Você não vai acreditar qual serviço de streaming é o mais usado no Japão

Para que você não precise ir até o último parágrafo da notícia, como costuma acontecer nestes tempos, já adiantamos: o serviço de streaming mais usado no Japão (e com muita folga) é o YouTube. Sim, você leu certo.

YouTube Download

O YouTube representou mais de 65 % do total de horas de vídeo digital sob demanda assistidas no Japão em maio, chegando a 72 milhões de espectadores que, em conjunto, acumularam 2,8 bilhões de horas na plataforma, segundo os novos dados de comportamento da ampd Analytics.

Os números vêm do painel do YouTube da ampd, uma ferramenta de análise de streaming lançada pela ampd Analytics, uma empresa da Media Partners Asia. Os espectadores japoneses registraram uma média de 38,5 horas por pessoa na plataforma durante esse mês.

YouTube conquista mais de 65% das horas de VOD digital do Japão, com notícias e beisebol liderando a audiência https://t.co/1zqrgsNjjW

— Variety (@Variety) 30 de junho de 2026

Os dados apontam para uma audiência disseminada em todo o país, mais do que para uma centrada nos jovens. O alcance do YouTube se distribui de forma quase equitativa por gênero, com 36,1 milhões de espectadores masculinos e 35,5 milhões de espectadoras femininas, e abrange todas as faixas etárias, dos 18 milhões de espectadores entre 10 e 29 anos até os 13 milhões de 60 anos ou mais.

A visualização se concentra na região de Kanto, que conta com 32 milhões de espectadores, e isso porque no Japão é possível ver no YouTube tanto o beisebol (esporte nacional) quanto os canais oficiais de notícias.

GTA 6 pode ganhar modo a 60 FPS no PS5 e Xbox: novo rumor anima fãs

GTA 6 pode, sim, ganhar um modo desempenho a 60 FPS no PlayStation 5 e nos Xbox Series X|S. Pelo menos é o que aponta um rumor que começou a circular nesta semana no podcast polonês Rock and Borys. Segundo o programa, a informação veio de uma única fonte, descrita pelos próprios apresentadores como alguém muito confiável e próximo da Rockstar Games.

Grand Theft Auto V Baixar

De acordo com o Rock and Borys, tanto o PlayStation 5 (PS5) quanto o Xbox Series X poderiam oferecer duas opções gráficas: um modo padrão a 30 FPS e um modo desempenho a 60 FPS. Já o Xbox Series S estaria, por ora, mirando os 30 FPS. Ainda assim, haveria trabalho em andamento para tentar melhorar essa situação.

Só que existe um ponto importante nessa história. Esse modo talvez não esteja pronto no lançamento. A mesma fonte citada pelo podcast afirma que a Rockstar Games ainda não teria certeza total de conseguir entregar a opção a 60 FPS a tempo. Se for esse o caso, sobra espaço para um update depois da estreia, algo que pode frustrar quem já fazia planos de jogar GTA 6 em alta taxa de quadros no day one.

O rumor empolgou bastante gente, mas quem acompanha testes de desempenho mais de perto tem reagido com bem mais cautela. Analistas técnicos, incluindo a equipe da Digital Foundry, já levantaram dúvidas sobre a viabilidade de um modo estável a 60 FPS no PS5 base e no Xbox Series X.

E o motivo não é difícil de entender. GTA 6 aparenta ser extremamente ambicioso do ponto de vista visual. Os trailers sugerem um nível alto de densidade de NPCs, iluminação avançada e ray tracing, além de indícios de que o jogo esteja rodando a 30 FPS com imagem possivelmente reconstruída para algo próximo de 1440p.

Fazer tudo isso funcionar de maneira consistente a 60 quadros por segundo seria um desafio técnico dos grandes. Não seria exatamente algo inédito na indústria. Ainda assim, chama atenção no caso da Rockstar Games, que costuma tratar seus lançamentos mais importantes com foco pesado na apresentação visual e na estabilidade da experiência principal.

O rumor ganhou ainda mais força por outro motivo: a Sony tem parceria de marketing com GTA 6 e já afirmou, em materiais promocionais, que o jogo “joga melhor no PS5”. Soma-se a isso o fato de a página de GTA 6 na PlayStation Store listar o título como “PS5 Pro Enhanced”, o que naturalmente puxa especulações sobre desempenho superior ou pelo menos mais estável no hardware revisado.

