanhamento de doenças crônicas, com pagamento vinculado a resultados. Mesmo com esse movimento, pontos importantes continuam em aberto.

Dados coletados por dispositivos de consumo, em geral, não ficam sob a proteção da HIPAA, a lei americana de privacidade de dados de saúde. Isso dá às empresas uma margem ampla para definir como essas informações podem ser compartilhadas. Também segue pequena a transparência sobre o efeito disso na desigualdade de acesso, sobretudo fora dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. A tecnologia, por enquanto, já convenceu o consumidor. Falta convencer o sistema de saúde.

Meta entra na mira da UE: multa pode chegar a 12,5 bilhões

A Comissão Europeia chegou a uma conclusão preliminar: Facebook e Instagram, da Meta, podem estar violando a Lei de Serviços Digitais da União Europeia, a DSA, por causa do próprio desenho das plataformas, incluindo os apps para iPhone, e da maneira como certos recursos parecem empurrar o uso para além do razoável. Na avaliação inicial de Bruxelas, há traços de “design viciante” que podem levar usuários a comportamentos compulsivos e, com isso, trazer efeitos negativos para a saúde física e mental. Se esse entendimento for confirmado no fim do processo, a Meta pode ser multada em até 6% da sua receita anual global. Pelos números reportados pela empresa no último ano fiscal, isso pode passar de 12 bilhões.

Instagram Baixar

Entre os recursos que entraram na mira dos reguladores estão a rolagem infinita e a reprodução automática de vídeos. Para a Comissão, essas mecânicas colocam o usuário num consumo quase em “piloto automático”, estendendo o tempo de uso sem que exista uma decisão realmente consciente de continuar ali.

A preocupação não está só no engajamento alto. O ponto, para a Comissão Europeia, é o efeito acumulado desse tipo de interface ao longo do tempo. Na leitura dos reguladores, a Meta não avaliou de maneira adequada os riscos sistêmicos ligados a esses recursos, sobretudo quando se fala de menores de idade e de adultos em situação de vulnerabilidade. E esse trecho do caso pesa bastante, porque a DSA exige que plataformas muito grandes identifiquem e reduzam os riscos que seus serviços podem criar para usuários e para a sociedade. Na avaliação preliminar da União Europeia, foi justamente aí que a Meta falhou.

A Comissão também já deu pistas bem claras do que espera como correção. Bruxelas quer que recursos vistos como problemáticos venham desativados por padrão e defende medidas mais efetivas para interromper sessões longas de uso, com pausas reais de tempo de tela. Há ainda outro pedido importante: diminuir a dependência de sistemas de recomendação guiados apenas por maximizar engajamento. Se essa linha avançar, a Meta pode ser obrigada a rever a distribuição de conteúdo no feed e no Reels, principalmente no caso de adolescentes.

A Meta discorda da conclusão preliminar e afirma que já colocou em prática medidas relevantes para proteger usuários mais jovens. Como exemplo, cita as Teen Accounts, com proteções automáticas e controles parentais. Ainda assim, o caso aumenta a pressão regulatória sobre a companhia e se soma a outras investigações sobre o efeito das plataformas sobre os jovens, incluindo dúvidas sobre usuários com menos de 13 anos, preocupações com os chamados “rabbit holes” algorítmicos e processos que seguem em curso nos Estados Unidos, no Reino Unido e em outros mercados. A decisão europeia ainda não é final. Mas a mensagem já apareceu com bastante clareza: para os reguladores, a forma como Facebook e Instagram mantêm as pessoas conectadas pode deixar de ser tratada apenas como estratégia de produto e passar a entrar no campo da segurança digital.

Geradores de imagem acabam de deixar os dedos tortos para trás: agora o falso parece premium

Os geradores de imagem por IA acabam de abrir uma nova fase do falso premium. As ferramentas mais recentes já estão criando cenas polidas, com luz de cinema, decoração impecável e aquela estética de marca premium, exatamente o tipo de visual que funciona em anúncio, vitrine digital e rede social.

Por muito tempo, reconhecer uma imagem sintética era fácil. Mãos com seis dedos, textos embaralhados e rostos esquisitos entregavam o truque em segundos. Só que essa fase está ficando para trás.