Ainda assim, uma coisa é expectativa, outra é fato. Parte do público considera o podcast Rock and Borys razoavelmente confiável por causa de um vazamento antigo ligado a uma expansão de The Witcher 3. No momento, porém, toda essa cobertura gira em torno da mesma fonte citada pelo programa.

Rockstar Games e Take-Two Interactive não confirmaram nem negaram a existência de um modo a 60 FPS para GTA 6. Então, por enquanto, não dá para tratar o recurso como confirmado até que a Rockstar Games publique algo oficial. A possibilidade parece boa, claro, mas ainda está longe de virar certeza. E você, arrisca algum palpite?

Marvel Tōkon: Fighting Souls confirma beta aberta em julho no PS5 e PC

Marvel Tōkon: Fighting Souls, o novo crossover de luta da Marvel, apareceu na EVO 2026 com duas novidades que fecham bem o pacote: uma beta aberta para PlayStation 5 e PC entre os dias 24 e 26 de julho, além da confirmação dos últimos personagens do elenco de lançamento. De acordo com o anúncio feito no evento, o teste vai rolar exatamente uma semana antes da estreia mundial do jogo, marcada para 6 de agosto de 2026.

Steam Baixar

Pra quem quer testar Marvel Tōkon: Fighting Souls antes da chegada oficial, essa vai ser a chance. A beta acontece nessas datas, no PlayStation 5 e também no PC.

Com direito a demo jogável no próprio local da EVO 2026, Marvel Tōkon: Fighting Souls entrou de vez na conversa da comunidade de jogos de luta. E faz sentido. Desde que foi apresentado, o projeto vem se aproximando desse cenário competitivo de forma bem clara.

Junto da data da beta, a Arc System Works também cravou Loki, Blade e Deadpool como os três últimos lutadores do roster inicial, que agora fecha em 20 personagens. Loki entra com sua mistura de imprevisibilidade e cálculo frio, Blade traz o peso do caçador de vampiros, e Deadpool fecha a seleção como o nome mais caótico e irreverente do grupo. As vozes dos três também já foram confirmadas: Jason Spisak será Loki, Imari Williams dá voz a Blade, e Nolan North assume Deadpool.

Loki, Blade e Deadpool se juntam ao já revelado Ghost Rider para formar os Samurai Outriders, um grupo de heróis mais sombrios que deve ter papel importante no Episode Mode, o componente solo da campanha. A apresentação da EVO 2026 ainda mostrou uma arena inédita chamada Asgard, aumentando a lista de cenários com uma ambientação inspirada no reino nórdico da Marvel.

Desenvolvido pela Arc System Works e publicado pela Sony Interactive Entertainment, Marvel Tōkon: Fighting Souls aposta em combates 4v4 com troca de personagens em alta velocidade. Com a beta aberta caindo tão perto do lançamento e o elenco inicial enfim fechado, o jogo chega a agosto com cara de um dos lançamentos mais comentados do ano entre os fãs de luta.

Virtua Fighter Crossroads revela Bakunawa Killer: teoria liga máscara a lutador clássico

Na Evo 2026, a Sega exibiu o trailer de anúncio de Virtua Fighter Crossroads e deixou no ar uma pista que pode render uma boa reviravolta no novo jogo: Bakunawa Killer, personagem inédito apresentado pela empresa, talvez esteja escondendo o rosto de um velho conhecido da franquia. No vídeo, o antagonista mascarado aparece com um qipao preto e, na mesma hora, virou tema de debate entre os fãs.

O que mais chamou atenção não foi só o visual ameaçador, mas a sensação de que a máscara esconde algo maior. A reação de Pai Chan quando o desmascara no trailer, sobretudo, aponta para uma ligação pessoal forte e já colocou esse mistério entre os ganchos centrais do jogo.

No material mostrado pela Sega na Evo 2026, Bakunawa Killer entra em cena com uma presença intimidadora e reforça esse tom mais cinematográfico de Virtua Fighter Crossroads. A máscara, a roupa e toda a encenação deixam claro que a Sega não quer tratar o personagem como apenas mais um nome no elenco.