E é aí que mora a preocupação: sai de cena o “estranho demais para ser verdade” e entra o “bonito demais para despertar desconfiança”.

No lugar das imagens bizarras, começam a aparecer fotos de apartamentos luxuosos, pratos perfeitos, produtos com cara sofisticada e influenciadores de visual impecável, mesmo quando nada disso existiu de fato.

Na prática, isso apaga um dos sinais mais óbvios de falsificação e aumenta o risco de engano em áreas como comércio eletrônico, turismo, decoração, gastronomia e publicidade. Um anúncio de hospedagem pode parecer mais refinado do que o imóvel real. Um produto vendido em marketplace pode ganhar acabamento de grife em imagens que nunca passaram por um estúdio. Até perfis pessoais podem acabar com cara de campanha publicitária pronta.

Para você, o efeito vai bem além da curiosidade tecnológica. O que entra em jogo aqui é a erosão da confiança.

Se antes dava para desconfiar de uma imagem pela execução ruim, agora o visual profissional demais pode funcionar justamente como atalho para parecer crível.

Isso fica ainda mais delicado nas compras por impulso. Fotos perfeitas de roupas, móveis, cosméticos e acessórios conseguem vender uma experiência que o item real simplesmente não entrega.

Vale o mesmo para restaurantes e hotéis, onde uma apresentação visual sedutora pode inflar expectativas e esconder limitações do serviço.

Nas redes sociais, a tendência também aperta os padrões estéticos, porque cenários, corpos, peles, objetos e ambientes podem ser embelezados com muita facilidade. E aí cresce a sensação de que tudo precisa ter cara de editorial para disputar atenção.

Os velhos indícios não sumiram por completo, mas já não bastam sozinhos. Por isso, especialistas recomendam prestar atenção em reflexos incoerentes, objetos com materiais difíceis de identificar, repetição sutil de padrões, fundos limpos demais e iluminação perfeita demais em situações corriqueiras.

Também convém desconfiar quando a imagem parece vender uma atmosfera antes mesmo de mostrar informação concreta. Em muitos casos, a intenção não é reproduzir a realidade com precisão, e sim fabricar uma sensação de exclusividade, conforto ou desejo.

A pressão agora cai sobre marketplaces, redes sociais e anunciantes. Etiquetas de origem, metadados verificáveis e políticas de transparência mais claras tendem a ganhar importância, sobretudo nos setores em que a imagem pesa na decisão de compra.

No fim, a evolução das ferramentas de geração de imagem por IA não acabou com o problema da falsificação visual. Só deixou tudo mais sofisticado. O erro grotesco está cedendo espaço ao verniz aspiracional, e para você isso pode ser bem mais difícil de notar.

CPUs agora miram IA generativa: próximo salto pode vir do processador

AMD, Intel e Arm estão puxando a CPU de volta para o centro da conversa sobre IA generativa rodando no próprio aparelho, seja em notebooks, desktops ou smartphones. Essa mudança mexe com o mercado de PCs com Windows 11 e alcança também o setor mobile.

Nessa nova geração, a aposta já não fica só em ganhar mais velocidade nas tarefas tradicionais. Pelas projeções de AMD, Intel e Arm, a ideia é depender menos da nuvem e, em muitos casos, até da GPU. No uso real, isso pode trazer respostas mais rápidas, mais privacidade e menor consumo de energia em assistentes, edição de imagem, criação de conteúdo e ferramentas de produtividade.

Para o mercado de PCs com Windows 11, e também para o mobile, isso muda bastante coisa.

A grande novidade dessa leva está na presença cada vez maior de NPUs dentro dos processadores. Essas unidades de processamento neural foram desenhadas, de acordo com AMD, Intel e Arm, para lidar com cargas neurais com mais eficiência do que mandar tudo para servidores remotos ou deixar esse trabalho apenas com a GPU.

As três empresas dizem que uma NPU consegue executar esse tipo de tarefa consumindo entre 5 e 10 watts, enquanto uma GPU costuma operar na faixa de 30 a 40 watts em cenários parecidos. Em notebooks, essa diferença pode virar de 1,5 a 3 horas extras de bateria em uso pesado, ainda segundo AMD, Intel e Arm.

E bateria não é o único ganho. Há outros dois pontos bem claros para o usuário, na visão de AMD, Intel e Arm: menor latência, porque o processamento acontece no próprio dispositivo, e mais privacidade, já que menos dados precisam sair do aparelho.

A AMD está entre as empresas que mais vêm forçando essa transição. Segundo a companhia, a nova linha Ryzen série 300, baseada em Zen 5, traz NPU com até 50 TOPS de desempenho, algo em torno de 3 vezes acima da geração anterior, com foco em notebooks com Windows 11 voltados para assistentes locais, criação de conteúdo e jogos.

A Intel vai pela mesma trilha. De acordo com a empresa, os chips Intel Lunar Lake e Intel Arrow Lake devem entregar algo perto de 3 vezes mais desempenho em cargas neurais do que os modelos anteriores. No caso do Intel Lunar Lake, a meta é passar dos 40 TOPS na NPU, faixa necessária para atender aos requisitos dos PCs Copilot+, segundo a própria Intel.

Isso sugere uma mudança de peso: o processador principal voltou a ganhar espaço numa categoria que, nos últimos anos, parecia cada vez mais ligada só à GPU.

No lado mobile, a Arm também está reforçando o processamento local. Segundo a empresa, o Cortex-X925 foi apresentado com foco em recursos generativos no aparelho e promete avanço de 41% nesse tipo de tarefa, algo importante para firmar a posição da Arm em smartphones e outros produtos compactos, onde eficiência energética pesa ainda mais.

Só que hardware, por si só, não resolve tudo. A adoção em massa ainda depende de ferramentas para desenvolvedores e de compatibilidade com frameworks populares. A Arm está apostando em bibliotecas como o Kleidi, integradas a plataformas como PyTorch e TensorFlow, enquanto Intel e AMD trabalham juntas no ACE, uma iniciativa pensada para padronizar recursos do ecossistema x86 e facilitar otimizações.

Mesmo com esse movimento, o mercado ainda tem perguntas em aberto. Fabricantes já lançam ondas de PCs dessa nova categoria, mas continuam faltando validações independentes de desempenho, sinais mais claros de demanda real e uma resposta mais firme sobre o impacto de longo prazo no software.

Uma coisa, porém, já aparece com bastante força: o próximo grande salto do seu computador pode vir menos da placa de vídeo e mais do processador.

Pixel 12: beta do Tensor G7 indica um avanço importante

O Google Tensor G7 apareceu em sua beta mais recente cercado de rumores e vazamentos, e o que isso aponta é uma possível novidade interessante para a futura linha Google Pixel 12, também especulada para 2027. A expectativa, por enquanto, é de alguma melhoria grande o bastante para compensar um desempenho bruto que ainda fica abaixo do dos principais rivais. O ponto é que ninguém sabe, com base em informação realmente confiável, qual seria exatamente esse avanço.

Então, se a sua esperança é que isso resolva de uma vez as críticas mais frequentes à linha Google Pixel, melhor segurar um pouco a empolgação. Tanto o Google Tensor G7 quanto a família Google Pixel 12 continuam previstos apenas no campo dos rumores, para algo em torno de 2027. E, até aqui, nada de concreto apareceu para explicar qual seria essa novidade.

O pouco que vazou até agora indica que o Google Tensor G7 deve seguir um caminho bem conhecido da divisão de hardware do Google, pelo menos se os rumores que circulam fizerem sentido.

Nos bastidores, o chip vem sendo citado pelo codinome “Lajolla”, mantendo a sequência de nomes inspirados na Califórnia depois de “Laguna”, associado ao Google Tensor G5, e “Malibu”, ligado ao ainda aguardado Google Tensor G6, também segundo rumores e vazamentos.

Também existe a especulação de que o Google Tensor G7 poderia adotar um processo de fabricação de 2 nm, algo que já apareceu antes em boatos sobre o Google Tensor G6. Em tese, isso ajudaria em eficiência energética e controle térmico, dois pontos que sempre pesam bastante em smartphones premium. Só que ainda não existem detalhes técnicos verificados para tratar essa possibilidade como algo além de hipótese.