Até o nome parece escolhido a dedo. “Bakunawa” faz referência a uma criatura dracônica da mitologia filipina, o que cria uma associação cultural com o Sudeste Asiático e conversa direto com o cenário do game, ambientado na cidade fictícia de Vilasapara.

A discussão mais quente na comunidade, agora, é descobrir quem Bakunawa Killer realmente é. Entre os nomes mais lembrados aparecem Lau Chan e Lei-Fei, dois veteranos que fazem sentido tanto pelo histórico da série quanto pela reação de Pai Chan no trailer. Segundo a Sega, Virtua Fighter Crossroads será o sexto game principal de Virtua Fighter e, talvez o dado mais relevante aqui, o primeiro capítulo totalmente novo da série em quase 20 anos. O projeto está nas mãos da RGG Studio, equipe conhecida por Yakuza/Like a Dragon, e o lançamento está previsto para 2027, também de acordo com a Sega.

A ideia da Sega é repensar Virtua Fighter para uma nova geração. Isso passa por versões redesenhadas de personagens clássicos, pela entrada de novos lutadores e por uma tentativa bem clara de manter o sistema acessível para quem está chegando agora, sem abrir mão da profundidade que sempre definiu a série.

Talvez a inclusão de um modo história single-player seja a mudança estrutural mais chamativa. Pelo que a Sega mostrou até aqui, Virtua Fighter Crossroads quer oferecer uma experiência mais narrativa, mais cinematográfica, algo que nunca foi exatamente comum dentro da franquia.

Esse retorno também acontece numa hora muito boa, já que os jogos de luta 3D vivem uma nova onda de interesse, com Tekken ainda forte no mercado e Dead or Alive voltando ao radar dos fãs. Ainda não dá para cravar quem é Bakunawa Killer antes de a equipe da Sega se pronunciar oficialmente, claro. Mesmo assim, o jeito como a cena foi montada praticamente empurra o público para a especulação, e isso por si só já marca uma mudança importante para uma franquia que sempre foi mais lembrada pela profundidade técnica dos combates do que por grandes viradas de roteiro.

Se a estreia de Bakunawa Killer serviu para testar a reação do público, o resultado apareceu rápido: a Sega transformou um único personagem em um dos maiores mistérios da Evo 2026. E aí, arrisca algum palpite?

Splatoon Raiders já tem Direct: apresentação será em 30 de junho

A Nintendo marcou para terça-feira, 30 de junho, um Nintendo Direct totalmente focado em Splatoon Raiders, o novo jogo da série que chega ao Nintendo Switch 2. A empresa trata a apresentação como uma das últimas grandes vitrines antes do lançamento e promete uma visão mais nítida de como funciona essa nova investida da franquia fora do modelo competitivo tradicional. O evento começa às 7h no horário do Pacífico, 10h no horário do Leste e 11h em Brasília, e deve durar cerca de 15 minutos. Na sequência, a Nintendo engata mais ou menos 30 minutos de Nintendo Treehouse: Live com demonstração de gameplay ao vivo.

Nintendo Switch Online Baixar

Para quem vem acompanhando o calendário da Nintendo, esse tipo de Direct dedicado costuma dizer bastante. Quando a empresa separa uma apresentação só para um jogo, normalmente é porque vai mostrar sistemas, explicar melhor a estrutura de progressão e abrir espaço para trechos mais longos de jogabilidade. Em Splatoon Raiders, isso pesa ainda mais porque o lançamento está marcado para 23 de julho de 2026, com exclusividade no Nintendo Switch 2. A transmissão também deve atacar a dúvida que ficou no ar desde o anúncio: até onde esse novo título vai se afastar da fórmula clássica de Splatoon para se sustentar como uma aventura de verdade, com identidade própria.

Splatoon Raiders segue outro caminho em relação aos jogos principais da franquia. A própria Nintendo descreve o projeto como uma experiência mais voltada para um jogador. Na campanha, de acordo com a descrição oficial, você controla um mecânico que se junta ao trio Deep Cut, de Splatoon 3, para explorar as Ilhas Spirhalite e enfrentar os Salmonids.

A base da proposta junta exploração e combate, mas com um peso maior em progressão. Entre os pontos já confirmados pela Nintendo estão caça a tesouros, gadgets personalizáveis e melhorias para armas e habilidades. E, mesmo com esse foco mais claro no single-player, o pacote não abandona de vez o lado social da série: também haverá um modo cooperativo online para até quatro jogadores, segundo a empresa.