Se há uma pista um pouco mais concreta sobre o futuro do Google Tensor G7, ela está no histórico recente da plataforma. Desde que o Google decidiu investir em chips próprios, a proposta nunca foi liderar em CPU ou GPU. A aposta sempre esteve em fotografia computacional, tradução em tempo real, recursos de voz e outros diferenciais de software integrados ao sistema.

Essa estratégia combina com a identidade da linha Google Pixel, mas também tem um custo. Em cargas mais pesadas, testes sintéticos e, principalmente, jogos exigentes, os aparelhos com chips Tensor costumam ficar atrás dos topos de linha da Apple e da Qualcomm. Por isso, se o Google Tensor G7 realmente vier com alguma mudança de impacto, faz mais sentido esperar uma melhora na experiência geral do aparelho, e não só números melhores em benchmark.

Antes dele, porém, o verdadeiro termômetro deve ser o Google Tensor G6, esperado para a linha Google Pixel 11 e citado em rumores com uma CPU de sete núcleos e até um possível modem da MediaTek.

Se isso se confirmar, eficiência, temperatura e qualidade de conexão devem virar os principais critérios para medir o quanto o Google está conseguindo evoluir a própria plataforma.

Já para a família Google Pixel 12, os vazamentos desenham uma estratégia mais ampla, com modelo base, duas versões Pro em tamanhos diferentes e um dobrável. Isso combina com o movimento mais recente da empresa de ocupar mais nichos dentro do segmento premium.

Mesmo sem confirmação oficial do Google, a leitura mais segura hoje é esta: o Google Tensor G7 pode, sim, chegar com algo relevante. O que seria esse algo, ninguém sabe ainda. E até 2027, muita coisa pode mudar no caminho. E você, arrisca algum palpite?

iPhone 18 Pro Max: novos vazamentos apontam bateria bem maior

Novos vazamentos atribuídos aos leakers Ice Universe e Digital Chat Station, somados a referências encontradas na beta mais recente do iPhone 18 Pro Max, reforçam a possibilidade de a Apple colocar uma bateria bem maior no aparelho.

Para quem olha primeiro para a autonomia, essa pode ser a mudança mais interessante da próxima geração. As informações que circulam agora, novamente ligadas a Ice Universe e Digital Chat Station e em linha com rumores anteriores, apontam para um aumento claro na capacidade da bateria em relação ao modelo atual. Isso deve se traduzir em mais tempo longe da tomada, embora também traga um efeito colateral fácil de imaginar: um telefone um pouco mais grosso e mais pesado.

Os números que mais chamaram atenção, segundo Ice Universe e Digital Chat Station, falam em algo perto de 5.567 mAh na versão dos Estados Unidos, que usa apenas eSIM, e 5.391 mAh no modelo internacional com bandeja física para SIM. Colocando lado a lado com a geração anterior, o iPhone 17 Pro Max teria cerca de 5.088 mAh na variante americana e 4.823 mAh na versão global, ainda de acordo com esses mesmos vazamentos.

Na prática, seria um salto que faz diferença para quem coloca bateria acima de qualquer outra coisa. Ainda não há estimativas oficiais de quantas horas a mais isso renderia no uso do dia a dia, mas a expectativa é de um ganho perceptível, sobretudo em tarefas mais pesadas, como vídeo, jogos e navegação em 5G.

O lado menos empolgante da história é simples: bateria maior ocupa mais espaço e acrescenta peso. Pelos vazamentos de Ice Universe e Digital Chat Station, o iPhone 18 Pro Max pode chegar a algo em torno de 9 mm de espessura, acima dos 8,75 mm atribuídos ao antecessor, enquanto o peso subiria para perto de 240 g, cerca de 7 g a mais.

No papel, parece pouca coisa. Na mão, e também no bolso, esse tipo de diferença costuma aparecer, ainda mais em um celular desse porte. Para muita gente, ganhar mais bateria compensa sem dificuldade. Para outra parte do público, conforto e portabilidade seguem pesando bastante na escolha. Tudo indica que o principal responsável por esse aumento nas dimensões seja justamente a bateria maior, embora alguns leakers também mencionem um redesenho no conjunto de câmeras, possivelmente mais espesso, como outro fator por trás do crescimento do aparelho.

Há também a questão regional. Como os modelos vendidos nos EUA não precisam de bandeja física para SIM, eles teriam um espacinho interno extra para receber uma bateria levemente maior. Já as versões internacionais ficariam com uma capacidade um pouco menor por ainda reservarem espaço para esse componente, segundo os mesmos vazamentos.

Outro ponto que entrou no radar é o chip A20 Pro, que a linha iPhone 18 Pro pode estrear com fabricação em processo de 2 nm. Se isso se confirmar, o avanço na autonomia não viria só da bateria maior. A eficiência energética do novo processador também pode ajudar o aparelho a aguentar mais tempo longe do carregador.

Os rumores partem de nomes já conhecidos por quem acompanha o ecossistema da Apple, como Ice Universe e Digital Chat Station, que divulgaram números parecidos para bateria, espessura e peso. Parte dessas informações ainda teria ligação com registros regulatórios chineses, algo que costuma dar mais contexto a esse tipo de vazamento. Ainda não dá para tratar nada disso como confirmado antes de um anúncio oficial da Apple, mas, hoje, o cenário mais plausível é o de um iPhone 18 Pro Max com foco bem claro em autonomia. E você, arrisca um palpite?

Imagem: Apple

Galaxy Z Flip 8: vazamento indica que ele pode ser o último celular de concha da Samsung

Se um vazamento recente, atribuído a uma fonte tratada como confiável, estiver certo, a Samsung pode estar se preparando para encerrar a linha Galaxy Z Flip depois da próxima geração. Nesse cenário, o Galaxy Z Flip 8, que a própria marca deve apresentar em 22 de julho, seria o último integrante da família de dobráveis em formato concha.

A beta mais recente do Galaxy Z Flip 8 reforçou essa conversa e levantou uma hipótese que mexe com a linha de dobráveis da Samsung: o aparelho pode mesmo ser a despedida da família Z Flip.

Os sinais de uma mudança de rumo não parecem ter surgido do nada. Embora, segundo estimativas de mercado citadas pelos rumores, os modelos em formato concha ainda respondam por cerca de 67% do mercado, já dá para perceber uma migração gradual do interesse do público para aparelhos maiores, no estilo livro.

Um dos pontos mais repetidos nesses rumores é o de que os pré-pedidos do Galaxy Z Fold 7 teriam passado à frente dos do Galaxy Z Flip 7 no ano passado, algo que até pouco tempo atrás seria difícil de imaginar. Soma-se a isso a informação de que a Samsung planeja produzir mais unidades do Galaxy Z Fold 8 do que do Galaxy Z Flip 8. Isso fortalece a leitura de que a empresa estaria redirecionando foco e recursos para dispositivos com mais espaço para se diferenciar em tela, multitarefa e produtividade.

Pelo que apareceu até agora, o Galaxy Z Flip 8 não deve trazer uma grande virada. Os vazamentos falam em um visual muito próximo ao da geração anterior, com as mudanças mais visíveis concentradas em chipset e desempenho.

A expectativa, segundo os rumores, é de que o Galaxy Z Flip 8 use o Exynos 2600 em alguns mercados, enquanto os Estados Unidos devem receber uma variante com Snapdragon 8 Elite Gen 5. Esse caráter mais incremental também ajuda a sustentar o rumor sobre o fim da linha, já que analistas vêm apontando que o formato concha oferece cada vez menos espaço para inovação perceptível, ao mesmo tempo em que o custo dos componentes continua subindo.

Entre os fatores citados por relatos do setor aparece até uma suposta crise de RAM, algo que poderia apertar as margens da Samsung e, de quebra, empurrar o preço final do aparelho para cima.

A concorrência também pesa nessa história. A Samsung continua liderando o mercado global de dobráveis, mas essa liderança já não parece tão folgada: a empresa teria fechado o ano passado com cerca de 40% desse mercado, segundo estimativas, e as projeções apontam para uma queda a 31% neste ano, pressionada por rivais como Huawei e Motorola, além da expectativa em torno de uma futura entrada da Apple nesse segmento.