O anúncio de Splatoon Raiders chama atenção justamente por mexer no rumo esperado da marca. Splatoon sempre esteve muito ligado ao multiplayer, e até os modos solo dos jogos anteriores costumavam funcionar mais como complemento do que como centro da experiência. Aqui, a impressão é que a Nintendo quer empurrar a série para um espaço maior, com uma aventura standalone mais encorpada. E não é um movimento tirado do nada. Tanto a franquia quanto o novo hardware chegam com números fortes: até 31 de março de 2024, Splatoon 3 tinha vendido 11,96 milhões de cópias no mundo, segundo o relatório financeiro da Nintendo. No hardware, a própria companhia reportou 19,86 milhões de unidades do Nintendo Switch 2 vendidas até o ano fiscal encerrado em março de 2026.

A campanha de divulgação já está rodando também. A Nintendo lançou um quadrinho prelúdio gratuito, publicado diariamente no app Nintendo Today! até 22 de julho de 2026, um dia antes da estreia. Além disso, haverá um Splatfest temático de Splatoon Raiders em Splatoon 3 para manter a comunidade aquecida. Se esse Direct entregar o que promete, deve ser o momento em que Splatoon Raiders para de soar como um spin-off curioso e passa a aparecer como uma das apostas mais diferentes da Nintendo para o Nintendo Switch 2 em 2026. E você, arrisca algum palpite?

YouTube Baixar

Genshin Impact 6.7 já tem horário no Brasil: patch chega à meia-noite

A HoYoverse já confirmou a data da atualização 6.7 de Genshin Impact. Batizada de “Luna 8: Sunny Summer Fontinalia”, ela chega globalmente em 1º de julho de 2026, às 11h no horário UTC+8. No Brasil, a liberação acontece à 0h de 1º de julho de 2026, no horário de Brasília, no momento em que a manutenção dos servidores for encerrada.

Genshin Impact Baixar

Na prática, para quem joga por aqui, o patch 6.7 deve abrir à meia-noite de 1º de julho, no horário de Brasília. Em parte das Américas, isso ainda cai em 30 de junho. De todo modo, o acesso só volta quando a manutenção realmente termina, como a HoYoverse deixou claro. A pré-instalação já está disponível, o que facilita baixar os arquivos antes da reabertura dos servidores e entrar mais rápido no conteúdo novo. No PC, a estimativa da empresa é de um download na faixa de 7 GB.

A versão 6.7 de Genshin Impact também sai para PlayStation 5, Xbox Series X|S, iOS e Android, de acordo com a HoYoverse.

O nome que mais chama atenção nessa atualização é Sandrone, nova personagem 5 estrelas Cryo que usa claymore. Ela também chega com bastante peso na história por ser uma Fatui Harbinger. Na primeira metade da versão, Sandrone será o principal atrativo, acompanhada de um rerun de Citlali, ainda segundo a HoYoverse.

Já na segunda fase, a empresa aposta em dois nomes fortes para mexer com os desejos: Columbina e Raiden Shogun voltam em banners de rerun. Isso deve pesar bastante na estratégia de quem vem planejando Primogems com cuidado. E não para aí. A atualização também inclui um banner extra, chamado “Lightrace Wish”, com Yae Miko, Cyno, Wriothesley, Qiqi e Mizuki, abrindo uma rotação a mais fora do calendário tradicional.

No conteúdo em si, a versão 6.7 traz “Stellar-Conduct”, uma nova reação elemental que tem tudo para bagunçar composições de equipe e teoria de builds nas próximas semanas. Também entra uma nova área permanente explorável na lua, o que expande o mapa de forma bem ampla e reforça esse clima de reta final da fase atual da história. Além disso, os jogadores poderão conseguir Charlotte, personagem 4 estrelas gratuita, como informou a HoYoverse.

Na parte narrativa, a 6.7 foi colocada pela HoYoverse como o encerramento do arco “Song of the Welkin Moon”, servindo de ponte para a aguardada versão 7.0. Já no campo de qualidade de vida, o patch enfim adiciona uma função muito pedida pela comunidade: a possibilidade de avançar diálogos com mais rapidez.