No formato concha, o quadro fica ainda mais sensível. A linha Razr, da Motorola, teria alcançado cerca de 50% do mercado de dobráveis nos Estados Unidos no começo deste ano, também de acordo com estimativas do setor. Ainda não dá para tratar esse rumor como fato até que a Samsung se pronuncie oficialmente, claro, mas não soa absurdo imaginar que o evento de 22 de julho acabe marcando o fim de uma era e o início de uma Samsung mais voltada para dobráveis grandes. E aí, qual é o seu palpite?

Switch 2: nova vaga da Nintendo recoloca o VRR no modo dock

A Nintendo publicou, sem alarde, uma nova vaga em seu site de carreiras, e isso trouxe o suporte à taxa de atualização variável (VRR) do Nintendo Switch 2 no modo dock de volta à conversa. O ponto que chama atenção é simples: o console chegou às lojas com VRR só na tela integrada, embora a própria Nintendo, antes disso, tivesse indicado em materiais oficiais que a função também seria compatível com o aparelho ligado à TV.

Nintendo Switch Online Baixar

O sinal mais claro aparece em uma vaga para Senior Display Engineer. Pela descrição no site da empresa, a pessoa contratada vai trabalhar na arquitetura e na implementação de pilhas de drivers de display para produtos atuais e futuros da Nintendo. Entre os conhecimentos considerados desejáveis estão justamente tecnologias que passam por essa discussão, como HDR, VRR, HDMI e sinalização DisplayPort.

Sozinha, a vaga não prova que uma atualização para o Nintendo Switch 2 esteja a caminho. Mas ela reforça uma impressão importante: a Nintendo segue investindo em gente especializada para lidar com questões de imagem e saída de vídeo. Antes do lançamento do console, a empresa chegou a dizer em materiais oficiais que o VRR funcionaria tanto no modo portátil quanto no dock. Depois, revisou essa informação e esclareceu que o recurso ficaria restrito à tela embutida do aparelho.

A mudança pegou mal, e não foi difícil entender por quê. O VRR ajuda a suavizar variações de frame rate e a reduzir tearing, algo que faz diferença justamente em jogos que não seguram um desempenho totalmente estável o tempo todo. Num hardware híbrido como o Nintendo Switch 2, ter esse recurso também na TV seria um extra de peso para quem joga em telas compatíveis.

Especialistas que vêm discutindo o tema, inclusive em análises do Digital Foundry, apontam que o entrave pode estar no caminho percorrido pelo sinal de vídeo dentro do dock. A hipótese que mais circula envolve a conversão de DisplayPort para HDMI, uma etapa que pode complicar a implementação de um VRR realmente transparente, nos moldes do que se vê em consoles mais tradicionais.

Só que o dock talvez não seja o único problema. Alguns testes divulgados publicamente sugerem que ele consegue trabalhar com VRR quando é usado com outros aparelhos, como o Steam Deck. Se isso se confirmar de forma mais ampla, o ponto de falha pode estar na interação específica entre o Nintendo Switch 2 e o dock, e não necessariamente no acessório por si só. Aí entra uma possibilidade interessante: uma correção por software ou firmware. Não seria nenhum caso inédito. A Sony, por exemplo, adicionou suporte a VRR ao PlayStation 5 depois do lançamento, por meio de atualização.

Há ainda outra frente de rumores. Segundo essas informações, a Nintendo também estaria preparando uma revisão do Nintendo Switch 2 com painel LCD da Sharp, possivelmente para reduzir ghosting ou o borrão de movimento que parte dos usuários percebe no modelo atual. Essa mudança específica continua sem confirmação oficial, claro. Ainda assim, a empresa já mostrou que está disposta a mexer no hardware mesmo depois que o produto chega ao mercado. Um exemplo concreto, já anunciado pela própria Nintendo, é a futura variante europeia do console com bateria substituível pelo usuário, pensada para cumprir as novas exigências regulatórias da União Europeia.

No momento, o VRR no modo dock continua sem data e sem anúncio formal da Nintendo. Ainda não dá para cravar nada antes de um comunicado oficial da empresa, mas a nova vaga publicada pela própria Nintendo, somada ao histórico recente da companhia, mostra que essa possibilidade não saiu de cena. E você, arrisca algum palpite?