Mesmo com tudo isso, uma parte da atenção do público já está voltada para a versão 7.0 e para a chegada de Snezhnaya. Por causa disso, alguns jogadores já cogitam pular os banners da 6.7 para guardar recursos para o próximo grande ciclo de Genshin Impact. Esse interesse constante ajuda a dimensionar o tamanho do RPG da HoYoverse. Genshin Impact passou de 300 milhões de contas registradas em meados de 2025, com base em números divulgados pela própria empresa, e superou 10 bilhões em gastos acumulados dos jogadores até o fim de 2025, segundo estimativas de mercado. Essas mesmas estimativas, porém, apontam que a receita mobile já estava abaixo do pico de 2022 e caiu para menos de 1 bilhão em 2024.

Xbox Game Pass pode ter pausado acordos com indies: estúdios ficaram no limbo

A Microsoft teria interrompido de repente, segundo os relatos mais recentes sobre o Xbox Game Pass, negociações com desenvolvedores indies que já estavam na reta final para entrar no serviço. Pelo menos por enquanto, isso torna o Xbox Game Pass uma fonte de receita bem menos previsível para essas equipes.

Xbox Game Pass Baixar

Executivos e fontes do setor dizem que tudo aconteceu sem um cancelamento formal e sem qualquer explicação pública mais clara. A história ganhou força depois que Mike Rose, executivo de publicação, disse que vários estúdios ficaram presos no meio do caminho justamente quando esperavam fechar acordos com o Xbox Game Pass. Para equipes pequenas, esse tipo de indefinição não fica só no desconforto: pode afetar cronograma, caixa e, em alguns casos, a própria chance de o projeto continuar de pé.

Pelo que Mike Rose descreve, não parece ser um caso de rejeição definitiva, e sim de conversas que simplesmente pararam. Há gente na indústria lendo isso como um congelamento estratégico, não exatamente como o fim dos acordos com indies. Só que, na prática, no curto prazo, o efeito quase não muda: desenvolvedores que contavam com esse dinheiro agora não sabem quando ele viria, ou sequer se vai vir.

A Microsoft ainda não falou publicamente sobre os relatos. Por isso, segue aberta a dúvida sobre o que estaria por trás dessa desaceleração: uma pausa temporária, uma revisão de prioridades ou até uma mudança mais funda no nível de investimento do Xbox Game Pass.

Para muitos estúdios independentes, entrar no Xbox Game Pass nunca foi só questão de exposição. O serviço funcionava também como uma espécie de colchão financeiro, com receita garantida antes mesmo do lançamento. Num mercado lotado, em que jogos bons podem passar batido sem grande dificuldade, esse adiantamento ajudava a diminuir o risco e, em vários casos, ocupava um lugar central no plano de negócios.

Os modelos desses contratos variavam bastante. Havia pagamento fixo, casos de financiamento integral da produção para estreias no dia um e até termos atrelados ao uso do jogo dentro da plataforma. Um exemplo que acabou vindo a público foi o de Cooking Simulator, que teria recebido 600 mil em um acordo. Para um estúdio desse porte, é um valor relevante, equivalente a uma fatia considerável da receita do ano anterior, segundo relatos que circularam no mercado.

Steam Baixar

Esse aparente freio nas negociações também aparece num momento em que a divisão de games da Microsoft passa por ajustes mais amplos. O mercado acompanha discussões sobre novas demissões, possíveis fechamentos de estúdios, mudanças no preço do serviço e até revisões sobre a forma como grandes lançamentos, como Call of Duty, devem entrar no Xbox Game Pass.

E isso deixa o quadro mais sensível.

Os indies sempre ocuparam um espaço importante dentro do ecossistema Xbox. Pelo programa ID@Xbox, a Microsoft diz ter pago mais de 5 bilhões em royalties desde 2013, trabalhando com mais de 5.000 desenvolvedores espalhados por mais de 100 países e ajudando a lançar cerca de 6.000 jogos até março de 2025.

Mesmo sem confirmação total do cenário, algo que só deve acontecer quando a equipe da Microsoft se pronunciar oficialmente, a leitura que mais circula na indústria hoje é de preocupação, não de sentença definitiva. Alguns profissionais descrevem a situação como se o “tapete” tivesse sido puxado debaixo dos pés dos estúdios. Outros acham que se trata apenas de uma pausa, enquanto a liderança do Xbox decide qual será o próximo movimento.

O problema é que, para equipes pequenas, esperar sem resposta já pode ser um risco grande demais. Isso vale inclusive fora dos mercados ocidentais, onde o impacto ainda segue pouco documentado. E você, arrisca algum palpite?

Split tunneling ganha relevância nas VPNs: pode salvar sua conexão, mas abre brechas

O split tunneling é aquele recurso da VPN que deixa você escolher o que passa pelo túnel criptografado e o que segue pela internet comum: aplicativos, sites ou serviços. Nos apps de VPN, ele passou a chamar mais atenção justamente por mexer em dois pontos que vivem em disputa, privacidade e desempenho. Para quem usa VPN no trabalho, em jogos ou para ver conteúdo de outros países, a lógica é bem direta: em vez de mandar todo o tráfego pelo túnel, você separa o que entra na VPN e o que fica fora.

NordVPN Baixar

No dia a dia, isso serve para proteger o que realmente importa sem obrigar o dispositivo inteiro a pegar o caminho mais lento. Dá para deixar o navegador protegido e, ao mesmo tempo, manter Netflix, um jogo online ou até o app do banco fora do túnel.

Tem também o lado prático da coisa. O recurso facilita tarefas simples, como acessar impressoras no Wi‑Fi, smart TVs e outros aparelhos da rede local, sem precisar desligar a VPN por completo.

As VPNs costumam fazer isso de dois jeitos principais. Um deles usa lista de exclusão: você escolhe quais apps ou sites vão ignorar a VPN. O outro trabalha com lista de inclusão: só os aplicativos selecionados passam pelo túnel, e todo o resto continua na conexão normal.

Alguns provedores entregam os dois modos. Há também serviços que levam essa configuração para o roteador, o que ajuda quem quer criar regras para a casa inteira, mesmo que esse nível de controle mude bastante de uma marca para outra e de um plano para outro. O problema é que o suporte ainda é bem irregular: tem empresa que libera a função no Windows e no Android, mas continua limitando ou adiando a chegada dela ao macOS e ao iPhone.

Isso acontece porque as plataformas da Apple costumam impor regras de rede mais rígidas, o que deixa a implementação mais trabalhosa e menos flexível. Para o usuário, a conclusão é simples: antes de assinar uma VPN, vale conferir se ela oferece split tunneling, em quais dispositivos isso funciona e quais limitações entram no pacote.

ExpressVPN Baixar

Só que a conveniência vem com um custo claro. Especialistas tratam o split tunneling como uma troca: todo o tráfego que fica fora da VPN deixa de ser protegido ou inspecionado por ela. Aí aparecem os pontos cegos.

Na prática, o aparelho pode ficar ligado ao mesmo tempo a uma rede segura e à internet aberta. Isso aumenta a exposição a malware, vazamento de dados e, em ambiente corporativo, até movimentação lateral de invasores. Por isso, a recomendação costuma ser bem pé no chão: usar o recurso com parcimônia e deixar fora da VPN apenas tráfego de baixo risco.

Em rede Wi‑Fi pública, e quando a atividade envolve algo mais sensível, como banco, e-mail de trabalho ou dados pessoais, o mais seguro continua sendo manter tudo dentro do túnel.

No ambiente corporativo, o split tunneling ganhou espaço justamente porque reduz a carga sobre as VPNs empresariais e melhora o acesso a aplicativos em nuvem. A própria Microsoft já recomendou esse modelo para o tráfego do Microsoft Office 365 e do Microsoft Teams. E isso ajuda a dimensionar o tamanho do assunto: o uso de VPN continua alto. Relatórios do setor indicam que cerca de 30% dos internautas no mundo, algo em torno de 1,6 bilhão de pessoas em 2026, devem usar o recurso. Nos Estados Unidos, 32% dos adultos já usam VPN hoje, também segundo relatórios do setor.

Mesmo assim, ainda existe pouca clareza sobre quantos de fato ativam o split tunneling. O recurso também entrou na mira no começo de 2024, depois de relatos de vazamentos de DNS em alguns serviços, segundo relatos do setor, embora as correções já tenham sido liberadas.

No fim, ele pode virar uma das funções mais úteis da sua VPN. Só precisa ficar claro o que você está deixando de fora.